Polícias Civil e Militar fecham galpão de falsificação de cerveja no Rio

As polícias Civil e Militar fecharam um galpão em Queimados, na Baixada Fluminense, usado para falsificar cerveja. As tampas e rótulos de bebidas mais baratas eram trocados por outros, de marcas mais caras. Doze homens foram presos.

A Operação Ressaca aconteceu em conjunto entre agentes da 21ª DP (Bonsucesso) e policiais do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BVPE).

“Tentaram fugir pela traseira do galpão, pelo muro de trás, mas a gente cercou o local e acabou prendendo quando eles pulavam o muro”, afirmou o delegado Hilton Alonso, responsável pelas investigações.

A falsificação acontecia, geralmente, com garrafas de vidro de 600 ml. Um homem demonstrou aos policiais como era o golpe: ele tira a tampinha original e coloca a de marca. Depois, os adesivos do alto da garrafa e do rótulo central são colados.

A investigação que levou às prisões começou com a apuração da Polícia Civil sobre as vendas de bebidas alcoólicas vendidas nos bailes funk das favelas do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio.

“Chegamos até essa fábrica, junto com o BPVE, graças a um serviço de inteligência, junto com o Disque Denúncia também atuando. Conseguimos prender esses elementos. A investigação agora vai prosseguir para ver há quanto tempo eles trabalhavam nisso. Toda essa diretriz vai ser analisada nessa investigação”, disse o delegado.

O material usado nas falsificações, como rótulos, tampinhas e até o martelinho usado para fechar os engradados foram apreendidos.

O delegado Hilton Alonso definiu o local das falsificações como “insalubre”.

Um caminhão que fazia a entrega das cervejas adulteradas também foi apreendido. Ele foi pego quando um dos criminosos tentava vender as cervejas em um depósito. De acordo com o delegado, o dono do depósito também foi autuado em flagrante por receptação qualificada.

Crédito: Portal g1

PM de Rio Bonito prende dois acusados de traficar em Nova Cidade; um deles é apontado como gerente do tráfico

Na última sexta-feira (17), policiais militares da 3ª Cia de Rio Bonito prenderam dois acusados de tráfico de drogas em Nova Cidade. Segundo informações dos policiais, um deles é apontado como gerente do tráfico na região de Boa Esperança, distrito de Rio Bonito. Com um dos acusados, os agentes apreenderam maconha e em sua casa encontraram duas balanças de precisão portátil, um caderno de anotações do tráfico. Com o outro, o que seria o responsável pelo tráfico local, os policiais encontraram 27 pinos de cocaína.

Filho de mulher presa por envenenar enteados diz que ‘Ela é capaz de tudo’

Às 21h da próxima segunda-feira, dia 20, completa-se um mês desde que Cíntia Mariano Dias Cabral foi presa temporariamente no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Suspeita de envenenar os enteados, a madrasta, neste período, ficou em cela isolada das outras 261 detentas da unidade, inclusive com horário de banho de sol diário diferenciado, e, além de dois advogados semanalmente, não recebeu nenhum outro familiar. Um de seus três filhos afirma que só irá visitá-la quando ela confessar publicamente os crimes que, segundo ele, cometeu.

— Minha mãe assumiu na conversa séria que tivemos na noite anterior a prisão dela ter envenenado o Bruno e a Fernanda. Liguei, em seguida, para minha irmã e ela confessou via telefone também para ela. No dia que a entreguei na delegacia, ao entrar na viatura, ela ainda confessou novamente os crimes — contou o bacharel em direito Lucas Mariano Rodrigues, de 26 anos, em entrevista exclusiva a reportagem.

De acordo com as investigações da 33ª DP (Realengo), Cíntia teria matado Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos, em 15 de março, e tentado matar seu irmão, Bruno Carvalho Cabral, de 16, dois meses depois. Ele ficou três dias internado e, segundo o exame de corpo de delito realizado no Instituto Médico-Legal (IML), foi vítima de uma “ação química, envenenamento por carbamatos” — compostos orgânicos utilizados como inseticida. O documento aponta que em seu organismo havia presença de quatro grânulos esféricos diminutos, de colocação azul escura — “forma de apresentação de raticida ampla e clandestinamente comercializado e conhecido como chumbinho”.

