Depois de ser assediada, jovem dá o troco e bate em homem; veja o vídeo

Uma frentista de um posto de gasolina em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, bateu em um cliente após ser assediada no local. Imagens de câmera de segurança flagraram o episódio.

Conforme o perfil Porto Alegre 24 Horas, a mulher, identificada como Marian, de 22 anos, estava tomando café na loja de conveniência do posto quando o homem entrou.

Enquanto ela estava sentada, o sujeito passou a mão em sua coxa. Diante da cena, a frentista se levantou da cadeira e desferiu socos e tapas na cabeça do rapaz. Depois da agressão, o homem fugiu.

 

Crédito: Metrópoles

Mulher faz denúncia de estupro por policial na sala para vítimas de violência de gênero em uma delegacia de Sidrolândia (MS)

“Não saio mais de casa, só durmo à base de remédios. Não consigo comer direito, minha vida está um caos.” O relato é de uma mulher que diz ter sofrido estupro, na sala dedicada ao atendimento de mulheres vítimas de violência de gênero, em uma delegacia, de Sidrolândia (MS), por um investigador da Polícia Civil, Elbesom de Oliveira, que é réu no caso.

A mulher, de 28 anos, que não é de Mato Grosso do Sul, chegou ao estado por Ponta Porã (MS). Foi até à cidade de fronteira para viajar com um rapaz e iriam a São Paulo. No dia da viagem, a van em que eles estavam foi abordada em Sidrolândia. O homem viajava com uma quantia de droga na mochila. A mulher alega que na mala dela não tinha entorpecentes. Com o flagrante, o casal foi levado até a delegacia e, no mesmo dia à noite, ela conta ter sido estuprada pela primeira vez pelo investigador.

“Ele já abusou de mim desde a primeira vez que cheguei. Cheguei de manhã, e à noite era o plantão dele. No primeiro dia, eu já fui estuprada. Na primeira noite, fui levada até a Sala Lilás [espaço da unidade policial dedicado ao atendimento de mulheres vítimas de violência de gênero]. Toda vez que tinha plantão dele, ele fazia questão de ir na cela”, conta.

Com exclusividade, a reportagem conversou com a mulher que falou sobre os abusos e traumas com os quais convive diariamente desde então. Por segurança, a identidade da vítima será preservada. Assista a um trecho da entrevista acima.

O policial está preso em Campo Grande, na 3ª Delegacia de Polícia. O g1 entrou em contato com a defesa de Elbesom, que não se manifestou sobre o caso.

Abusos e ameaças

A vítima comentou que, no primeiro dia, para que saísse da cela, o investigador alegou que uma prima estava em ligação. “Quando saí da cela, ele começou a me ameaçar. Disse para eu não falar para ninguém, que eu não era daqui e que, se eu fizesse alguma coisa, ninguém ia sentir a minha falta”.

Após ser violentada, a vítima foi levada para a cela e conta que passou a noite em claro e aos prantos. Como o investigador apenas cobria plantões em Sidrolândia, a ida à delegacia era feita de dois em dois dias.

“Eu me senti a pessoa mais desprotegida do mundo. A pessoa já está em um canto onde tem que ser protegido, e isso acontece com você?”

A vítima relata que assim que Elbesom chegava na delegacia, o sentimento de medo e desespero a tomava conta. Conforme relatado pela mulher, o investigador ia até a cela onde ela estava, a chamava na grade e começava a alisá-la e a ameaçava constantemente.

“Todo plantão que ele tinha, ele ia na cela, ficava me abusando e me tocando. Depois que chegou uma menina na cela, ele não pode fazer isso ali. Foi então que ele me tirou da cela novamente, dizendo que um advogado estava me chamando.”

O crime foi denunciado por outros presos, que pediram para falar com uma delegada após saberem da série de abusos sexuais. Para ela, os detentos disseram ter escutado a vítima chorando na noite anterior, ocasião em que ela revelou ter sido abusada sexualmente pelo investigador.

