Polícia cumpri dois mandados e busca e apreensão contra Nego do Borel

A Polícia Civil de São Paulo, com apoio de agentes fluminenses, cumpriu nesta quinta-feira (28) dois mandados de busca e apreensão contra Nego do Borel.

Os policiais apreenderam R$ 470 mil em espécie e o passaporte do cantor na mansão dele na Zona Oeste do Rio. O material seria enviado para São Paulo.

As buscas estão relacionadas ao boletim de ocorrência que Duda Reis, ex-noiva do cantor, registrou na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em São Paulo há 15 dias. Eles terminaram o relacionamento em dezembro do ano passado.

Duda afirma ter sido vítima de violência e de ameaças feitas pelo ex-noivo — ele nega.

Um dos mandados foi cumprido na mansão de Nego no Recreio dos Bandeirantes. Lá, policiais encontraram e retiveram o passaporte do artista. Em um cofre, os agentes encontraram as cédulas.

A outra busca foi em um endereço em São Paulo, onde o cantor estava.

Agentes apreenderam ainda telefones e um computador nos dois endereços.

A defesa do funkeiro não quis se manifestar sobre a operação.

Nego também prestou queixa contra a atriz, por injúria, calúnia e difamação.

No dia 15, policiais apreenderam na casa de Nego no Recreio uma réplica de fuzil, usada para a prática de airsoft.

A 42ª DP (Barra) apurava a denúncia publicada em meios de comunicação de que ele teria um fuzil em casa.

STF mantém Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (24), manter o Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal.

“Defiro a tutela provisória de urgência, nos termos do art. 13, VIII, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, para determinar à União que mantenha o Estado do Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal, nos termos do que inicialmente já determinado pelo Tribunal de Contas da União, assegurados todos os direitos e obrigações a ele inerentes. Cite-se a União”, diz a decisão.

O acordo, assinado em 2017, previa um ajuste de R$ 63 bilhões, com medidas de aumento de receita e corte de despesas, como a suspensão do pagamento das dívidas do estado com a União, e com empréstimos fechados com bancos públicos e privados.

Na terça-feira (22), o governo do Rio entrou com um ação pedindo a prorrogação e citou que o objetivo era evitar “um colapso nas contas fluminenses”.

Por meio de uma nota técnica, o governo estadual alegou que a retomada do pagamento da dívida custará aos cofres públicos R$ 31 bilhões até o fim de 2021.

Em outubro, o governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, já havia dito que poderia recorrer à Justiça se o estado fosse prejudicado.

Entre os argumentos para a solicitação, a Procuradoria-Geral do Estado — que representa o governo do RJ — disse que a exclusão no regime pode ter impactos em várias áreas, entre elas, no pagamento da folha de salários dos funcionários e de serviços essenciais.

“A exclusão do Estado no Regime implicará a retomada de pagamentos a serviço da dívida e a execução de garantias e contragarantias em seu disfavor, impedindo-o, em pleno período de grave crise mundial gerada pelo enfrentamento da Covid-19, o inadimplemento de obrigações essenciais, entre as quais, folha de salários do funcionalismo, duodécimos dos poderes, precatórios e serviços essenciais”.

No documento, os procuradores citaram ainda alguns exemplos:

“Entre tais serviços, os das áreas de segurança pública, educação e saúde. Sem dinheiro sequer para custeio do combustível de viaturas e ambulâncias, no último caso, com sérias consequências na manutenção e implementação das medidas emergenciais que afetam a saúde da população fluminense e a estabilidade econômica do Estado, gerando caos”.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) entende que o atual RRF tem duração de três anos, renováveis por mais três.

Já a Procuradoria-Geral do Estado do Rio compreende que a duração do regime seria de seis anos.

Reuniões com o Congresso Nacional

Cláudio Castro tem participado de reuniões com o Congresso Nacional para pedir a votação de um novo Regime de Recuperação Fiscal.

Em novembro, ele esteve com Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, para discutir o tema.

