Operação da PM em busca de criminosos que cometeram chacina em Itaboraí termina com dois mortos

Dois criminosos morreram após trocarem tiros com policiais na área da mata, conhecida como Ilha, no bairro Visconde, em Itaboraí, na manhã de segunda-feira (13). Com eles foram apreendidas armas, drogas e rádios transmissores. Um dos mortos tinha 23 anos e o outro 22. Os dois não possuíam anotações criminais.

Segundo informações da Polícia Militar, os policiais do 35ª BPM (Itaboraí) foram até o bairro Visconde para tentar localizar os homens responsáveis por atirarem em pessoas em uma padaria no bairro Retiro São Joaquim na noite do último domingo (12), deixando cinco pessoas mortas e duas feridas. Enquanto patrulhavam a região, os agentes foram informados por populares que haviam criminosos no local conhecido como ‘Ilha’, que fica dentro da mata. Os policiais, então, seguiram até o endereço e fizeram um cerco tático. Os criminosos iniciaram um confronto com os agentes, que revidaram. Após o cessar fogo, os criminosos foram encontrados, já mortos.

Com os bandidos foram localizados um fuzil (com um carregador desmuniciado), uma pistola Taurus de 9mm (com um carregador, cinco munições para a pistola), um revólver Taurus calibre 38 (com 04 munições deflagradas e 02 intactas), 02 rádios transmissores, 184 trouxinhas de maconha, 471 pinos de cocaína e 225 pedras de crack. O caso foi registrado na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG).

 

Crédito: O São Gonçalo

Polícia encontra arma usada em assassinato de uma família em Saquarema

Foi encontrada neste sábado (29) a arma usada no assassinato de uma família em Saquarema. O objeto foi localizado por policiais civis em uma mata com a ajuda de cães farejadores.

O crime aconteceu na tarde de quinta-feira (27) no bairro Bonsucesso e quatro pessoas de uma mesma família morreram. Entre as vitimas Larissa da Costa Souza, de 23 anos, o marido dela Lohan Santos, de 22 anos, os pais do rapaz, Jorge Carlos de Andrade, de 63 anos, e Rosineia da Costa Santos, de 46 anos. Os corpos foram enterrados neste sábado em São Gonçalo.

Larissa estava grávida de 9 meses, e o bebê, que estava na barriga, também morreu.

Dois homens foram presos suspeitos de envolvimento no assassinato e segundo a polícia, um deles confessou ter participado do crime. Os suspeitos vão responder por latrocínio, roubo seguido de morte, com agravante na pena por se tratar de um assassinato de uma mulher grávida.

A investigação aponta que o crime teria sido motivado por brigas entre os vizinhos. Depois do assassinato, os criminosos também roubaram os celulares das vítimas.

Um menino de 4 anos e uma adolescente de 13 que também estavam na casa, sobreviveram porque estavam escondidos nos banheiro. Eles estão sob os cuidados de um tio. Foi a menina que acionou a polícia no momento do crime.

O caso continua sendo investigado na 124° Delegacia de Polícia.

TJ-RJ condena PM a 52 anos de prisão por chacina de Costa Barros

O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) condenou na madrugada desta sexta-feira (13) o policial militar Thiago Rezende Viana Barbosa a 52 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de cinco jovens, em Costa Barros, zona norte do Rio de Janeiro, em 2015. O tribunal também decidiu retirar o cargo público do militar.

Segundo a denúncia enviada ao TJ-RJ, Thiago é o policial militar que tampa a câmera de segurança de uma oficina mecânica que filmava a ação dos agentes públicos. Pelo menos 100 balas foram disparadas contra o carro onde estavam os cinco jovens mortos.

Durante o julgamento foram ouvidas cinco pessoas que testemunharam diferentes momentos da ação dos policias. O primeiro depoimento foi de um jovem que estava em uma moto atrás do carro atacado pelos militares.

