EUA vão reabrir a fronteira para turistas vacinados a partir de 8/11

A Casa Branca anunciou sexta-feira (15/10) a data em que turistas completamente vacinados contra a Covid-19, incluindo brasileiros, poderão entrar nos Estados Unidos.

Serão aceitos viajantes que tenham se vacinado com imunizantes aprovados pela autoridade americana Food and Drug Administration (FDA), equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a partir de 8 de novembro.

“Este anúncio e data se aplicam a viagens aéreas internacionais e terrestres. Essa política é pautada pela saúde pública, rigorosa e consistente”, afirmou Kevin Munoz, secretário-assistente de imprensa da Casa Branca, em Washington.

Na última semana, o governo dos Estados Unidos havia anunciado a suspensão das restrições de viagem para brasileiros, mas não apontou uma data exata. Deixa de vigorar a exigência de quarentena para visitantes.

Para viajar para os Estados Unidos, será necessário apresentar a comprovação de vacinação e teste negativo de Covid-19 realizado até 72 horas antes da partida.

Além das informações sanitárias, serão exigidos passaporte válido, visto americano e comprovação de estadia e de recursos para bancar a viagem.

Pelas regras das autoridades americanas, o viajante será considerado completamente imunizado após semanas da segunda dose das vacinas da Pfizer, da Moderna e da dose única da vacina da Janssen.

Como a OMS inclui outras vacinas, que serão aceitas na imigração. Além das três já citadas, a vacina da Pfizer, a AstraZeneca, a SinoPharm e a CoronaVac também viabilizam a entrada do viajante.

No Brasil, a AstraZeneca é fabricada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a CoronaVac, que possui tecnologia chinesa, é desenvolvida pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo.

 

Fonte: Metrópoles

Polícia do Paraguai prende 6 brasileiros acusados de envolvimento na morte de filha de governador, e mais 3 na fronteira com o país

A Polícia paraguaia prendeu na manhã desta segunda-feira (11) seis brasileiros suspeitos de envolvimento no atentado a quatro pessoas em Pedro Juan Caballero, cidade no Paraguai que faz fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. O crime ocorreu na manhã de sábado (9).

Na operação, também foram apreendidos três carros com documentos brasileiros, documentos brasileiros referentes a outros três automóveis, celulares, joias e um recipiente com 74 gramas de maconha, segundo nota da autoridade do país vizinho. Os bens estavam em uma casa localizada no bairro Maria Victoria.

Os brasileiros presos foram identificados como:

  • Hywulysson Foresto
  • Juares Alvers da Silva
  • Luis Fernando Armando e Silva Simões
  • Gabriel Veiga de Sousa
  • Farley José Cisto da Silva Leite Carrijo
  • Douglas Ribeiro Gomes.

Equipes do Departamento Regional de Investigação de Atos Puníveis da Polícia Nacional foram ao local após terem a informação de que um caminhão utilizado no ataque havia sido incinerado nas últimas horas na colônia Fortuna Guazú.

Outro suspeito foi preso no domingo (10) após perseguição que envolveu policiais paraguaios e brasileiros. Também foi apreendido um veículo que pode ter sido utilizado nas execuções das quatro pessoas.

O crime

Quatro pessoas foram assassinadas na manhã de sábado (9) em Pedro Juan Cabalero. Entre as vítimas está Haylee Carolina Acevedo Yunis, de 21 anos, filha de Ronald Acevedo, governador de Amambay, no Paraguai.

As outras vítimas são Omar Vicente Álvarez Grance, de 32 anos, conhecido como “Bebeto” e atingido por 31 tiros; e as brasileiras Kaline Reinoso de Oliveira, de 22 anos, morta com 14 tiros, e Rhamye Jamilly Borges de Oliveira, de 18 anos, morta com 10 tiros.

Investigação

O diretor de Investigação de Atos Puníveis da Polícia, o comissário César Silguero, afirma que as vítimas entravam em um veículo quando foram alvejadas por pistoleiros nas ruas Mariscal López e Ytororó, no bairro San Antonio.