A ideia de Castro é que o Legislativo vote um projeto de lei parlamentar que estipule um prazo de 10 anos para o regime — hoje limitado a seis anos.

Segundo ele, as reuniões foram muito positivas, e os presidentes das duas casas parlamentares teriam se comprometido a incluir o projeto de lei parlamentar nas pautas de votação após as eleições municipais.

Castro também destacou que o governo federal tem interesse na aprovação do texto, uma vez que a União é a principal credora dos estados – ou seja, não seria do interesse do Planalto que as unidades federativas entrassem em colapso e se tornassem incapazes de pagarem suas dívidas, o que comprometeria o crescimento do país.

O que é o Regime de Recuperação Fiscal

Assinado em 2017, o acordo previu medidas para o governo do Rio economizar bilhões e suspendeu o pagamento da dívida do estado com a União.

Na época, a expectativa era que plano promovesse um ajuste fiscal de R$ 63 bilhões até este ano de 2020. Só com a suspensão da dívida, a estimativa era gerar um impacto de R$ 29,6 bilhões.

Além desses, outros R$ 22,6 bilhões em aumentos de receitas; mais R$ 4,77 bilhões em cortes de gastos e, também, R$ 11,1 bilhões em empréstimos.

Com ajustes no cálculos, a expectativa de economia passou a ser de R$ 26,6 bilhões, mas as medidas adotadas pelo estado economizaram R$ 5,4 bilhões a menos.

Porém, medidas adicionais implementadas pelo RJ e apresentadas à Secretaria do Tesouro geraram uma economia adicional de R$ 5,9 bilhões.

Ou seja, para o governo fluminense, a meta foi superada em R$ 500 milhões.

Crivella é preso em operação da polícia e no Rio de Janeiro

O Prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), foi preso na manhã desta terça-feira (22) em uma ação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Além dele, foram presos também o empresário Rafael Alves, o delegado aposentado Fernando Moraes, o ex-tesoureiro da campanha de Crivella, Mauro Macedo, além dos empresários Adenor Gonçalves dos Santos e Cristiano Stockler Campos, da área de seguros.

O ex-senador Eduardo Lopes também é alvo da operação. No entanto, ele não foi encontrado em sua casa no Rio. Ele teria se mudado para Belém e deverá se apresentar à polícia. Ele foi senador do Rio pelo Republicanos, ao herdar o cargo de Crivella, e foi secretário de Pecuária, Pesca e Abastecimento do governador afastado Wilson Witzel.

Todos os presos vão passar por uma audiência de custódia às 15h, no Tribunal de Justiça, para que a legalidade do procedimento seja avaliada, conforme determinou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

O delegado aposentado Fernando Moraes está com sintomas de Covid-19 e, por isso, não foi levado para a Delegacia Fazendária como os outros presos. Ele está na Polinter, também na Cidade da Polícia.

Confira abaixo quem foi preso:

  • Marcelo Crivella, prefeito do Rio;
  • Rafael Alves, empresário;
  • Fernando Moraes, delegado aposentado;
  • Mauro Macedo, ex-tesoureiro da campanha de Crivella;
  • Adenor Gonçalves dos Santos, empresário;
  • Cristiano Stockler Campos, empresário da área de seguros.

Todos os alvos da operação foram denunciados pelo MP pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva.

Equipes da Polícia Civil chegam no condomínio onde mora prefeito Marcelo Crivella — Foto: Paulo Renato Soares / TV Globo

‘QG da Propina’

A ação é um desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto ‘QG da Propina’ na Prefeitura do RioOs mandados são cumpridos pela Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (CIAF) da Polícia Civil e do Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim), do MPRJ. A decisão é da desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita.

Crivella foi preso em casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, por volta das 6h. Ele foi levado diretamente para a Cidade da Polícia, na Zona Norte. Antes de entrar na Delegacia Fazendária, ele disse que foi o prefeito que mais combateu a corrupção e que espera por “justiça”.

“Lutei contra o pedágio ilegal, tirei recursos do carnaval, negociei o VLT, fui o governo que mais atuou contra a corrupção no Rio de Janeiro”, disse Crivella. Questionado sobre sua expectativa a partir de sua prisão, o prefeito se restringiu a responder: “justiça”.

