Ressaca reduz faixa de areia em Piratininga e surpreende moradores; vídeo

Moradores de Piratininga, em Niterói, surpreenderam-se com as fortes ondas que cobriram toda a faixa de areia da praia, nesta sexta-feira (20). As ondas foram causadas pelas pancadas de chuvas e rajadas de ventos vindas em direção à região sudeste.

Carlos Magalhães, morador local, contou a reportagem sobre a experiência: “Essas ondas chegaram aqui de sexta-feira para sábado da semana passada, por conta dos ciclones, ventos fortes e das pancadas de chuva”, afirmou o aposentado.

Outra moradora da região, Rafaela, de 29 anos, comentou que surfistas têm aproveitado e se arriscado  nessas ondas. “Eu vi alguns entrando nessas ondas de Piratininga e nas outras praias, como em Itacoatiara, onde as ondas são até mais violentas”, disse a atleta.

A previsão é de que as ondas que chegaram a atingir a 2 metros e meio de altura, se mantenham altas pelas próximas horas. A previsão, segundo o Climatempo, para o final de semana em Niterói, mostra alta chance de chuva com máxima de 24°C e mínima de 16°C.

 

Crédito: O São Gonçalo

 

Projeto de Lei propõe privatização parcial de praias brasileiras; até 10% da faixa de areia de municípios seria limitada

O Projeto de Lei (PL) 4.444/21, do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados e, entre outras medidas, autoriza a União a transformar orlas e praias marítimas, estuarinas, lacustres e fluviais federais em Zonas Especiais de Uso Turístico (ZETUR). Com isso, o projeto acabaria com o uso público de até 10% da faixa de areia natural de cada município, limitando a circulação de pessoas pela praia.

Essas áreas seriam ocupadas por hotéis, parques privados, clubes, marinas, empreendimentos imobiliários e outras atividades autorizadas pelo Ministério do Turismo. “Aprovar esse projeto de lei é um retrocesso enorme em relação a todas as questões de gerenciamento costeiro que já temos e a todas as discussões da mudança do clima”, alerta Ronaldo Christofoletti, membro de Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Hoje, temos ciência, conhecimento e legislação mundial que mostram que não devemos retirar espaços e ambientes costeiros, pois eles nos protegem frente aos impactos das mudanças climáticas e nos dão inúmeros benefícios”, reforça Ronaldo.

Segundo Alexander Turra, também membro da RECN e professor titular do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), outro ponto que deve ser lembrado é que as praias e orlas pertencem à Zona Costeira, considerada Patrimônio Nacional pela Constituição Federal, e são bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado sempre o livre acesso.

“As atividades propostas no projeto podem excluir a passagem e o acesso das pessoas, levando a uma elitização do espaço costeiro, que por definição da Lei 7.661/88 e também da nossa Constituição é um dos espaços mais democráticos que temos”, explica Alexander.

A lei citada por Turra, que instituiu o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, deixa claro que as praias são bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado o livre acesso a elas e ao mar.

O PL 4.444/21, embora mantenha essa definição, quer proibir a entrada e a passagem de pessoas nos trechos considerados de interesse de segurança nacional e em áreas que viriam a ser classificadas como ZETUR, privatizando, assim, até 10% da orla brasileira.

“Ocupar as faixas de areia para fins de uso privado e turístico é uma ameaça a estes serviços, pois pode comprometer o complexo e delicado ecossistema costeiro. Diversos estudos alertam para o processo de erosão costeira que nossas praias vêm sofrendo, o que deverá se agravar com as previsões recentes de aumento do nível do mar e aumento da frequência de eventos extremos de ressacas do mar”, explica Adayse Bossolani, Secretária Executiva do Grupo de Trabalho para Uso e Conservação Marinha (GT-Mar), da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional.

O grupo é formado por deputados, senadores e membros da sociedade civil preocupados com a preservação e o uso sustentável da zona costeira e marinha brasileira e tem o apoio da Fundação Grupo Boticário, Instituto Linha D’Água e Instituto Costa Brasilis.

Por suas dimensões continentais, o Brasil possui enorme variedade de paisagens ao longo de seus 7,5 mil quilômetros de litoral, desde as planícies formadas por marés e manguezais no litoral Norte; passando pelas falésias, dunas e estuários do Nordeste; pelas praias de enseadas com seus costões rochosos típicos do Sudeste; até chegar às longas praias arenosas do Sul do país. Isso sem contar com os deltas e baías, que abrigam enorme variedade de habitats e de usos e atividades socioeconômicas.

Considerando essa extensão, os 10% transformados em espaços turísticos privados representariam cerca de 750 quilômetros, área superior aos litorais de São Paulo (622 km) e Paraná (98 km) juntos.

