Suspeito de matar companheira a facadas, se entrega à polícia; crime aconteceu em junho, na Zona Oeste do Rio

Eduardo Amaral Emiliano, de 39 anos, principal suspeito de matar a companheira Monique Barros de Souza, de 32 anos, se entregou na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, por volta das 11h30 desta segunda-feira. Ele era considerado foragido da Justiça desde o início de junho, quando teve a prisão temporária decretada pela 2ª Vara Criminal da Comarca da Capital, pelo crime de feminicídio.

A reportagem acompanhou o drama da família da vítima, que foi morta de forma brutal dentro de casa, onde a filha de 9 anos estava dormindo, no dia 26 de maio. Após o crime, Eduardo não compareceu mais ao trabalho e fugiu. Segundo o irmão de Monique, Maycon Barros, o suspeito não confessou o crime durante o depoimento, nesta manhã, e afirmou estar sendo ameaçado pelo ex-marido de Monique. “Ele vai alegar um monte de coisa para não ficar preso, não adianta falar que estava recebendo ameaça, isso tudo é mentira, é mentira”, disse Maycon.

Claudio Barros, outro irmão de Monique, também negou que Eduardo estivesse sendo ameaçado pelo ex-cunhado. “Eu não tinha contato com ele [ex-marido] até o crime acontecer, mas em momento nenhum ele mencionou o nome de Eduardo nesse tempo. Isso é mentira”, afirmou.

Para a família, a prisão de Eduardo é um alívio. “Por mais que não vá trazer ela de volta, estamos aliviados. Deu uma aliviada para mim, para minha mãe, para os meus irmãos e até para a filha dela, porque ela só tinha a mãe mesmo”, contou Maycon. A menina está sendo cuidada pela família materna e foi encaminhada para acompanhamento psicológico no Conselho Tutelar.

O pai de Monique, Isaias Barros de Souza, também pediu justiça após a prisão do suspeito. “Eu quero justiça, quero que as autoridades vejam o que ele fez. Espero que ele não saia nunca mais da prisão”, desabafou.

Relembre o caso

A filha de Monique, de 9 anos, disse que a mãe e Eduardo não brigavam com frequência. Mas, no dia do crime, eles chegaram em casa e se trancaram no quarto. A menina ouviu gritos vindos do cômodo, que depois pararam, e então decidiu dormir.

Ainda de acordo com o relato, ela chamou a mãe para ir à escola pela manhã, que não respondeu. Nervosa, a filha pediu ajuda aos vizinhos, que acionaram a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. A porta do quarto foi arrombada pelos militares e eles encontraram Monique com três facas fincadas no pescoço. De acordo com a cunhada de Monique, a menina disse que se sente culpada por não ter pedido ajuda ao ouvir os gritos.

“Ela está se sentindo culpada por não ter pedido socorro antes. Mas ela não tem culpa, porque ela é uma criança. Ela falou que tinha escutado eles gritando, mas depois ela falou que parou e foi dormir. Mas, ela é uma criança, não entende que talvez depois daqueles gritos ele tinha matado ela. Ela é uma criança, não tinha o que fazer”, desabafou a cunhada da vítima na época do crime.

A cunhada descreveu Monique como uma pessoa muito carinhosa e lamentou a morte da vítima. “Ela sempre foi muito amorosa, tanto com a mãe, quanto com a filha. A mãe dela está à base de remédio, só ontem tomou três, quatro comprimidos e mesmo assim não conseguiu dormir, não conseguiu nada, está super abalada. Ela era uma pessoa muito amável com a família, com a filha então, nem se fala. Uma menina bonita, 32 anos, toda a vida pela frente. (…) Eu acho que foi uma coisa monstruosa. Foi bárbaro e monstruoso. Ele foi um monstro”, afirmou.

 

 

Crédito; Jornal O Dia

Filho de mulher presa por envenenar enteados diz que ‘Ela é capaz de tudo’

Às 21h da próxima segunda-feira, dia 20, completa-se um mês desde que Cíntia Mariano Dias Cabral foi presa temporariamente no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Suspeita de envenenar os enteados, a madrasta, neste período, ficou em cela isolada das outras 261 detentas da unidade, inclusive com horário de banho de sol diário diferenciado, e, além de dois advogados semanalmente, não recebeu nenhum outro familiar. Um de seus três filhos afirma que só irá visitá-la quando ela confessar publicamente os crimes que, segundo ele, cometeu.

— Minha mãe assumiu na conversa séria que tivemos na noite anterior a prisão dela ter envenenado o Bruno e a Fernanda. Liguei, em seguida, para minha irmã e ela confessou via telefone também para ela. No dia que a entreguei na delegacia, ao entrar na viatura, ela ainda confessou novamente os crimes — contou o bacharel em direito Lucas Mariano Rodrigues, de 26 anos, em entrevista exclusiva a reportagem.