Pego de pijamas

Ao chegar à Delegacia Fazendária, o advogado de defesa Alberto Sampaio disse que Crivella ficou surpreso com a prisão e foi pego ainda de pijamas em casa, já que tinha acabado de acordar. O advogado, no entanto, não quis gravar entrevista com a imprensa.

A prisão de Crivella acontece 9 dias antes de terminar o seu mandato. Como o vice-prefeito dele, Fernando McDowell, morreu em maio de 2018, quem assume a prefeitura enquanto o prefeito estiver preso é o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felippe (DEM).

Empresário Rafael Alves é preso em operação no Rio — Foto: Reprodução / TV Globo

Delação revelou ‘organização criminosa’ na prefeitura

A investigação começou em 2018, a partir da delação do doleiro Sergio Mizrahy, que admitiu ser responsável pela lavagem de dinheiro para o que os investigadores chamam de organização criminosa que atuava dentro da prefeitura.

O chefe dessa organização, segundo o delator, seria o empresário Rafael Alves, que não tinha nenhum cargo na prefeitura, mas que dava até expediente na Cidade das Artes, numa sala ao lado do irmão Marcelo Alves, que foi presidente da Riotur.

Em algumas mensagens interceptadas durante as investigações, Rafael Alves chegou a dizer que fez o irmão se tornar presidente da Riotur. Além disso, afirmou possuir a “caneta”, sugerindo dar as ordens na prefeitura do Rio, nomeando quem quisesse para cargos e escolhendo as empresas que iriam fazer contratos com o município.

Segundo os investigadores, foi a partir dessa influência que surgiu o esquema de propina e extorsão de empresários que queriam fazer contratos com a prefeitura.

As investigações apontaram que empresas que tinham interesse em fechar contratos ou tinham dinheiro para receber do município entregavam cheques a Rafael Alves. A partir da propina, o empresário facilitaria a assinatura dos contratos e o pagamento das dívidas.

O ex-delegado Fernando Moraes, também preso na operação, foi citado em trocas de mensagens entre Rafael Alves e o ex-senador Eduardo Lopes. Ele ficou famoso quando chefiou a Divisão Antissequestro do Rio. Após se aposentar, chegou a se tornar vereador na cidade. Atualmente ele faz parte do Conselho Diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp).

O empresário Adenor Gonçalves dos Santos era dono das universidades Gama Filho e Universidade e apontado pela polícia como o responsável por levar as duas instituições à falência. Ele chegou a ser investigado por suspeita de corrupção envolvendo cerca de R$ 100 milhões.

Intimidade com o prefeito

O empresário Rafael Alves esbanjava muita intimidade com o prefeito Crivella. Eles eram vistos caminhando juntos próximo ao condomínio onde mora o prefeito. Trocas de mensagens que vieram à tona quando foi deflagrada a Operação Hades mostraram que ele conversava com o prefeito a todo instante e que marcavam jantares e encontros frequentes.

Também durante a primeira fase da operação, um vídeo mostrou um delegado atendendo a uma suposta ligação do prefeito Crivella para o celular do empresário Rafael Alves. O relatório afirma que na tela do celular apareceu a identificação da pessoa que estava ligando: “Prefeito Crivella Novo 2”.

O delegado atendeu a chamada e identificou a voz do interlocutor como sendo do prefeito Marcelo Crivella, que disse: “Alô, bom dia Rafael. Está tendo uma busca e apreensão na Riotur? Você está sabendo?”.

Na operação desta terça-feira, outro mandado é cumprido contra Rafael Alves no Porto do Frade, em Angra dos Reis, no Sul Fluminense, para apreender uma lancha de 77 pés que pertence a ele.

Fonte:g1.com

Com mais de R$ 500 mil em dinheiro no carro, policial militar é detido em SP

Um policial militar foi detido nesta terça-feira (15) com mais de R$ 500 mil em um carro na rodovia Presidente Dutra em Pindamonhangaba (SP). A origem do dinheiro é apurada pela polícia.