— Só vou pensar em visitá-la no dia que ela assumir publicamente, assim como fez para mim e minha irmã, os crimes que cometeu contra a Fernanda e o Bruno, justamente para ela ter um pouco de amor e humanidade com os filhos dela. Os outros crimes que ela também é suspeita, eu não fazia ideia, só soube após a prisão — diz o rapaz, referindo-se aos inquéritos que investigam Cíntia também pela morte de um ex-namorado, o dentista Pedro José Bello Gomes, em 2018; e de um vizinho, o representante farmacêutico Francisco das Chagas Fontenele, em 2020.

Em decisão que prorrogou a prisão de Cíntia pela tentativa de homicídio contra Bruno por mais 30 dias, nesta terça-feira, o juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, do III Tribunal do Júri, argumentou que somente a manutenção no cárcere “possibilitará a eventual aplicação da Lei Penal e a instantânea garantia da ordem pública, evitando-se a reiteração criminosa, o que indiciariamente já se viu nestes autos em razão do surgimento de elementos do segundo fato agora melhor apurado”, referindo-se ao suposto homicídio cometido contra Fernanda:

— Ela nunca foi mãe, nunca amou a gente. Digo isso por diversos acontecimentos: já escondeu comida para nós não nos alimentarmos, nos destratava, já me expulsou de casa duas vezes por não aceitar a separação do meu pai e eu não gostar das atitudes dela, minha irmã também saiu de casa aos 16 anos por não se dar bem com ela. Eu não lembro nem a última vez que a abracei ou dei um beijo nela.

De acordo com o inquérito, Bruno teria começando a passar mal minutos após ter saído da casa onde Cíntia morava com seu pai, Adeilson Cabral. Na residência, durante o almoço, foram servidos feijão, arroz, bife e batata frita. O rapaz teria reclamado que o feijão estava com gosto amargo e o colocou no canto do prato. A madrasta então levou o prato de volta a cozinha e colocou mais comida.

Após a refeição, o estudante foi deixado na casa da mãe, Jane Carvalho Cabral, que ligou então para o ex-marido contando dos sintomas apresentados pelo filho. Levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, o jovem foi submetido a uma lavagem gástrica e teve a intoxicação exógena diagnosticada pela equipe médica.

À mãe, ele relatou ter passado mal após ingerir “umas pedrinhas azuis que estavam no feijão” e contou que, ao servir seu prato, a madrasta teria apagado a luz da cozinha “como se estivesse escondendo algo”. Aos policiais, Cíntia disse que as tais “pedrinhas” eram um tempero de bacon que não havia dissolvido na comida.

— Eu ainda a amo, infelizmente. Mas, ao mesmo tempo que amo, tenho ódio por tudo que ela fez e sinto falta de muita coisa! E também tenho muito medo. Queria que ela pudesse me ver casando um dia, conhecer meus filhos. Mas não sei se ela é uma pessoa que vou poder ver de novo, justamente por sei ser capaz de tudo — diz Lucas.

Ainda segundo as investigações, os envenenamentos teriam acontecido por ciúmes que a madrasta nútria da relação do companheiro com seus filhos biológicos. Por meio de seus advogados, ela nega que tenha cometido o crime.

— A Cíntia está muito abalada com tantas acusações infundadas, ela chora a todo o momento, sente falta dos filhos, justamente por sempre ter sido uma mãe e uma pessoa amorosa com todos ao seu redor. Mas ela continua acreditando que tudo isso vai passar e é a maior interessada que as investigações prossigam e demonstrem que não houve nenhum envenenamento por chumbinho. Sobre os demais inquéritos, ela também está totalmente estarrecida — disse o criminalista Carlos Augusto Santos, que a representa.