De acordo com as investigações da 33ª DP (Realengo), Cíntia teria matado Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos, em 15 de março, e tentado matar seu irmão, Bruno Carvalho Cabral, de 16, dois meses depois. Ele ficou três dias internado e, segundo o exame de corpo de delito realizado no Instituto Médico-Legal (IML), foi vítima de uma “ação química, envenenamento por carbamatos” — compostos orgânicos utilizados como inseticida. O documento aponta que em seu organismo havia presença de quatro grânulos esféricos diminutos, de colocação azul escura — “forma de apresentação de raticida ampla e clandestinamente comercializado e conhecido como chumbinho”.

— Só vou pensar em visitá-la no dia que ela assumir publicamente, assim como fez para mim e minha irmã, os crimes que cometeu contra a Fernanda e o Bruno, justamente para ela ter um pouco de amor e humanidade com os filhos dela. Os outros crimes que ela também é suspeita, eu não fazia ideia, só soube após a prisão — diz o rapaz, referindo-se aos inquéritos que investigam Cíntia também pela morte de um ex-namorado, o dentista Pedro José Bello Gomes, em 2018; e de um vizinho, o representante farmacêutico Francisco das Chagas Fontenele, em 2020.

Em decisão que prorrogou a prisão de Cíntia pela tentativa de homicídio contra Bruno por mais 30 dias, nesta terça-feira, o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, do III Tribunal do Júri, argumentou que somente a manutenção no cárcere “possibilitará a eventual aplicação da Lei Penal e a instantânea garantia da ordem pública, evitando-se a reiteração criminosa, o que indiciariamente já se viu nestes autos em razão do surgimento de elementos do segundo fato agora melhor apurado”, referindo-se ao suposto homicídio cometido contra Fernanda:

— Ela nunca foi mãe, nunca amou a gente. Digo isso por diversos acontecimentos: já escondeu comida para nós não nos alimentarmos, nos destratava, já me expulsou de casa duas vezes por não aceitar a separação do meu pai e eu não gostar das atitudes dela, minha irmã também saiu de casa aos 16 anos por não se dar bem com ela. Eu não lembro nem a última vez que a abracei ou dei um beijo nela.

De acordo com o inquérito, Bruno teria começando a passar mal minutos após ter saído da casa onde Cíntia morava com seu pai, Adeilson Cabral. Na residência, durante o almoço, foram servidos feijão, arroz, bife e batata frita. O rapaz teria reclamado que o feijão estava com gosto amargo e o colocou no canto do prato. A madrasta então levou o prato de volta a cozinha e colocou mais comida.

Após a refeição, o estudante foi deixado na casa da mãe, Jane Carvalho Cabral, que ligou então para o ex-marido contando dos sintomas apresentados pelo filho. Levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, o jovem foi submetido a uma lavagem gástrica e teve a intoxicação exógena diagnosticada pela equipe médica.

À mãe, ele relatou ter passado mal após ingerir “umas pedrinhas azuis que estavam no feijão” e contou que, ao servir seu prato, a madrasta teria apagado a luz da cozinha “como se estivesse escondendo algo”. Aos policiais, Cíntia disse que as tais “pedrinhas” eram um tempero de bacon que não havia dissolvido na comida.

— Eu ainda a amo, infelizmente. Mas, ao mesmo tempo que amo, tenho ódio por tudo que ela fez e sinto falta de muita coisa! E também tenho muito medo. Queria que ela pudesse me ver casando um dia, conhecer meus filhos. Mas não sei se ela é uma pessoa que vou poder ver de novo, justamente por sei ser capaz de tudo — diz Lucas.

Ainda segundo as investigações, os envenenamentos teriam acontecido por ciúmes que a madrasta nútria da relação do companheiro com seus filhos biológicos. Por meio de seus advogados, ela nega que tenha cometido o crime.

— A Cíntia está muito abalada com tantas acusações infundadas, ela chora a todo o momento, sente falta dos filhos, justamente por sempre ter sido uma mãe e uma pessoa amorosa com todos ao seu redor. Mas ela continua acreditando que tudo isso vai passar e é a maior interessada que as investigações prossigam e demonstrem que não houve nenhum envenenamento por chumbinho. Sobre os demais inquéritos, ela também está totalmente estarrecida — disse o criminalista Carlos Augusto Santos, que a representa.

Crédito: O Globo

Bombeiro que atirou em atendente do McDonald’s se apresenta à polícia; defesa alega que foi um disparo acidental; veja o vídeo

O bombeiro Paulo César de Souza Albuquerque, identificado como homem que atirou no atendente do McDonald’s Mateus Domingues Carvalho após uma discussão, se apresentou na tarde desta segunda-feira (9) na 32ª DP (Taquara).