Elbesom foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pelos crimes de estupro, importunação sexual e violência psicológica contra a vítima. A denúncia foi recebida pela Justiça do MPMS, que o tornou réu no caso.

 

Crédito: g1

Cresce o número de notificações de mulheres vítimas de violência doméstica em Tanguá

Cresceu o número de mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar em Tanguá que procuram ajuda no Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM). Segundo dados da prefeitura, entre os meses de janeiro e março deste ano foram contabilizadas 96 notificações. Esse resultado é bem superior se comparado ao mesmo período de 2020, onde foram identificadas 6 notificações, e também entre os mesmos meses de 2021, com 22 registros.

De acordo com os relatos dos profissionais que atuam no órgão, o  aumento de notificações ocorreu em razão da articulação do CEAM com os profissionais de outras áreas que atuam no enfrentamento da violência doméstica e familiar, como educação, saúde e segurança pública.

Além disso, a inauguração da nossa sede do Ceam, ao lado da Casa Rosa, no bairro do Pinhão, foi fundamental para que, com mais descrição, as mulheres pudessem relatar seus casos.

Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Hezimara Duarte, o número de notificações não significa o total de casos do município, já que muitos deles sequer são denunciados.

“Os números aqui apresentados refletem apenas aqueles que o CEAM tomou conhecimento. Infelizmente muitas mulheres são convidadas para comparecer e receber assistência, porém recusam o serviço. Mas com resultados dos atendimentos prestados, cada vez mais as pessoas estão confiando no nosso órgão e rompendo o silêncio”, disse Hezimara.

O CEAM conta com diversos serviços como acompanhamento com psicóloga, advogada e assistente social. As mulheres que precisarem de ajuda podem fazer suas denúncias através do número 180 ou buscar orientações no CEAM, pelo número (21) 97241-8264 ou procurar diretamente no endereço, Rua Jobel José Cardoso, N° 1621, Pinhão, com funcionamento de segunda à sexta, de 8h às 17h.

 

 

Ascom Tanguá

Mulher diz se lembrar apenas de flashes com sem-teto: ‘Eu só via Deus’

Sandra Mara Fernandes, a mulher que foi flagrada pelo marido personal trainer com o então sem-teto Givaldo Alves em um carro em Planaltina (DF), diz que sabia que havia sido internada em uma clínica por conta do episódio, mas não tinha dimensão da gravidade. Em entrevista ao programa “Cidade Alerta”, da Record TV, ela disse que essa noção surgiu após ela tomar medicação para evitar uma DST (Doença Sexualmente Transmissível). Sandra ainda afirmou que se lembra apenas de flashes e que achava que “era meu marido”, ao entrar no veículo.

“Eu sabia que era por conta disso, por conta do episódio. Só que eu não tinha a dimensão do quão grave tinha sido. Mas através da medicação que eu estava tomando, até para não pegar uma doença sexualmente transmissível, eu vi o quão grave era o que tinha acontecido comigo”, disse ela.

Sandra diz que se sente triste por saber que vai ter que tomar uma medicação para o resto da vida. “Eu achava que era uma pessoa completamente saudável. Então eu me pegar hoje e falar: ‘Não, Sandra, hoje você é uma pessoa doente, com transtorno e se você não tomar a medicação, você está sujeita a ter outro surto’. Pode não ser tão grave como o que aconteceu, mas eu posso surtar novamente”.

A comerciante, que era proprietária de uma loja de roupas que teve que ser fechada e mantida apenas online por conta do episódio, diz que teme ter outro surto. Diagnosticada com transtorno afetivo bipolar, ela conta que os médicos explicaram a ela que o surto pode advir de uma euforia muito grande ou uma depressão muito profunda.

Sobre o incidente, ela diz que entrou em choque e que achava estar com Eduardo, seu marido.

