‘Corretor das celebridades’ é um dos alvos da Polícia Federal na segunda fase da Operação Kryptos

Enquanto no mundo dos famosos Michael de Souza Magno é conhecido como o “corretor das celebridades”, para a Polícia Federal (PF) ele é apontado como operador financeiro do esquema fraudulento de pirâmide montado pelo ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, preso no último dia 25. Hoje, 15 dias após a prisão de Santos, Magno é um dos alvos da segunda fase da Operação Kryptos, nesta quinta-feira (9). Os agentes estiveram em seu apartamento, mas não o encontraram. Além dele, os investigadores procuram o empresário João Marcus Pinheiro Dumas Viana, que também ainda não foi achado.

Nesta fase da operação, policiais e auditores fiscais cumprem dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão no Rio. Até o momento, ninguém foi preso. Os mandados foram expedidos pelo juiz da 3ª Vara Criminal Federal, Vitor Barbosa Valpuesta.

Em relatório da Operação Kryptos, obtido pelo GLOBO, o corretor aparece como um importante operador da GAS Consultoria Bitcoin, companhia do ex-garçom que prometia rendimentos exorbitantes mediante investimento em criptomoedas. Embora o documento pontue que não há vínculo formal entre o corretor e Glaidson, Michael era, segundo a PF, ligado ao casal Tunay Pereira Lima e Marcia Pinto dos Anjo, ambos presos no mesmo dia que o ex-garçom. O casal é sócio de Glaidson.

De acordo com o relatório, o corretor declarou, em 2021, bens e rendimentos tributáveis de R$ 32.700, além de um patrimônio de pouco mais de R$ 293 mil. “Apesar disso, desde 2017, seu patrimônio e seu padrão de vida aumentaram bastante, o que leva a RFB (Receita Federal do Brasil) a apontá-lo como provável sonegador contumaz”, afirma o texto.

Michael Magno também aparece em um trecho do relatório que fala sobre a possibilidade de que Glaidson fugisse do Brasil. Uma escuta telefônica, realizada com autorização da Justiça, registrou uma conversa do corretor com um homem não identificado, na qual os dois, de acordo com os investigadores, tratariam da saída do empresário do país.

O telefonema aconteceu na tarde da última segunda-feira, dia 23 de agosto, às 14h30. “Porque ele já sabia que ele tinha que sair do país rápido”, afirma o interlocutor para Michael, referindo-se, segundo a PF, ao ex-garçom. Pouco depois, o próprio Michael diz: “Já era pra ter ido embora, cara, pra ‘tá’ bem longe daqui. Aí fica no Rio, fica indo em resenha, fica indo não sei aonde, vai pra festa”.

Os advogados de Glaidson negam que ele tivesse qualquer intenção de fugir do país em definitivo. De acordo com a defesa do empresário, ele faria uma viagem para Punta Cana, na República Dominicana, onde aconteceria uma espécie de congresso da G.A.S. O evento no exterior reuniria sócios, consultores e familiares em um resort de luxo, com tudo incluído. As atividades teriam início justamente em 25 de agosto, data da prisão, e iriam até 31 de agosto.

A possibilidade de que o empresário deixasse o Brasil junto a dezenas de outras pessoas ligadas à G.A.S, aliás, foi motivo de preocupação para Michael na ligação monitorada pelos agentes. “Ele já ‘tá’ chamando a atenção, ele tem que passar em ‘OFF’, não pode ir com todo mundo, com cachorro. Com periquito e papagaio. Entendeu? Ele não pode, pô”, reclama o operador para o outro homem, que concorda.

Artistas e jogadores de futebol

Nas redes sociais, Michael Magno se identifica como pioneiro no segmento de imóveis de alto padrão, e sua empresa como “30 anos de grandes negócios”. Em um perfil da corretora que leva o seu nome, ele aparece numa lancha, em Búzios, numa foto cuja legenda é: “Carregando as energias pra semana”. Em outra postagem, ele desce de um helicóptero na Barra da Tijuca: “Mais uma semana abençoada”, escreveu.

Em uma matéria de 2019, numa página sobre celebridades, Michael se orgulhava de já ter vendido um imóvel por R$ 20 milhões. De acordo com o texto, além dos atores Bruno Gagliasso e Nilvea Stelmann, ele teria feito negócios também com Eri Johhson, Kadu Moliterno, Rayane Moraes e Juliana Kieling, além da cantora Preta Gil e os jogadores de futebol Nenê, Henrique Dourado e Giovanni Augusto.