Imagens de câmeras de segurança mostram a confusão que terminou com Matheus baleado. O vídeo mostra o bombeiro dando um soco em Matheus, que reage com um tapa. Momentos depois, o atendente é baleado e cai no chão.

Inicialmente, na tarde desta segunda, o advogado de Paulo Cesar, Sandro Figueiredo, disse que as imagens não mostraram claramente seu cliente atirando no atendente da lanchonete. Posteriormente, admitiu que o bombeiro atirou, mas disse que o disparo foi acidental.

A Justiça fluminense negou nesta segunda-feira (9) um pedido de prisão contra o militar.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que o militar responderá pelos seus atos na Justiça comum. Disse ainda que o comandante-geral da corporação, coronel Leandro Monteiro, determinou “a suspensão imediata do porte e posse de armas do militar, além da instauração de um inquérito policial militar para apurar a conduta do profissional e a abertura de um conselho disciplinar”

Briga por cupom de desconto

Segundo testemunhas, a briga foi por causa de um cupom de desconto.

As imagens mostram os dois conversando inicialmente. Mateus sentado dentro da loja fala com o bombeiro, que está de pé, do outro lado da janela. De repente, Paulo César abre o que parece ser uma porta, passa o braço pela janela e dá um tapa em Mateus, que rapidamente revida.

O bombeiro, então, dá a volta e entra no McDonald’s, com a arma na mão, como mostra a gravação de uma câmera do interior da loja. Algumas pessoas tentam impedir que ele avance, em vão.

O militar chega onde está o atendente, com arma em punho. No vídeo dá para ver Mateus caindo no chão e sendo acudido por um colega; enquanto o atirador sai caminhando calmamente, ao lado de uma mulher e um homem de casaco laranja e boné – que havia entrado atrás dele na loja e presenciou o crime.

Estado estável

Mateus, de 21 anos, passou por uma cirurgia, foi extubado e aguardava, acordado e consciente, uma vaga no CTI do Hospital Lourenço Jorge, na manhã desta segunda.

O atendente saiu de Minas Gerais há cinco anos para trabalhar e juntar dinheiro a fim de pagar um sonhado curso de veterinária, segundo a família.

De acordo com Marcela Costa, tia do jovem, os parentes temiam pela segurança de Mateus por causa do horário de trabalho. Ela conta que ele tinha consciência de que o horário era perigoso, mas precisava do emprego.

“A gente fez de tudo para que ele saísse de lá por causa do horário, por ser de madrugada. Mas ele preferiu continuar trabalhando, achou mais viável. Mas eu queria que ele mudasse o horário de trabalho, por ser perigoso e por ele não ter essa maldade toda. Então acabou acontecendo isso com ele. Ele não tem reação. Só fez o trabalho dele lá, falou que não tinha como prestar o serviço que o rapaz queria e aconteceu isso”, afirmou a tia.

Segundo ela, o que movia Mateus para que continuasse no trabalho durante a madrugada era a necessidade.
“O sonho dele é pagar a faculdade e fazer veterinária. Ele teve que parar de estudar porque precisava trabalhar. Porque senão tinha como. Era uma coisa ou outra. Então ele optou por trabalhar”, disse Marcela.
Crédito: portal g1

Policiais civis de Tanguá prendem acusado de estelionato dentro da agência da Caixa Econômica da cidade

Um homem foi preso na tarde ontem, sexta-feira (22) acusado de tentar aplicar golpe dentro da agência da Caixa Econômica Federal de Tanguá, com documentos falsos. Ele foi preso em flagrante por estelionato pela equipe da nova delegada da 70ª Delegacia de Polícia de Tanguá, Juliana Montes.

De acordo com informações, após um trabalho de inteligência, a equipe da delegacia foi até a agência bancária, flagrou o acusado com documentos falsos e o prendeu.

Preso suspeito de participar do assalto em que idosa foi arrastada por carro na Pavuna

A Polícia Civil do Rio prende um dos suspeitos pelo roubo de um carro que terminou com uma idosa arrastada por quase um quilômetro ao ficar presa no cinto de segurança. Julio Cezar Ramos Bernardo foi identificado e localizado em um dos acessos ao complexo da Pedreira, perto de onde o crime aconteceu, na Zona Norte.

O governador Claudio Castro fez uma publicação na Internet exaltando a velocidade da Polícia Civil na resposta ao caso.

Os investigadores ainda querem identificar o outro envolvido no assalto a família de Eci Coutinho Bella, de 72 anos. Ela voltava com a família da Região dos Lagos no fim de semana, quando dois bandidos em uma moto abordaram o grupo anunciando o assalto, na Pavuna. O filho, a nora e uma neta de sete anos também estavam no veículo.

Eci está internada, passou por cirurgia para colocar uma prótese no ombro e tem quadro de saúde estável.

 

 

Crédito: Rádio Band News FM Rio