Polícia Civil investiga vídeos que mostram traficantes de comunidade do Rio cortando o cabelo de adolescentes

A Polícia Civil do Rio investiga um conjunto de vídeos que mostram pelo menos cinco jovens, todas aparentando ser menores de idade, tendo o cabelo cortado por traficantes. O material, que viralizou em redes sociais e aplicativos de mensagens, teria sido gravado na comunidade do Nogueira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com informações fornecidas pela 33ª DP (Realengo), onde um inquérito foi aberto para apurar o caso, nenhuma vítima compareceu à delegacia ou foi identificada até o momento. Assim, a investigação tem como base, por ora, somente o conteúdo que vem sendo compartilhado na internet.

Relatos de moradores, ainda não confirmados pela polícia, indicam que o motivo para o ataque contra as adolescentes foi uma conversa entre elas em um grupo fechado no WhatsApp. No diálogo, as jovens teriam feito comentários sobre um dos chefes do tráfico na região e a esposa dele, resultando em uma punição determinada pelo criminoso, que teria tomado conhecimento sobre o conteúdo das mensagens.

Em uma das gravações que vem sendo compartilhada, uma voz masculina ao fundo ironiza, enquanto uma das vítimas tem o cabelo cortado: “É muito bom fazer fofoca”. Visivelmente constrangida, a adolescente ouve outros comentários, como ordens para olhar para a câmera ou para sorrir.

Em outro vídeo, uma adolescente de tranças esconde o rosto com as duas mãos e chora durante o corte forçado das madeixas. Em um terceiro registro, um homem pergunta para a vítima: “Tá ficando careca por causa de quê? Fez o quê?” Em seguida, ele próprio questiona se a jovem “fez fofoca sobre a mulher dos amigos”, no que ela concorda.

“Pô, dando molinho, parceiro. Cria do morro, podendo estar fumando só um baseadinho, tranquilona”, retruca a voz masculina ao fundo. Além das gravações, também circula pelas redes uma foto das cinco vítimas sentadas lado a lado, todas com os cabelos cortados.

Crédito: extra.globo.com

Polícia Militar apreende crack, maconha, cocaína e até rádio transmissor no bairro Rio Vermelho, em Rio Bonito

Após denúncias, agentes da 3ª Cia da Polícia Militar de Rio Bonito apreenderam, na tarde de ontem, quarta-feira (15), no bairro Rio Vermelho, em Rio Bonito, 40 pedras de crack; 10 pinos de pó de $10; 30 sacolés de pó de $25; 29 tabletes de maconha de $10; oito tabletes de maconha de $50; 79 cápsulas de pó de $25; sete bases de rádio transmissor e seis baterias de rádio transmissor. O material estaria em posse de bandidos de Tanguá, que estariam na região. No momento em que os policiais chegaram, os criminosos fugiram pela mata. O caso foi registrado na 119ª Delegacia de Polícia de Rio Bonito.

 

 

 

Polícia Militar impede roubo de 100 cabeças de gado em Itaboraí, no Rio de Janeiro

Policiais do 35º BPM (Itaboraí) conseguiram impedir na noite desta quarta-feira (16), o roubo de 100 cabeças de gado no bairro Porto das Caixas, em Itaboraí. Quatro motoristas eram mantidos reféns e foram libertados.

De acordo com a PM, a ação teve início após denúncia. Ao chegar no local, houve confronto e um adolescente foi apreendido com drogas.

O caso foi registrado na delegacia local.

* Em atualização

 

Crédito: www.osaogoncalo.com.br

Homem tenta roubar taxista, é linchado e acaba preso por agentes da Operação São Gonçalo Presente

Um homem de 30 anos foi preso por policiais da Operação São Gonçalo Presente após roubar um taxista na última quarta-feira (15). Segundo informações, ele foi detido na Rua Sthefania, no Centro de São Gonçalo. Ele ainda teria sido agredido por populares após cometer o crime.

Informações da Polícia Militar indicam que os agentes estavam em patrulhamento quando foram acionados por outras pessoas que passavam pelo local que um taxista havia sido roubado. O criminoso responsável, no entanto, estava sendo atendido no Pronto Socorro Central, no Zé Garoto, pois foi agredido por populares ao tentar fugir.

O acusado foi atendido pelos médicos e, logo depois, levado para a 73ª DP (Neves). Lá, ele foi reconhecido pela vítima do crime e foi autuado, em flagrante, por roubo. Ele foi preso.

 

Crédito: www.osaogoncalo.com.br

Pelo menos três pessoas morrem na guerra que se instaurou na Zona Oeste do Rio após racha na milícia que já foi de Ecko

Um racha na maior milícia do estado levou a uma manhã de terror em diferentes pontos da Zona Oeste do Rio nesta quinta-feira (16). Pelo menos três pessoas foram mortas, vans foram incendiadas, e moradores relataram intenso tiroteio.

A Estrada de Campinho chegou a fechar. Viações retiraram ônibus de circulação ou alteraram rotas em Santa Cruz, Paciência, Sepetiba, Campinho e Campo Grande, para preservar a vida de motoristas e passageiros. Vans deixaram de rodar na região.

Segundo a Polícia Militar, o policiamento na região de Campo Grande e Santa Cruz foi reforçado com equipes dos batalhões de Rocha Miranda, Campo Grande, Bangu, Santa Cruz, Recreio dos Bandeirantes, e Irajá.

De acordo com a polícia, a área vem sofrendo reflexos de disputas territoriais entre facções criminosas. O reforço tem como objetivo garantir o retorno do transporte público com segurança na região.

A TV Globo apurou que o grupo paramilitar que já foi de Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em uma ação da polícia em junho, se dividiu em facções rivais e opôs os antigos aliados Danilo Dias Lima, o Tandera, e Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho — este, irmão de Ecko.

Ecko já tinha rompido com Tandera no fim de 2020, por desentendimentos.

As quadrilhas dos paramilitares de Ecko, Tandera e Zinho extorquem dinheiro de moradores e comerciantes, a fim de oferecer uma pretensa segurança, e exploram diversas atividades — como o sinal clandestino de internet e TV, o monopólio da venda de água e de gás e o transporte por vans.

Execução como estopim

O ataque desta quinta teria partido de Tandera, que domina áreas da Baixada Fluminense, como Seropédica e partes de Nova Iguaçu. O estopim para o confronto foi a execução, na tarde desta quarta (15), de duas pessoas na Estrada de Madureira, na altura do bairro Dom Bosco, um dos redutos de Tandera em Nova Iguaçu.

Em represália, Tandera ordenou que se incendiassem veículos na área de Zinho. Os milicianos atearam fogo a pelo menos sete vans nos pontos da Praça da Alegria, em Campo Grande, na Rua Agai, em Paciência, e na Avenida João XXIII, em Santa Cruz. Na invasão, uma terceira pessoa foi morta.

Crédito: g1.globo.com/rj