Soldado da Aeronáutica é preso após ameaçar a ex-namorada através de mensagens de Pix

Um soldado da Aeronáutica foi preso em Valparaíso de Goiás, no Entorno do DF, depois de fazer ameaças de morte a sua ex-namorada. O suspeito utilizava transferências, via Pix, de centavos de Real, para enviar mensagens.

A prisão foi feita em flagrante na manhã da última segunda-feira (18/4), depois de o militar passar a madrugada enviando ameaças para a chave Pix da vítima. Ele foi autuado por perseguição qualificada e por descumprimento de medida protetiva.

O casal teve um relacionamento de três meses, e, após o término, a mulher passou a ser perseguida pelo ex-namorado nas redes sociais e na porta da casa dela, segundo a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).

De acordo com a Polícia Civil, o militar chegou a enviar mensagens para um conhecido da vítima, nas quais ameaçou matar a ex-namorada e o pai dela. Ele também criou perfis falsos no Instagram para se comunicar com a mulher.

Ameaças via Pix

A vítima conseguiu bloquear o homem em todas as redes sociais, mas o soldado ainda encontrou uma forma de persegui-la. O homem passou a madrugada de segunda enviando mensagens anexadas em transferências de centavos via Pix.

“Esquece não que tem até (nome tarjado) atrás de vocês, de segunda você não passa”, ameaçou o ex-namorado em uma transferência de seis centavos.

“Botei 10.000 pela tua cabeça filha da (xingamento tarjado). Amanhã acho bom tu nem sair de casa se não eu te mato”, escreveu o soldado em outra mensagem para a ex, em um Pix de cinco centavos.

A mulher procurou a delegacia logo pela manhã, e o homem foi preso em flagrante. Quando a polícia chegou à casa dele, descobriu que o militar estaria usando atestados falsos para faltar ao trabalho. A Aeronáutica foi informada, e ele pode responder por crime contra a administração militar.

 

Crédito: www.metropoles.com

 

Globo fica com casa comprada com Pix errado; caso ainda cabe recurso

O caso do Pix enviado errado pela Globo, parece estar tendo um desfecho. Através da Justiça, a TV Globo conseguiu bloquear a compra de uma casa realizada pelo homem que recebeu o Pix errado da emissora de cerca de R$ 318 mil. O caso aconteceu em dezembro, mas foi julgado na última segunda-feira (21), pela 3ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O juiz entendeu que o homem se apropriou de uma quantia que não era sua. Ainda cabe recurso da decisão em segunda instância.

O responsável pela decisão favorável à emissora foi o juiz Luiz Felipe Negrão, segundo o Notícias da TV, decidiu que o equívoco no depósito do dinheiro aconteceu pela falta de atualização de dados de quem deveria receber a quantia no setor financeiro da Globo.

O dinheiro seria depositado a um jornalista que tinha acabado de aceitar um acordo trabalhista com a emissora. Em vez disso, foi transferido para Marco Antônio Rodrigues dos Santos, que não tinha nada a ver com o caso.

Após o erro, a empresa entrou em contato com o homem por WhatsApp e foi informada que Marco havia utilizado o dinheiro para comprar uma casa do bairro do Irajá (RJ). A emissora entrou na Justiça para tentar o bloqueio do imóvel, sob justificativa de que houve apropriação indevida de um dinheiro estranho.

Como a Justiça determinou o bloqueio das contas de Marco Antônio e a inacessibilidade à casa comprada pelo homem, isso significa que a emissora passa a ser dona do apartamento até que terminem os recursos da defesa de Marco. “Neste caso, é evidente (não apenas provável) o direito da autora à devolução da quantia, assim como patente é o risco ao resultado útil do processo, pois o réu, claramente, não tem extenso patrimônio, tanto assim que depois de receber a quantia por erro, cuidou de rapidamente se apropriar dela e utilizá-la na aquisição de um apartamento”, informou Luis em sua decisão, segundo o documento.

 

 

Fonte: Jornal O Povo e Isto É

Banco Central comunica vazamento de dados de 2,1 mil chaves Pix

Um total de 2.112 clientes da Logbank Soluções em Pagamentos tiveram dados das chaves Pix vazadas, informou hoje (3) o Banco Central (BC). Esse foi o terceiro vazamento de dados desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020.

Segundo o BC, o vazamento ocorreu em dados cadastrais, que não afetam a movimentação de dinheiro. Dados protegidos pelo sigilo bancário, como saldos, senhas e extratos não foram expostos.

O incidente ocorreu em 24 e 25 de janeiro e expôs os seguintes dados: nome do usuário, Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), instituição de relacionamento e número da conta. Todas as pessoas que tiveram informações expostas receberão avisos, mas o BC não informou como as vítimas serão notificadas. Segundo o BC, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também foi avisada.

A exposição de dados não significa necessariamente que todas as informações tenham vazado, mas que ficaram visíveis para terceiros durante algum tempo e podem ter sido capturadas. O BC informou que o caso será investigado e que sanções poderão ser aplicadas, como multa, suspensão ou até a exclusão da Logbank do sistema do Pix.