“Para mim, quem estava comigo ali era meu marido. Como ele estava ali comigo e meu marido chegou, eu acredito, sim, que ele salvou minha vida. Pois eu não sei o que poderia ter acontecido depois que eu saísse daquele carro, se eu tivesse saído daquele carro. Então ele me salvou de mim mesma”, afirmou ela, à emissora.

Questionada sobre um áudio em que dizia ter visões de Deus naquele momento, Sandra explicou: “Quando eu coloquei aquele cidadão dentro do meu carro, eu acreditava naquele momento que ele era meu marido. Quando a gente conversava, eu achava que estava tendo conversas com Deus. Então, quando meu marido chegou naquele episódio, eu acreditei que ele era só Deus. Em nenhum momento eu enxergava ele como morador de rua. Eu só via que ele era Deus, por isso que eu me ajoelho no chão, intercedendo por ele, gritando com meu marido para não matar Deus. Eu acreditava que era Deus que estava apanhando ali, que possuía o corpo daquele cidadão, e que ele estava fazendo mal para Deus”.

Ferida na alma

“No meu caso, foi uma euforia muito grande, que me levou a ter manias. Você tem uma mania que vai crescendo. No meu caso chegou ao surto psicótico”, conta, acrescentando que, além da medicação, o tratamento inclui acompanhamento psicológico.

“Eu tenho que fazer terapia, porque o que aconteceu comigo abriu uma ferida na minha alma. Uma ferida que só através de uma ajuda médica, psicológica, eu vou curar”.

Sandra diz que tem sido muito difícil superar as críticas e a exposição na mídia e nas redes sociais. Para ela, foi um choque quando, ao sair do hospital, tomou conhecimento da repercussão do caso. “Me tacharam de coisas que não condizem com a pessoa que eu sou”.

A comerciante afirma que sente sua vida devastada e conta que teve até que se desfazer da loja física de roupas que mantinha antes do incidente. “Através da Internet, através do WhatsApp da empresa, até para me restabelecer financeiramente eu fui obrigada a me desfazer do que mais amo, que é minha loja. Trabalhar”.

Não houve traição

Em entrevista ao SBT Brasília, veiculada ontem (28), Sandra afirmou que não traiu o marido, o personal trainer Eduardo Alves, 31.

“Eu não esperava que tomasse a proporção que tomou. Me senti humilhada pela sociedade. Eu não aceito o que falaram sobre mim. Não é assim. Eu não sou essa mulher. Eu não traí o meu marido, eu não escolhi passar por um surto. O ato em si, eu não conhecia aquele homem. Eu achei sim que era o meu marido. E isso as pessoas não acreditam”, declarou.

 

Crédito: Uol Notícias

Mulher de 52 anos é resgatada após ser mantida em situação análoga à escravidão por 40 anos na Bahia

Uma  mulher de 52 anos foi resgatada na semana passada em Vitória da Conquista, após permanecer por quatro décadas submetida a condições análogas à escravidão.

Identificada apenas pelas iniciais M.S.S, a vítima foi retirada do seu local de trabalho e levada para a residência de seus familiares. O caso chegou ao conhecimento das autoridades após uma denúncia encaminhada ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

— Esse é um daqueles casos clássicos de empregada doméstica levada ainda criança para a casa do empregador e que nunca recebia salário sob o argumento de que seria da família. Essa é uma realidade que infelizmente vemos se repetir, mas que os órgãos de fiscalização estão buscando combater — afirmou a procuradora Manuella Gedeon, coordenadora de combate ao trabalho escravo do Ministério Público do Trabalho da Bahia.

A patroa, que que não teve o nome revelado para evitar a identificação da vítima, se compromete a pagar as verbas rescisórias e a indenização por dano moral no total de R$ 150 mil, em 50 parcelas mensais. A indenização irá cobrir também a apropriação indébita, pela patroa, de um benefício de prestação continuada (BPC) obtido por M.S.S depois de ser diagnosticada com um tumor cerebral.

Crédito: Jornal O Globo