Os serviços ambientais que as praias oferecem são inúmeros: alimento, proteção contra inundação e erosão, recreação e lazer, herança cultural, dentre outros.

No entanto, levantamentos técnicos do próprio governo, como os publicados no livro “Panorama da Erosão Costeira no Brasil”, apontam que cerca de 60% a 65% da linha de costa no Norte e Nordeste do país já estão sob processo erosivo. Nas regiões Sudeste e Sul, esse fenômeno ocorre em aproximadamente 20% do litoral.

Para Christofoletti, esses fatores tornam mais urgente a necessidade de ter um gerenciamento costeiro de forma integrada. “Quando a gente privatiza algumas partes e traz esse retalho na orla, dificulta a aplicação de outros instrumentos legais que auxiliam na gestão da costa.”

O especialista acredita ser essencial que a população reflita o que significa ter uma boa relação com o oceano, pois, “uma boa relação não é estar mais próximo da praia nas férias e caminhar menos para chegar até o mar. O estar bem é estar em um lugar, sabendo que o meio ambiente está sendo conservado e respeitado”, conclui.

 

Crédito: Jornal A Tribuna

Evento em Ipanema tem praia lotada, furtos e pancadaria

A Praia de Ipanema amanheceu lotada no último domingo (23), por conta de um luau clandestino que começou na noite de sábado (22) e se estendeu pela madrugada. O evento, lotado de jovens e marcado pelas redes sociais, teve relatos de roubos, furtos e pancadaria.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram cenas de uma das confusões, na altura do Posto 8. O autor de um suposto roubo foi cercado e espancado por um grupo de jovens, e a pancadaria continuou mesmo com o homem caído na areia. Informalmente, frequentadores estipulam que mais de 10 mil pessoas participaram do evento, convocado pelo perfil no Instagram ‘Paz e Positividade’.

Em nota, a PM afirmou que “equipes do 23° BPM (Leblon) e das Rondas Especiais e Controle de Multidões (Recom) reforçaram o policiamento no perímetro”, mas que não teve “registro oficial desses roubos e furtos”. A corporação confirmou ainda que não houve interrupção de vias, e que os donos de veículos foram orientados quanto ao volume dos sons.

Luaus clandestinos têm sido a tônica do verão carioca. Na quinta-feira passada, feriado de São Sebastião (20), um luau na Praia do Recreio também terminou em quebra-quebra e confusão.

 

 

 

 

Crédito: Jornal O Dia

Fim de semana de termômetros perto dos 40ºC para os cariocas

O fim de semana será daqueles de cartão-postal na cidade do Rio: céu limpo e sol a pino. Os últimos dias foram típicos de verão – sensação térmica alcançou os 50ºC -, e o sábado (22) e o domingo (23) devem permanecer iguais. O posicionamento de um sistema de alta pressão sobre o oceano mantém o tempo estável, com temperaturas elevadas.

A previsão é de que, no sábado, a máxima chegue aos 37ºC, segundo o Alerta Rio – a sensação térmica deve passar dos 40ºC. No domingo, a temperatura pode chegar a 38ºC. Os termômetros seguem nas alturas até terça-feira (25), quando deve haver máxima de 40ºC. Não há previsão de chuva para o período.

Imagens de confusão e correria foram flagrados pela TV Globo durante o feriado de quinta-feira, na praia do Arpoador, na Zona Sul do Rio. Com areias lotadas por conta do dia de sol, alguns banhistas relataram arrastão no local, por volta de 17h. No Twitter, pessoas que estiveram no local comentaram o princípio de tumulto.

“Não é apenas areia. Há casos diários de assaltos com uso de violência contra ciclistas e corredores na orla. Semana passada houve dois casos de arrastão reportados no Arpoador. Sensação é que a cidade está entregue”, comentou um internauta.

Questionada, a PM informou que o comando da corporação empregou o planejamento previsto na Operação Verão. Segundo a corporação, equipes detectaram possíveis princípios de tumulto, com deslocamento repentino de pessoas, como no Arpoador, mas que policiais do 23° BPM (Leblon) estiveram presentes na região e não identificaram ações mais graves. Não houve registro de prisões ou apreensões na região.

 

 

Crédito: Jornal O Dia

 

Em momento raro, ex-presidente da República, Dilma Rousseff, curte praia do Rio com a família

Dilma Rousseff está curtindo dias de férias com a família no Rio de Janeiro. A ex-presidente da República foi clicada em uma praia da Zona Sul aproveitando o calor do início da manhã da última quarta-feira (5).

De biquíni, chapéu e óculos escuros, Dilma parecia tranquila e tendo bons momentos com os familiares. Em determinado momento, chegou próximo da água, mas não entrou para se refrescar.

 

Crédito: revistaquem.globo.com

Fotos: Dan Delmiro/AgNews)