 

 

Crédito: extra.globo.com

Dono de empresa de investimentos que fechou em Cabo Frio, na Região dos Lagos, foi condenado por tráfico internacional de drogas em 2017

O dono da empresa de investimentos Alphabets, sediada em Cabo Frio, que fechou as portas nesta quarta-feira (8), foi condenado em 2017 por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Rogério Cruz Guapindaia se apresentava como CEO da empresa especializada no mercado de apostas esportivas, que anunciou o fim das atividades, causando temor em clientes e consultores.

Rogério foi preso em flagrante, no dia 1 de outubro de 2016, ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Natal, no Rio Grande do Norte, com três quilos de ecstasy na mala. O voo era proveniente de Portugal e ele estava acompanhado de uma mulher que foi paga para acompanhá-lo com o objetivo de tornar o transporte das drogas menos suspeito.

O empresário foi condenado a 11 anos, 4 meses e 9 dias de reclusão. Ele cumpre a pena em liberdade provisória, com uso de tornozeleira eletrônica e obrigação de permanecer recolhido em casa no período noturno e nos finais de semana. Em junho deste ano, três meses após fundar a empresa de investimentos, ele pediu à Justiça para retirar o aparelho de monitoramento, mas o pedido foi negado.

No site da Alphabets, Rogério diz que sua trajetória profissional foi “de jogador de futebol, corretor de imóveis a gerente de restaurante”, até se “encontrar como trader esportivo e investidor do mercado de apostas”. O empresário conta que conheceu o mercado de apostas perdendo dinheiro, até “ver uma oportunidade e perceber o mercado de uma maneira diferente, como investimento”.

De acordo com a biografia disponível no site, Rogério afirma atuar como trader em quatro bancas em operação e mais de 500 alunos. Ele garante que pode fazer o dinheiro “render como nenhum outro investimento” através do “robô de operações esportivas”.

 

oglobo.globo.com

Moradores de Cabo Frio, na Região dos Lagos, podem reduzir a conta de luz em até 65%

Moradores de Cabo Frio que sejam clientes da Enel podem obter um desconto de até 65% na conta de luz. O benefício é concedido pelo Governo Federal através do programa Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), criado pela lei federal n° 10.438, publicada em 26 de abril de 2002, beneficiando clientes residenciais considerados de baixa renda.

De acordo com a concessionária de energia elétrica Enel, o desconto é aplicado de modo cumulativo e varia de acordo com a faixa de consumo da instalação, limitados a até 220 kWh. Desta forma,quanto menor for o consumo, maior será o desconto, conforme a seguinte tabela:

• Consumo mensal até 30kWh – 65% de desconto;

• Consumo mensal de 31 kWh a 100 kWh – 40% de desconto;

• Consumo mensal de 101 kWh a 220 kWh – 10% de desconto;

• Consumo superior a 220 kWh – 0%

 

ADESÃO À TARIFA SOCIAL

Para aderir ao programa Tarifa Social, o cliente residencial da Enel precisa atender a pelo menos um dos seguintes critérios: família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário-mínimo nacional; idosos com 65 anos ou mais, pessoas com deficiência que recebam o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) ou família inscrita no CadÚnico com renda mensal de até três (3) salários-mínimos, que tenha portador de doença ou deficiência (física, motora, auditiva, visual, intelectual e múltipla) cujo tratamento requeira o uso continuado de aparelhos que para o seu funcionamento demandem consumo de energia.

Para se inscrever no CadÚnico, basta o consumidor procurar um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo de sua residência. Quem já está inscrito, pode solicitar o benefício por meio da Central de Relacionamento (0800 28 00 120) ou WhatsApp Elena (21) 99601-9608. A adesão à Tarifa Social será informada pela concessionária por meio de mensagem na conta de luz, e a não “efetivação” será reportada ao cliente por correspondência.

Caso o cliente queira realizar a solicitação presencialmente na loja da Enel, deve fazer agendamento prévio por meio do site (www.enel.com.br) ou pelo aplicativo de celular “Enel Rio”.