Segundo a Polícia Civil, o PM é do Rio de Janeiro e alegou que transportava a quantia a pedido de um empresário que faria a compra de gados em Queluz (SP). Ele viajava com um homem com passagens por associação criminosa, estelionato, falsificação de documento, entre outros crimes.

O flagrante aconteceu no fim da tarde de terça-feira, quando uma equipe da Polícia Militar suspeitou do veículo em que o policial estava. O carro tinha vidros escuros e era blindado. Durante a revista, a polícia encontrou uma mala de viagem com R$ 521,9 mil em espécie.

Após a apreensão do dinheiro, o policial contou que o montante era de um empresário e seria usado para a compra de gados em Queluz.

O PM e o carona foram ouvidos e liberados. A corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi acionada para apurar o caso. Após a contagem do valor, a polícia abriu investigação e acionou a Receita Federal e a Polícia Federal.

Criminosos aplicam golpe de leilão de carros usando páginas falsas na internet

Criminosos têm usado páginas falsas para aplicar o golpe dos leilões de carros. Segundo a polícia do Rio, os bandidos usam nomes oficiais, inclusive de financeiras e seguradoras, e criam páginas na internet que imitam os sites de leiloeiros de verdade.

Só uma vítima contou que perdeu cerca de R$ 31 mil ao acreditar que tinha dado lances num carro e numa moto.”Estava num site falso. Não consegui perceber de forma alguma. A cópia do site é muito perfeita, o layout é idêntico”, disse a vítima.

Uma outra vítima do golpe conta que o carro seminovo seria indispensável para continuar trabalhando no transporte por aplicativo. Mas, na verdade, esse carro nunca existiu.

“Foi um prejuízo muito grande para nossa família. Vira e mexe eu vejo minha filha chorando, pego minha esposa chorando no quarto. É difícil demais cara, você juntar um dinheiro por quatro anos e ver seu dinheiro indo embora assim. É complicado”, disse um homem que caiu no golpe do leilão.

A vítima conta que começou a procurar carros num leilão conhecido e diz que já tinha ido ao local escolher o carro.

“Comecei a procurar num leilão, leilão conhecido, já tinha vindo aqui, entrei no site, tudo direitinho ali. Os carros para escolher, começar dar o lance, estava on-line e eu me cadastrei, comecei a ver os carros. O leilão começou na terça-feira da semana passada, ia terminar na quinta-feira”, contou.

Em agosto, o Bom Dia Rio mostrou o aumento desse tipo de crime no estado. E os roubos continuam. No período de uma semana, foram 11 registros. Todas as vítimas foram ao pátio e descobriram que foram lesadas. Um prejuízo de mais de R$ 100 mil.

O leiloeiro Rogério Menezes diz que o golpe coloca cheque a credibilidade de que faz leilões verdadeiros.

“Isso é péssimo. Você constrói nome em 31 anos, se preocupando com sua imagem, que é fundamental para um leiloeiro. E, de repente, vem uma quadrilha e começa a usar o seu nome, a sua imagem lesando as pessoas”, disse o leiloeiro.

Sites ‘idênticos’ aos verdadeiros

Os golpistas criam sites falsos idênticos aos verdadeiros. “Logo, imagens, inclusive vídeos dos lotes, por exemplo, o lote que eu arrematei, ele possuía vídeo no pátio desse leiloeiro que eu conheço. Provavelmente eles conseguiram esse vídeo através de uma divulgação feita oficialmente pelo leiloeiro, fizeram uma espécie de edição e utilizaram no site deles”, disse uma vítima.

Os sites falsos têm e-mail, endereço e telefone. Os golpistas cadastram os interessados, entram em contato e realizam o leilão on-line. Só que é tudo falso.

