Comitê Olímpico Internacional descarta jogos eletrônicos “tradicionais” em Olimpíadas

Com a entrada do skate, escalada e do surfe nos últimos jogos olímpicos e a chegada do Breaking para Paris 2024, o COI (Comitê Olímpico Internacional) se antecipou sobre os esportes eletrônicos, porém sem data definida e sem os “tradicionais” jogos, como League of Legends. A ideia é abraçar jogos com atividade física, segundo entrevista do James Macleod, diretor de Relações com os Comitês Olímpicos Nacionais e da Solidariedade Olímpica à Folha.

– Uma coisa que o COI reconhece é que a indústria de games evolui constantemente. Olhamos para estes jogos que estão ligados a esportes e onde há atividade física. No ano passado, lançamos a Série Olímpica Virtual. Vela, ciclismo… Tudo apoiado por federações internacionais. Podemos ver os números e a demografia. Queremos encorajar que as pessoas pratiquem esports em vez de jogos como League of Legends. Mas também estamos atentos a isso – diz o diretor.

Já o presidente do COB, Paulo Wanderley, descarta por completo a inclusão de jogos como o LoL. Para o brasileiro, se a ideia surgir, ele vai lutar contra.

Macleod, por outro lado, acredita que as modalidades virtuais que valem para o programa olímpico precisam ter esforço físico, simulando os movimentos reais dos esportes.

Crédito: ge.globo.com

Governador Cláudio Castro lança Bolsa Atleta RJ

De olho nos próximos ciclos olímpicos, o governador Cláudio Castro lançou, na última quinta-feira (09/12), o programa Bolsa Atleta RJ. A iniciativa, realizada por meio da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, prevê um benefício que varia entre R$ 500 e R$ 5.000 para 600 atletas e paratletas de todo o Rio de Janeiro. O investimento previsto para 2022 é de R$ 6,3 milhões.

– A pandemia atingiu todos nós e, nesta lista, estão atletas e paratletas. Essa paralisação dos treinamentos e competições foi um prejuízo enorme para os esportistas do estado. Neste momento de retomada, é preciso olhar também para este segmento. Vemos o esporte por meio de duas vertentes: a da profissionalização, porque é possível, sim, que atletas e paratletas sigam este caminho, e da transformação social que o esporte promove na vida do cidadão. A Bolsa Atleta RJ é plural e será destinada, da mesma forma, para os atletas olímpicos e paralímpicos – disse o governador Cláudio Castro.

Ao todo, são cinco categorias para atletas e paratletas – Olímpica & Paralímpica, Internacional A, Internacional B, Nacional A e Nacional B. O diferencial do programa é que 85% das bolsas serão destinadas para atletas e paratletas da base. Isso representa 58% dos recursos destinados para fomentar uma nova geração de esportistas. Os demais 42% dos recursos serão destinados para atletas do alto rendimento (15% das bolsas).

Critérios

Além dos jovens atletas, estão aptos a receber a Bolsa Atleta praticantes de surfe e esportes de alto rendimento de todas as modalidades, desde que filiados a uma federação estadual, associação nacional, confederação nacional ou pelos comitês olímpico e paralímpico brasileiro.

– Após dez anos de existência da lei que instituiu o Bolsa Atleta, nossa gestão regulamenta e a tira do papel. É uma vitória do esporte fluminense. Não se trata somente da destinação de um auxílio financeiro, mas oferecer condições para que atletas e paratletas sigam na carreira esportiva – comentou o secretário de Esporte, Lazer e Juventude, Gutemberg Fonseca.

Caso o atleta ou paratleta já tenha algum tipo de benefício – público ou privado – a concessão do auxílio estadual será de 80% do valor destinado à respectiva categoria.

Edital e inscrições

As inscrições poderão ser feitas a partir da publicação do edital, previsto para daqui a 15 dias, com isonomia na distribuição dos benefícios entre atletas e paratletas. Essa distribuição democratiza cada vez mais o acesso ao esporte, tornando possível que todos os tipos de pessoas possam se dedicar aos seus talentos.

Campeã mundial de MMA – categoria mosca – Juliana Velasquez afirmou que o Bolsa Atleta RJ chega em boa hora.

– Após este momento de crise da Covid-19, onde o esporte foi muito afetado, este benefício é oportuno. Não somente para manter os atletas de alta performance, quanto para dar um incentivo para quem está no início da profissão. É fundamental o apoio do Governo do Estado neste período de retomada – ressaltou a lutadora.