Crédito: O Globo

Polícia Civil de Araruama cumpre quatro mandados de prisão pela morte da blogueira Aline Borel

Quase dois meses depois do corpo da cantora e blogueira Aline Borel ter sido encontrado com marcas de tiro na Praia do Dentinho, no dia 21 de abril, em Araruama, a 118ª Delegacia de Polícia de Araruama concluiu o inquérito na última quinta-feira (9). Mandados de busca e apreensão foram cumpridos, além dos mandados de prisão dos quatro acusados, que já se encontravam presos. Foi apreendida também uma das motocicletas usadas para levar Aline até o local onde foi morta.

Segundo informações da polícia, Aline foi assassinada por pensarem que ela era informante de uma suposta milícia que estaria tentando se instalar na localidade, o que foi descartado pela investigação. Os quatro acusados pelo assassinato já estavam presos pelos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico, roubo, e porte ilegal de arma, e agora responderão pelo crime de homicídio triplamente qualificado.

Coordenados pelo delegado Filipi Poeys Lima, da 118ª DP, os policiais fizeram diligências em vários endereços e encontraram no bairro Corte, uma das motos usadas pelos acusados para levar Aline até o local do crime. A investigação concluiu também que um revólver calibre 38 é que foi usado para matar a blogueira.

Como tudo aconteceu

De acordo com a polícia, os acusados teriam mostrado a Aline fotos de um homem que seria integrante dessa milícia e ela teria dito que o conhecia. Os homens então teriam dito que ele teria que pagar pela liberdade dela. A vítima então aceitou seguir de motocicleta com os acusados afirmando que conhecia a todos no bairro por ter um jeito “alegre e extrovertido de ser”.

Quem era Aline Borel

Aline Borel dos Santos, de 28 anos, era cantora e ficou conhecida nas redes sociais depois de fazer vídeos cantando músicas autorais e também de outros artistas.

Um dos seus maiores sucessos foi o funk com letra gospel “É cansativa a vida do crente”, publicado em 2018, que até este sábado já tinha mais de 430 mil visualizações.

Aline Borel se tornou um ícone da internet e rendeu vários memes depois que seus vídeos viralizaram.

Seguidores nas redes sociais fizeram campanhas para que famosos a notassem e ela chegou a participar de programas de TV.

Polícia prende mulher acusada de enganar pai de criança de 2 anos estuprada por coronel da PM no Rio

Policiais da 38ª DP (Brás de Pina) prenderam, nessa quarta-feira, Thuanne Pimenta dos Santos, condenada pelo crime de estupro de vulnerável. A mulher, capturada na casa de parentes em uma comunidade em Ramos, Zona Norte do Rio, foi acusada de ter enganado o pai de uma criança estuprada pelo o coronel reformado Pedro Chavarry em 2016.

Chavarry foi preso em flagrante ao ter sido flagrado com uma criança de apenas dois anos, nua, em seu carro. A menina chorava muito. Segundo as investigações, Thuanne foi a responsável pro enganar o pai da menina, dizendo que a levaria para uma sessão de fotos vestida de Papai Noel. No entanto, entregou a criança para o coronel e recebeu um pagamento por isso. Chavarry foi condenado por ter estuprado a menina e Thuanne, por ter sido partícipe do crime.

No dia da prisão de Chavarry, ainda de acordo com as investigações, Thuanne foi até a casa dos pais da criança e solicitou a certidão de nascimento da menina, afirmando que precisava do documento para registrá-la em uma ONG. A acusada entregou o documento para os policiais militares que prenderam o coronel, tentando convencê-los de que o oficial tinha permisão para estar com a criança.

Testemunhas relataram à polícia, que Thuanne afirmava na comunidade onde morava que Chavarry ajudaria financeiramente as mães que deixassem as crianças “darem uma volta”com ele. Thuanne chegou a ser presa pelo crime, mas conseguiu liberdade. Ao ser condenada, em 2017, foi decretada sua prisão. Ela estava foragida desde então.

 

Crédito: Extra