Ministério Público denuncia despejo de poluição química na Laguna de Araruama e no Rio Bacaxá

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O Ministério Público Federal (MPF) denunciou a concessionária Águas de Juturnaíba e seu superintendente responsável por delito ambiental na Laguna de Araruama e no Rio Bacaxá, na Região dos Lagos do Rio. De acordo com o MPF, a empresa, por intermédio das estações de tratamento de esgoto localizadas em Araruama e Saquarema, causou poluição por meio do lançamento de substâncias na Laguna de Araruama e no Rio Bacaxá em níveis superiores ao patamar legalmente permitido.

Ainda segundo o MPF, o lançamento aconteceu nos dias 18 de junho e 2 de julho. “Diante disso, os acusados praticaram o delito previsto no art. 54, §2º, V, da Lei 9.605/98, que consiste em causar poluição que resulte ou possa resultar em danos à saúde humana, ou que provoque a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora – por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos. A pena prevista é de reclusão de um a cinco anos”, divulgou o MPF.

Na denúncia, o MPF requer que a empresa e o superintendente também sejam condenados a pagar o valor de R$ 15 milhões. Segundo o MPF, ao lançar os efluentes líquidos, a concessionária violou os padrões de saída de substâncias estabelecidos pela legislação estadual aplicável, causando poluição ao corpo hídrico do Rio Bacaxá, com potencial impacto à Lagoa de Saquarema e às praias da região.

Ainda de acordo com o MPF, a concessionária violou os limites estabelecidos de Nitrogênio Amoniacal Total e Fósforo Total, resultando na saída de 13,2mg/L e 1,62mg/L, respectivamente. A concessionária informou que ainda não foi notificada pelo MPF sobre as vistorias realizadas nos dias 18/06/2019 e 02/07/2019 e disse, também, que assim que for informada oficialmente, prestará os devidos esclarecimentos.

Fonte: G1

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