Em seguida, a irmã de uma das vítimas foi ouvida e afirmou que foi impedida pelos policias de se aproximar do carro. A jovem disse durante o julgamento que sua mãe viu o momento em que PMs colocaram uma arma de brinquedo ao lado da roda do carro.

O terceiro depoimento foi do pai de uma das vítimas. Ele teria chegado ao local logo após a morte dos jovens e confirmou a presença da arma de brinquedo, além de uma luva suja de sangue na traseira do veículo.

O quarto ouvido foi um major da Polícia Militar que na época do incidente era o comandante da companhia responsável pelo ataque a tiros. O PM sustentou a versão apresentada pela defesa de que os ocupantes do carro teriam atirado contra a patrulha.

Por fim, foi ouvido um perito contratado pela defesa de Thiago, que afirmou que os tiros foram disparados de um viaduto e não da arma dos policiais presentes na ação.

Além de Thiago, condenado por homicídio duplamente qualificado e fraude processual, outros dois policiais julgados culpados pela morte dos cinco jovens. Um quarto PM, que também estava no momento do crime, foi inocentado das acusações.

 

Fonte: noticias.r7.com

Assassinos planejaram massacre em escola de Suzano por mais de um ano, aponta investigação

Os assassinos que mataram oito pessoas e depois se mataram na quarta-feira (13) durante o massacre numa escola de Suzano, região metropolitana de São Paulo, planejaram o crime por um mais de um ano, apontam as investigações preliminares da Polícia Civil. Outras 11 pessoas ficaram feridas, sendo que uma está em estado grave.

Ainda de acordo com os policiais, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, pretendiam matar mais pessoas do que as 13 vítimas fatais do massacre de Columbine, ocorrido em 1999 nos Estados Unidos. Em abril, esse crime completará 20 anos.

A polícia de Suzano investiga o caso para tentar esclarecer as reais motivações que levaram Guilherme e Luiz entrarem armados na Escola Estadual Raul Brasil e atirarem e golpearem com machado alunos e funcionários. Antes, um deles matou o tio numa loja.

Após a matança, os assassinos, que eram alunos da escola, morreram. Segundo a polícia, Guilherme atirou em Luiz e depois se suicidou com a chegada da Polícia Militar (PM).

Pistas: games, música, caderno, fotos e fórum na web

Os indícios que levam a investigação a crer que a chacina foi premeditada são games de tiros, anotações sobre táticas do jogo. Algumas anotações estão em dois cadernos encontrados no carro dos criminosos. Num deles há o desenho de uma arma.

Guilherme chegou a postar fotos ameaçadoras na internet momentos antes do crime. Ele aparece armado e com uma máscara de caveira numa das imagens.

A polícia também investiga a possibilidade de a dupla de assassinos ter frequentado um fórum intitulado Dogolachan na Deep Web, uma internet considerada obscura na qual pessoas anônimas incitam crimes de ódio e intolerância.

“Muito obrigado pelos conselhos e orientações … esperamos não cometer esse ato em vão”, teria escrito um dos assassinos dois dias antes do massacre em Suzano.

Um dos amigos dos criminosos foi ouvido pela polícia na noite de quarta e contou que soube da intenção da dupla em fazer o atentado. Só não sabia quando seria.

Os investigadores já ouviram 20 pessoas no total, entre pessoas próximas aos assassinos e vítimas deles.

Plano: ser maior do que Columbine

Além de terem suspeitas de que Guilherme e Luiz planejaram o crime há mais de um ano, os policiais acreditam ter elementos para descobrir outras peças desse quebra-cabeça para ajudar a entender a motivação do crime.

Computadores foram apreendidos na lan house onde os amigos assassinos costumavam jogar videogame.

Investigadores também já sabem que os dois fizeram pesquisas sobre atentados em escolas nos Estados Unidos. Pretendiam, por exemplo, fazer um ataque maior do que o massacre de Columbine, em Littleton, no estado americano do Colorado, em 1999, quando Eric Harris, de 18, e Dylan Klebold, 17, mataram a tiros 12 colegas e um professora antes de se suicidarem na escola. Outras 24 pessoas ficaram feridas.

