Tanguá é a segunda cidade mais pobre do RJ, aponta pesquisa da FGV

Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta a cidade de Tanguá, na Região Metropolitana do Rio, como o segundo município mais pobre do Estado, com renda média mensal de R$ 292,57, por morador. O valor é a soma de tudo que é produzido no município, dividido pelo número de habitantes.

Ainda de acordo com a FGV, Tanguá fica atrás somente da cidade de Japeri, na Baixada Fluminense, que tem renda média mensal de R$ 259,63. Segundo a FGV, para chegar a essa conclusão, os pesquisadores consideraram a renda média dos moradores do RJ, através das declarações de imposto de renda das pessoas físicas. O resultado revelou um estado profundamente desigual.

Na outra ponta da tabela, Niterói, ainda na Região Metropolitana, é a cidade com a maior renda: R$ 4.186,51, por morador, ou seja, uma renda média 14 vezes maior do que os ganhos em Tanguá.

RENDA MÉDIA 

  • 92ª – R$ 259,63 – Japeri
  • 91ª – R$ 292,57 – Tanguá
  • 90ª – R$ 314,32 – São Francisco de Itabapoana
  • 89ª – R$ 321,31 – Sumidouro
  • 88ª – R$ 353,22 – Varre-Sai
  • 87ª – R$ 379,62 – Belford Roxo
  • 6ª – R$ 1.390,47 – Volta Redonda
  • 5ª – R$ 1.431,36 – Teresópolis
  • 4ª – R$ 1.492,37 – Petrópolis
  • 3ª – R$ 1.584,43 – Macaé
  • 2ª – R$ 2.898,46 – Rio de Janeiro
  • 1ª – R$ 4.186,51 – Niterói

 

 

Fonte: Informe Notícias RJ

Pesquisa aponta 70% de aprovação do governo Peixe

Uma pesquisa realizada entre os dias 27 e 29 de abril, mostra que 70% da população de Rio Bonito, aprova o governo Leandro Peixe, que assumiu a administração municipal no último dia 1 de janeiro. A pesquisa, realizada pela Factum Instituto de Pesquisa, ouviu 700 eleitores, com 16 anos ou mais. Setenta por cento deles, afirmaram que aprovam o governo atual, enquanto 30% disseram que não aprovam.

Na comparação entre o governo atual e as administrações anteriores, 43% disseram que o governo Peixe é o melhor para Rio Bonito. Já 19% apontaram a administração de José Luiz Mandiocão como a melhor para a cidade, enquanto 13% escolheram o governo Solange Almeida. Outros 25% ficaram indecisos ou não apontaram nenhum deles.

A pesquisa da Factum também ouviu os entrevistados sobre a expectativa com relação a administração Leandro peixe, que está em seu primeiro mandato. Dos 700 entrevistados, 532 (76%) disseram que acreditam que a administração vai melhorar até o final de 2021, 77 (11%) não acreditam e 91 (13%) estão indecisos.

O intervalo de confiança da pesquisa é de 97% e a margem de erro máxima estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Pesquisa diz que 76% das mulheres já foram vítimas de violência no ambiente de trabalho

Levantamento produzido pelo Instituto Patrícia Galvão revela que 76% das mulheres já foram vítimas de violência no ambiente de trabalho. De acordo com o relatório, elaborado com o apoio da Laudes Foundation e divulgado hoje (7).

Quatro em cada dez foram alvo de xingamentos, insinuações sexuais ou receberam convites de colegas homens para sair. A mesma proporção aplica-se a casos em que as trabalhadoras tiveram seu trabalho supervisionado excessivamente. Uma parcela significativa delas também vivencia situações de depreciação das funções que exercem, tendo suas observações desconsideradas (37%), ganhando um salário menor do que colegas homens com o mesmo cargo (34%), recebendo críticas constantes sobre o esforço com que exercem as atividades (29%).

Colegas homens também são responsáveis por constranger as mulheres de outras formas, como elogiar de forma constrangedora (36%). A tentativa de se exercer poder sobre as mulheres se deu através de outras formas, como ameaças verbais (23%) e a discriminação por conta da aparência física ou idade das trabalhadoras (22%).

Um dos comportamentos mais graves que atingem as trabalhadoras é a agressão sexual, categoria do estudo que engloba tanto os casos de assédio sexual como estupro. Esse tipo de episódio, que configura crime, atinge 12% das mulheres entrevistadas pelo instituto. Além disso, 4% foram vítima de agressões físicas no ambiente de trabalho.

Embora as estatísticas preocupem têm deixado de adotar procedimentos mais rigorosos. Em apenas 34% dos casos denunciados aos gestores, a empresa ouviu o relato da vítima e puniu o agressor. Em 12%, a empresa sequer ouviu a vítima.

O estudo destaca, ainda, que, em apenas 28% dos casos relatados, a vítima soube que o agressor sofreu alguma consequência. Em 39% dos episódios, a vítima ficou sem informações sobre as medidas tomadas para penalizar o agressor e em 36% nenhuma sanção foi aplicada.

Impacto da violência doméstica

A violência de gênero cometida em casa também é um aspecto abordado pela pesquisa, que indica que, para sete em cada dez pessoas consultadas, as vítimas apresentam um desempenho pior no trabalho. Um dado relevante sobre a percepção em torno da questão é que mais da metade dos entrevistados desconfia de que uma colega sua seja vítima de violência doméstica.

No total, foram consultada, via plataforma online, 1.500 pessoas, das quais 1 mil eram mulheres e 500 homens, todos com 18 anos de idade ou mais, entre 7 a 20 de outubro. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais. A pesquisa pode ser conferida, na íntegra, pelo site do instituto.

 

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br