“Me interessei por um determinado lote e quando foi aberto o pregão eu ofereci um lance, recebi um e-mail confirmando que eu havia oferecido um lance no valor X, pelo bem tal, lote tal. E algum tempo depois eu recebi a confirmação que o meu lance havia sido o lance vencedor. Nesse e-mail de confirmação me solicitaram que aguardasse alguns minutos que eu receberia um novo e-mail com as instruções para efetivar o pagamento. Eu recebi esse e-mail alguns minutos depois, veio em nome de uma pessoa física, não do leiloeiro, mas de uma outra pessoa física, eu questionei, e me foi informado que essa pessoa era responsável pelo departamento financeiro do leilão”, contou uma vítima.

Muitas pessoas caem no golpe quando ainda estão pesquisando em sites de busca, como o Google. O leiloeiro Rogério Menezes diz que os primeiros anúncios que aparecem durante a busca são de páginas falsas.

“Nosso leilão de hoje está divulgado no jornal O Globo. A divulgação que tem hoje é através do Google, que eles tão colocando anúncios no Google e isso que tem levado, induzido as pessoas a caírem nessa fraude”, disse Menezes.

O Google diz que não comenta casos específicos, mas diz que tem políticas rígidas para prevenir conteúdos fraudulentos e quando identificados são bloqueados imediatamente. Só quando não há elementos suficientes para identificar se houve uma violação das políticas da empresa, cabe à justiça determinar a remoção do conteúdo.

Como se prevenir

  • Importante ficar atento ao endereço da página na internet. Nunca será o mesmo, apesar de parecido com o original
  • Um leilão verdadeiro precisa, por lei, ser anunciado num veículo de comunicação, como um jornal
  • Um edital com todas as regras e os veículos disponíveis devem ser publicado antes do pregão começar

“O leilão tem que ser sempre ao vivo, on-line. Esses leilões não são on-line. Tem que ter sempre um leiloeiro fazendo leilão. Isso é importante. Na hora que começa o nosso leilão tem Youtube, Facebook e o nosso site que você é cadastrado, então você vai acompanhar ao vivo. A gente está lá fazendo o leilão, o pessoal está olhando. isso é importante esses leilões não têm isso. Eles deixam aquele reloginho girando dois, três, quatro dias e vão jogando o boleto para você. Você arrematou, deposita. Aquele reloginho vai te enganando”, disse Menezes.

Visita presencial

Todos os veículos que serão leiloados geralmente ficam no pátio do leiloeiro responsável. Em um deles, por exemplo, seis mil veículos aguardando a data para serem leiloados. E quando chega o dia, tem mais uma dica importante do leiloeiro: se possível, faça uma visita presencial para conferir se o que foi visto na internet é real.

Os leiloeiros são obrigados a oferecer essa visitação. Num pátio, por exemplo, a visitação acontece algumas horas antes do pregão, que é 100% on-line. O motorista Fábio da Silva diz que faz esse tipo de compra há cinco anos e aconselha:

“Faça a visitação, coloca máscara, álcool gel no bolso. Não dê lance só pela internet, porque a maioria é sites falsos e você vai perder o dinheiro futuramente”, disse o motorista.

A visita presencial aumenta a segurança na hora de dar o lance. Mas o participante nem sempre pode ir. E se mesmo assim, for participar de um leilão, o cuidado mais importante deve ser tomado antes do pagamento.

Num site verdadeiro, assim que o participante se cadastra e dá o lance, em seguida, é gerado um documento chamado de termo de arrematação, para que seja feita a transferência do dinheiro.

Essa transferência só deve ser feita na conta nominal do leiloeiro, como pessoa física. No site falso, o golpista apresenta um nome diferente, de um “laranja”. E geralmente diz que é representante financeiro do leiloeiro.

“O leiloeiro é aquele que tem a guarda do bem, o responsável. Se você pegar o edital vai ver que todas as contas ali sempre com o meu nome e nunca o nome de terceiro. Isso não existe”, disse Menezes.

As vítimas entrevistadas procuraram a polícia. O presidente do Sindicato dos Leiloeiros do RJ, Luiz Tenório de Paula, diz que a polícia está atenta a essas quadrilhas de golpistas.

Fonte: G1.com