No massacre de Suzano, Guilherme e Luiz mataram cinco alunos da Raul Brasil e dois funcionários. Antes de a dupla entrar na escola, o adolescente ainda matou seu tio no lava-jato em Suzano onde ele era dono.

Morreram os alunos Caio Oliveira, 15; Cleiton Ribeiro, 17; Douglas Murilo Celestino, 16; Kaio Lucas da Costa Limeira, 15; e Samuel Mequíades, 16.

Também perderam a vida, a funcionária ; e Eliana Regina de OIiveira Xavier, 38; e a coordenadora pedagógica Marilena Umezu, 59.

O empresário Jorge Antonio de Moraes, tio de Guilherme, foi o primeiro alvo. Segundo policiais, ele teria sido morto pelo sobrinho por ter descoberto o plano da dupla em matar os alunos na escola.

Perfil dos assassinos

Policiais civis e peritos da Polícia Técnico-Científica foram as casas dos assassinos, que moravam a pouco mais de 1 quilômetro de distância do colégio.

Guilherme foi criado pela avó, que morreu há cerca de três meses. Atualmente ele estava morando com um tio.

Luiz vivia com os pais, um irmão mais velho e o avô. Ele era jardineiro e trabalhava na Zona Leste de São Paulo.

“Infelizmente a família completamente perplexa, os pais em choque, há idosos, o avô dele reside aqui, mais de 80 anos, estão todos completamente sem chão, sem norte”, disse Fabrício Cicone Tsutsui, advogado da família de Luiz.

Além de investigar a participação dos assassinos nas redes sociais, a polícia quer saber como eles adquiram as armas e como alugaram o carro usados na chacina.

Número de vítimas de chacina em São Gonçalo e Itaboraí sobe

O número de vítimas da chacina em São Gonçalo e Itaboraí na madrugada de hoje (21) subiu para nove. Duas mortes ocorridas nos bairros Ampliação e Cabuçu, em Itaboraí, podem estar ligadas ao atentado que vitimou sete pessoas, nos bairros de Marambaia, também em Itaboraí, e do BNH, em São Gonçalo.  Quatro pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para o Hospital Estadual Alberto Torres. De acordo com a polícia, só uma das vítimas tinha passagem pela polícia, por tráfico de drogas.

A dona de um trailer de lanches, Débora Rodrigues, de 46 anos, e Hércules de Souza Costa, que seria funcionário de uma franquia de fast food no Shopping São Gonçalo e estava bebendo no trailer, foram mortos em Marambaia. Na mesma localidade, também foram executados Michael Douglas da Silva Machado, de 25, e Allan Patrick Pinto Vicente, de 21. A vítima de Cabuçu foi identificada como Vanderson dos Santos Silva, de 18 anos. Já na Ampliação, Pablo Damasceno dos Esteves, de 26 anos, também foi morto. Os primeiros assassinatos ocorreram ainda na noite do domingo (20).

Em São Gonçalo, as execuções ocorreram já nas primeiras horas da segunda-feira. As vítimas eram da mesma família, e estavam em casa no momento do crime. Segundo infomações, os criminosos chamaram ao portão, entraram na casa e abriram fogo contra os moradores assim que foram atendidos. Haviam mulheres e crianças dentro da casa, que conseguiram se proteger. No atentado, morreram Gabriel Trigueiro de Oliveira, de 19 anos, que estava dormindo e deixou um filho com menos de um ano; seu primo Renan Trigueiro de Almeida, de 20; e o tio dos dois, Rodrigo Avelino Braga, de 38 anos, que era pai de duas crianças, uma delas com apenas quatro meses. A mãe de uma das vítimas pediu socorro ao encontrar o corpo do filho no imóvel.

A polícia trabalha com a hipótese de que os crimes estejam ligados a uma disputa entre facções criminosas que atuam na região. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI).