Índios podem sofrer com falta de água potável devido tragédia em Brumadinho

às

Uma aldeia indígena localizada às margens do rio Paraopeba, atingido pela lama de rejeitos da barragem rompida na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, pode sofrer com a falta de água potável. É o que alerta a Fundação Nacional do Índio (Funai). Mais de 80 indígenas vivem na aldeia Naõ Xohã, e, desde o acontecido, estão vivendo com baixas reservas de água, já que o manancial está poluído. Aldeia está localizada no município de São Joaquim de Bicas.

“Eles estão em uma área segura em relação à posição do rio e até ontem (domingo) nos informaram que tinham pequenas reservas de água”, garantiu o coordenador regional da Funai, Jorge Luiz de Paula. O órgão esclareceu que não houve feridos na aldeia e que está disponibilizando um caminhão para levar água que será doada aos aldeões no início desta semana. Pedido teria sido feito pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, a advogada e pastora Damares Alves.

Lama de rejeitos já atingiu rio que abastece a região (Foto: Lucas Hallel)

A assessoria de comunicação da Funai anunciou que a instituição enviou ontem (27) uma equipe para dar apoio à aldeia, composta por índios Pataxó Hã-hã-hãe, que é vizinha a Brumadinho. O presidente da Fundação, Franklimberg de Freitas, também trabalha com o comando da operação no município para garantir apoio da Vale e de órgãos do governo.

A esposa do cacique Haiô, Célia Angoró Pataxó, afirmou que os aldeões não possuem intenção de deixar suas casas. “Apesar de estarmos temerosos quanto ao desabamento de mais uma barragem, não vamos sair daqui. Precisamos, agora, de água e leite para as crianças”, disse.

Veja também

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Saúde, abriu nesta segunda-feira (04/03) o segundo polo de atendimentos à dengue
às

Deixe aqui sua opinião

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Últimas Notícias