 

Crédito: Núcleo de Imprensa do Governo do Estado do Rio de Janeiro

Olimpíadas Rio 2016 teve manipulação de resultados no boxe, diz investigação

Um sistema de manipulação foi usado no torneio de boxe da Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016, apontou uma investigação independente encomendada pela Associação Internacional de Boxe (Aiba) em um relatório na última quinta-feira (30).

O chefe da investigação, Richard McLaren, disse que os três primeiros estágios da investigação analisaram a arbitragem e os juízes da Rio 2016, na qual decisões polêmicas em certas lutas renderam manchetes.

“As sementes disso foram plantadas anos antes, começando no mínimo nos Jogos Olímpicos do século 21 até os eventos de cerca de 2011 e Londres 2012”, disse McLaren em uma coletiva de imprensa em Lausanne. “As competições eliminatórias ao longo do caminho para a participação no Rio em 2016 foram o campo de treino para a corrupção e manipulação de lutas no Rio”, afirmou. “Na eliminatória olímpica, a metodologia de manipulação foi calibrada em antecipação ao uso no Rio”.

McLaren disse que não poderia comentar se os resultados das lutas manipuladas serão revertidos e que, como investigador-chefe, não cabe a ele decidir.

O relatório disse que um estudo abrangente indicou que ao menos nove combates são suspeitos e que dois fizeram o sistema “desmoronar publicamente”.

Entre eles estão a disputa da medalha de ouro dos pesos-pesados entre o russo Evgeny Tischenko, que sagrou-se campeão, e o casaque Vassily Levit, e a luta das quartas de final dos pesos-galo entre o irlandês Michael Conlon e o russo Vladimir Nikitin, que foi medalhista de bronze.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que “aguarda receber o relatório de Richard McLaren para estudar cuidadosamente as conclusões, a fim de definir se e quais consequências precisam ser extraídas”.

 

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br

Fadinha do skate, Rayssa Leal, fala sobre a vida após a medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Rayssa Leal chegou a Tóquio como uma promessa do skate. Poucos dias depois, deixou a capital japonesa como medalhista olímpica de prata – a mais jovem da história do Brasil – e um dos nomes mais comentados do esporte nacional no momento. Junto ao sucesso nas pistas veio o estouro nas redes sociais. Com seu sorriso fácil e suas dancinhas mesmo na hora de decidir um lugar no pódio, a carismática Fadinha saltou de 800 mil para quase 7 milhões de seguidores no Instagram e de menos de 100 mil para quase 4 milhões no TikTok.

Aos 13 anos, Rayssa, que no fim de semana passado venceu a etapa de Salt Lake City da Liga Mundial, se orgulha de inspirar meninas a começarem no skate, revela que tem mudado o horário dos treinos em sua cidade, Imperatriz, no interior do Maranhão, para fugir um pouco do assédio e já planeja se mudar para a Califórnia, paraíso do esporte, depois de terminar os estudos.

Sua redação de férias na volta às aulas deve ter sido bem interessante. Consegue resumir e avaliar o que aconteceu e vem acontecendo na sua vida nas últimas semanas?

Minha vida mudou por completo. Foi super “daora” na Vila Olímpica, conheci atletas que eu sonhava conhecer, do Brasil e de outros países. Saber que trouxe uma medalha para o Brasil, uma das atletas mais jovens a medalhar. Foi demais. O skate é uma família, e deu para ver isso na Olimpíada, como se vê em todos os campeonatos. Tirei de lição que quanto mais você se divertir, melhor, mais você vai ser feliz. Quero me divertir bastante e continuar assim.

A repercussão de uma medalha olímpica foi acima do que você esperava? O quanto aquele pódio abriu portas para você?

Eu não pensei que seria tão grande a repercussão. Tanto da medalha, quanto da dancinha (que Rayssa fez na pista e viralizou nas redes). Quando fui para a Olimpíada, meu sonho era chegar a um milhão de seguidores em alguma rede social. Quando entrei na pista para fazer o primeiro treino eu estava quase batendo um milhão; quando saí já tinha passado de um milhão. Quando passei pela semifinal, tinha 3,5 milhões. Eu não sabia desse número. Quando me falaram, eu fiquei “Que! Como assim!?”. Foi muito rápido. E quando cheguei ao Brasil fui muito bem recebida, foi muito especial.