Os clientes que já são beneficiários do programa Tarifa Social devem estar atentos para manter os seus dados atualizados e não perder o desconto na fatura. O recadastramento é obrigatório a cada dois anos, ou quando houver qualquer mudança como endereço. Para manter o cadastro atualizado, é preciso procurar a unidade do CRAS mais próxima de casa.

 

 

Crédito: Jornal O São Gonçalo

 

Feriadão da Independência tem praias lotadas e rede hoteleira no limite do permitido em Cabo Frio

Milhares de turistas se aglomeraram por um espaço na Praia do Forte, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, neste sábado (4). Com 30ºC e tempo sem vento em pleno inverno, a cidade está lotada de pessoas que vieram passar o fim de semana prolongado pelo feriado da Independência, celebrado na terça-feira (7).

A expectativa da empresa que administra a principal rodovia de acesso à região, a RJ-124, é de movimento 35% maior que no feriadão de 2020. Na volta para casa, a terça-feira (7) deve ser o dia de maior movimento pela Via Lagos, com a passagem de 38 mil veículos.

A rede hoteleira está com 70% dos quartos ocupados, o máximo permitido por decreto de combate à disseminação da Covid-19.

De acordo com a Prefeitura, as equipes de fiscalização foram reforçadas na cidade. Bares e restaurantes podem funcionar até 0h.

Em agosto, a Prefeitura de Cabo Frio confirmou quatro casos da variante delta do novo coronavírus na cidade.

De acordo com os números da Prefeitura, até o momento, 22% da população cabo-friense receberam duas doses das vacinas CoronaVac, AstraZeneca ou Pfizer; ou a dose única do imunizante da Janssen. Até esta sexta-feira (3), o calendário de 1ª dose chegou aos 14 anos.

Fonte: g1.globo.com

Polícia Federal prende dono de empresa que prometia investir em bitcoins por suspeita de pirâmide financeira

Foi preso na manhã de hoje, quarta-feira (25), em uma mansão em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, o dono da GAS Consultoria Bitcoin, Glaidson Acácio dos Santos, na Operação Kryptos, da Polícia Federal,  em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, por suspeita de pirâmide financeira. A PF afirma que a fraude movimentou “cifras bilionárias” nos últimos anos. Na casa, policiais  apreenderam R$ 20 milhões em espécie, entre notas de real, dólar e euro, e até barras de ouro.

Estão sendo cumpridos também nove mandados de prisão e 15 de busca e apreensão no RJ, São Paulo, Ceará e Distrito Federal. Até o momento, além de Glaidson, Tunay Pereirahavia sido preso no Aeroporto de Guarulhos (SP), tentando fugir para Punta Cana, na República Dominicana.

O programa ‘Fantástico’, do último domingo (22), foi exibiu uma reportagem em que mostrava que a GAS era investigada há cerca de dois anos pelo esquema, mas se disfarçava de consultoria em bitcoins, uma moeda digital.

Como funcionava

A empresa de Glaidson prometia lucros de 10% ao mês nos investimentos em bitcoins, mas a força-tarefa da polícia afirma que a GAS nem sequer reaplicava os aportes em criptomoedas, enganando duplamente os clientes. A organização tinha muitos investidores em Cabo Frio, na Região dos Lagos, que se tornou um paraíso dos golpes do tipo pirâmide financeira, nos últimos tempos, e ganhou até o apelido de Novo Egito.

“Nos últimos seis anos, a movimentação financeira das empresas envolvidas nas fraudes apresentou cifras bilionárias, sendo certo que aproximadamente 50% dessa movimentação ocorreu nos últimos 12 meses”, informou a PF.

 

De garçom a bilionário

A ascensão de Glaidson impressiona. Um registro do Ministério do Trabalho mostra que até 2014 ele recebia pouco mais de R$ 800 por mês como garçom. Em fevereiro deste ano, Glaidson fez uma festa de aniversário com direito a show do cantor João Gabriel. Dois meses depois, mais de R$ 7 milhões foram apreendidos em um helicóptero. O dinheiro estava em três malas e, segundo as investigações, seria levado para São Paulo por um casal que trabalhava para a GAS Consultoria Bitcoin.

Anteriormente, em um depoimento à polícia, Glaidson negou negociar criptomoedas. Alegou que atuava com “inteligência artificial, tecnologia da informação e produção de softwares”. Já para os clientes, o empresário dizia que investia no ramo das criptomoedas havia nove anos.

Fonte: G1