Uma das vítimas é Osmar Vicente Álvarez Grance, de apelido Bebeto. Segundo a polícia, ele era o alvo potencial dos pistoleiros.

Reforço na fronteira

As quatro execuções no sábado (9) e o assassinato de um vereador de Ponta Porã na sexta-feira (8) fizeram com que a segurança na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai fosse reforçada.

Entre os reforços enviados à fronteira estão equipes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão de Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), além do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, Batalhão de Choque e Departamento de Operações de Fronteira.

“É um reforço sem data de saída. Apoio total às autoridades do país vizinho, para auxiliar na prisão dos autores. Além disso, a Polícia Militar Rodoviária também está reforçando a segurança nas rodovias estaduais daquela região”, explicou o secretario de Segurança Pública do Estado, Antônio Carlos Videira.

Crédito: g1.globo.com

Fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima, amanhece fechada pelo 9º dia

A fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima (RR), amanheceu fechada neste sábado (2) pelo 9º dia. A expectativa era que a passagem, bloqueada por ordem de Nicolás Maduro, fosse permitida a partir de quinta (28), o que ainda não aconteceu.

Enquanto a abertura não ocorre, comerciantes de Pacaraima amargam os reflexos das quedas nas vendas em meio à falta de clientela: “dependemos dos venezuelanos”, dizem.

Mesmo com o bloqueio, rotas alternativas continuam sendo utilizadas fazer a travessia entre os dois países. “Cheguei hoje da Argentina, não tenho como esperar, preciso voltar ao meus país para saber como meus familiares estão”, disse um venezuelano que não preferiu não se identificar.

Quando perguntado sobre o medo dos guardas, ele respondeu: “Não tenho medo, mas não posso ficar, tenho que ir e arriscar”, disse ele levando as malas nas costas.

Na última quarta (27), o governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), chegou a pedir a liberação da fronteira ao governador de Bolívar, Justo Nogueira Pietri, por questões comerciais. Também participaram da negociação integrantes do governo de Maduro e o prefeito de Pacaraima (RR), Juliano Torquato (PRB).

“Conversamos com o governador do estado Bolívar, Justo Nogueira, principalmente sobre a abertura da fronteira e a manutenção do relacionamento comercial com a Venezuela. Hoje nós somos importadores de energia, calcário, fertilizantes e combustíveis”, afirmou Denarium na ocasião.

Alunos prejudicados

Com a fronteira fechada, centenas de crianças venezuelanas que moram em Santa Elena de Uairén, mas estudam na cidade brasileira de Pacaraima, a 20 km, correm o risco de perder aulas.

Segundo Abraão Oliveira da Silva, secretário de Educação de Pacaraima, a rede municipal de ensino, que retoma as aulas na próxima semana, tem 2.135 estudantes matriculados, dos quais 60% são venezuelanos e cerca de 200 vivem na cidade venezuelana fronteiriça.

“O calendário escolar foi bastante debatido e será mantido com o início das aulas na quinta-feira [7] mesmo se a fronteira permanecer fechada”, afirmou o secretário ao G1. “Se a gente muda o calendário, prejudica ainda mais estudantes”.

Fronteiras fechadas

O presidente venezuelano determinou o fechamento da fronteira com o Brasil para tentar barrar a ajuda humanitária oferecida pelos EUA e por países vizinhos, incluindo o Brasil, após pedido do presidente autoproclamado Juan Guaidó. Maduro vê a oferta dessa ajuda como uma interferência externa na política da Venezuela.

No anúncio, feito de Caracas, o líder chavista afirmou que a passagem entre os países ficaria “fechada total e absolutamente até novo aviso”.

A fronteira com a Colômbia também foi fechada por ordem de Maduro. “Nunca antes um presidente da Colômbia havia caído tão baixo e feito o que fez contra a Venezuela como o senhor Duque”, disse o venezuelano comparando o presidente colombiano, Iván Duque, ao “diabo”.

O Brasil e a Colômbia reconhecem o presidente autoproclamado Juan Guaidó como líder da Venezuela.