Ossada achada em rio não é dos meninos desaparecidos em Belford Roxo, diz perícia

Depois da expectativa de que a ossada achada na semana passada em um rio, fosse de pelo menos um dos três meninos desaparecidos em dezembro, em Belford Roxo, hoje, segunda-feira (2), a perícia da Polícia Civil descartou a possibilidade. Segundo a análise, o material é, na verdade, de um animal. A ossada foi coletada na sexta-feira passada (30), durante uma operação de busca pelas crianças. A ação foi realizada pela Polícia Civil, com apoio do Corpo de Bombeiros.

A informação do laudo detalhado ainda deve ser divulgado pelas autoridades. A ossada passou pelo teste depois que um homem se apresentou à polícia no fim do mês passado acusando o próprio irmão de ter participado da ocultação dos corpos. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense foi orientada a continuar as buscas.

 

Relembre o caso

Lucas Matheus, de 9 anos, Alexandre Silva, de 11, e Fernando Henrique, de 12, sumiram no dia 27 de dezembro. Eles foram vistos pela última vez em uma feira de um bairro de Belford Roxo. Uma das hipóteses apuradas pela Polícia Civil, levada à DH por uma testemunha, é a de que as crianças tenham sido mortas a mando de um traficante após furtarem passarinhos que pertenciam ao criminoso.

 

 

Fonte: Band News FM Rio

Polícia prende candidato a vereador suspeito de chefiar tráfico em Belford Roxo

A Polícia Civil prendeu na manhã desta quinta-feira (29) um candidato a vereador que é suspeito de chefiar o tráfico de drogas do Complexo do Roseiral, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Os agentes também tentam cumprir outros nove mandados de prisão preventiva e 61 de busca e apreensão na operação batizada de Itália.

Segundo as investigações, o candidato, que também é líder religioso na região, teria assumido o lugar do irmão – preso – na hierarquia do tráfico. A decisão de participar da corrida eleitoral de 2020, inclusive, tinha como objetivo ter maior influência na administração pública.

Além do tráfico de drogas, o grupo que atua no Complexo do Roseiral teria começado a desenvolver atividades econômicas típicas de grupos milicianos, como extorsão de comerciantes e motoristas de transporte alternativo e venda de água e gás.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a quadrilha também indicaria síndicos para os conjuntos habitacionais da região. O inquérito aponta que os moradores desses prédios que não pagavam as taxas de extorsão do grupo tinham o fornecimento de água suspenso e podiam ser expulsos dos apartamentos.

Em nota, a Polícia Civil informou que, ao todo, 24 pessoas foram denunciadas por associação ao tráfico de drogas e constituição de milícia privada durante as investigações que culminaram nesta operação.

Fonte: noticias.r7.com