E agora já são quase 7 milhões. Como é lidar com essa explosão nas redes sociais? Você passa muito tempo on-line?

É? (pega o celular para conferir). Verdade! Não tinha visto ainda. É difícil. Você quer se manter atualizado de tudo, fico entrando para ver o número de seguidores. Tem o TikTok também, que uso mais, o WhatsApp… Tadinhas de algumas pessoas, eu não consigo responder todo mundo. Nem sei o que fazer mais. Mas tento me policiar. uso bastante, mas tem a hora de treinar, de estudar.

Você inclusive usou suas redes para pedir que não houvesse aglomeração em Imperatriz, por causa da Covid, na sua volta ao Brasil.

Isso é o mais importante, usar nossos seguidores para falar coisas boas, como isso de não aglomerar. Mesmo assim teve muita gente, fiquei assustada. Brasileiro é teimoso! Mesmo que a gente fale, eles vão querer ir.

Mudou muito a sua rotina em Imperatriz?

Está difícil. Eu treinava quando saía da escola, agora já não consigo mais naquele horário, tem muita gente, pessoal saindo do trabalho que acaba parando para acompanhar. Agora estou indo um pouco depois.

A sua medalha causou um boom na procura por escolinhas de skate, especialmente entre meninas. Como você observa isso?

Quando eu comecei a andar de skate, muita gente da minha família, com exceção dos meus pais, não gostava. Falavam que era coisa para menino, coisa de gente ruim, diziam que eu tinha que estudar. Eu me dediquei muito no estudo e também no skate e tive apoio dos meus pais. Depois da Olimpíada, mudou tudo. Recebo muitas mensagens de meninas nas redes sociais falando que se antes não podiam andar, agora podem, os pais deixam, incentivam, compraram skates. Fico muito feliz de ajudar nisso, de inspirar outras meninas. Não só eu, claro, mas nomes como a Letícia (Bufoni), Karen (Jonz), Pâmela (Rosa).

Em meio a tantos compromissos, viagens, competições, tem sobrado tempo para os estudos?

Sempre levo os materiais nas viagens, estou sempre correndo atrás. Agora já vai começar o período de provas, vou fazer algumas on-line aqui em São Paulo.

Quais seus próximos planos dentro do skate?

Em Salt Lake City eu fiz minha segunda manobra em um corrimão de rua. Em Imperatriz não tem corrimão. Andei num em São Paulo e agora outro em Salt Lake. Quero ir para Los Angeles para começar minha vídeoparte (um vídeo com manobras de skate em um filme). Eu queria lançar no dia do meu aniversário (4 de janeiro), mas acho que vai demorar mais um pouquinho…

A Califórnia é considerada um dos melhores lugares do mundo para o skate. Pensa em se mudar para lá?

A cena é muito boa em Los Angeles, mas quero terminar meus estudos em Imperatriz. Ficar com minha família e terminar na escola que sempre acreditou nos meus sonhos.

 

 

Crédito: Jornal O Globo

Prefeitura do Rio anuncia retorno de patrocínio ao Time Rio para as Olimpíadas 2024

Na última sexta-feira (20), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes anunciou que a Prefeitura do Rio vai voltar a patrocinar os atletas do Time Rio para as Olimpíadas de Paris 2024. O prefeito Eduardo Paes anunciou ainda que pretende criar um alojamento para os atletas no Parque Olímpico, na Zona Oeste, como uma forma de incentivar o esporte no Rio. Ainda nesta sexta-feira, os atletas que participaram da Olimpíada de Tóquio, que nasceram ou treinam no Rio foram homenageados pela Prefeitura. Sessenta e quatro atletas receberam uma placa comemorativa pelo feito.

A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer ainda vai se reunir com o Comitê Olímpico Brasileiro para discutir os detalhes do patrocínio, mas o modelo deve seguir o mesmo padrão aplicado no passado, como explica o secretário Guilherme Schleder.

Revelação no atletismo, Gabriel Oliveira Constantino fala sobre a importância do incentivo ao esporte para que outras pessoas tenham a oportunidade de participar de uma grande competição.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Rogério Sampaio, afirma que a preparação para a Olimpíada de Paris 2024 já está em andamento, e o objetivo é ganhar ainda mais medalhas na competição.

 

 

 

Fonte: Band News FM Rio