Resposta

A LogBank é uma empresa de meios eletrônicos de pagamentos que atua no segmento Business-to-Business-to-Consumer (B2B2C, na sigla em inglês). Nesse modelo, a indústria vende diretamente ao consumidor, mas a venda é facilitada por outro negócio (distribuidor, varejista ou atacadista), incluindo toda a cadeia comercial.

Por meio de nota, a Logbank informou que sofreu uma tentativa de invasão em suas plataformas digitais em 24 e 25 de janeiro. No entanto, a empresa informou que o ataque aos dados foi contido pelas equipes de segurança e que nenhum cliente sofreu prejuízo financeiro. A empresa ressaltou os investimentos em segurança e tecnologia e disse que os recursos dos clientes “estão e sempre estiveram sob máxima vigilância e segurança”.

“O incidente foi detectado e controlado instantaneamente pelas ferramentas e equipes de segurança. Nenhum dado sensível foi vazado e não houve qualquer movimentação financeira indevida ou prejuízo financeiro para os clientes relacionados com este incidente, cujo alcance permaneceu extremamente limitado”, destacou a companhia.

Esse foi o terceiro incidente de vazamentos de dados do Pix desde a criação do sistema, em novembro de 2020. Em agosto, ocorreu o vazamento de dados 414,5 mil chaves Pix por número telefônico do Banco do Estado de Sergipe (Banese).

No último dia 21, foi a vez de 160,1 mil clientes da Acesso Soluções de Pagamento terem informações vazadas. Nos dois casos, na ocasião foram vazados dados cadastrais, sem a exposição de senhas e de saldos bancários.

Inicialmente, o BC tinha divulgado que o vazamento no Banese tinha atingido 395 mil chaves, mas o número foi revisado mais tarde. Por determinação da Lei Geral de Proteção de Dados, a autoridade monetária mantém uma página em que os cidadãos podem acompanhar incidentes relacionados com a chave Pix ou demais dados pessoais em poder do BC.

 

 

Crédito: Agência Brasil

Globo erra Pix de R$ 318 mil e homem que recebeu compra uma casa

A Globo se viu em uma situação bem complicada e inusitada por conta do erro de um funcionário. A emissora errou os dados ao fazer um pix e depositou R$ 318 mil na conta de um homem. Ao notar que o dinheiro estava em sua conta, ele correu para comprar uma casa, causando um mal-estar na emissora, que precisou entrar na Justiça para tentar reaver o valor.

Todo o problema aconteceu ainda no final de 2021, em 27 de dezembro. Após celebrar um acordo trabalhista, e mediante uma decisão judicial, o depósito foi feito naquele dia. Entretanto, o setor responsável pelo pagamento alegou que um lapso fez com que um funcionário da emissora errasse os dados e mandasse o montante para Marcos Antônio Rodrigues dos Santos, que nada tinha a ver com a história.

Ao ver todo o valor em sua conta, ele imaginou que havia recebido alguma promoção, achou que era seu por direito e ficou com a cifra. Logo após a virada do ano, então, Marcos deu entrada em sua casa própria.

Poucos dias depois, a Globo entrou em contato com o homem para solicitar a devolução do dinheiro. Entretanto, como já havia investido para seu crescimento pessoal, ele informou que essa opção não era possível. E foi aí que a emissora deu entrada na Justiça para reverter o caso.

O juiz Luís Felipe Negrão, que cuida do caso, analisou a pedida e notou erros nos dois lados. “O presente requerimento apresenta insuperáveis equívocos”, afirmou ele, acrescentando, ainda, que não poderia julgar o processo porque a emissora determinou um valor muito menor para a causa.

De acordo com o Notícias da TV, que teve acesso aos documentos que correm na 3ª Vara Cível do Rio De Janeiro, o processo está parado. A Globo disse que a causa vale R$ 1 mil reais e, no entendimento do magistrado, esse valor não corresponde com a realidade.

“Ora, se há um alegado indébito de R$ 318.600,40, o valor da causa não pode ser R$ 1.000. Assim sendo, sem prejuízo de eventual aditamento subsequente, remete o autor sua petição inicial de tutela antecedente, no prazo de 10 dias, adequando-a aos requisitos expostos na presente decisão”, sentenciou Negrão.

A Globo não se pronunciou sobre o caso.

 

 

Crédito: Metrópoles

Banco Central regulamenta Pix Saque e Pix Troco

O Banco Central (BC) alterou o regulamento do Pix, sistema de pagamentos instantâneos, para incluir as modalidades de saque e de troco. A resolução foi publicada no último dia (26) no Diário Oficial da União.

As modalidades estarão disponíveis a partir da próxima segunda-feira (29). Segundo o BC, a oferta dos dois novos produtos aos usuários da ferramenta é opcional, cabendo a decisão final aos estabelecimentos comerciais, às empresas proprietárias de redes de autoatendimento e às instituições financeiras.

Pix Saque

O Pix Saque permitirá que os clientes de qualquer instituição participante do sistema realizem saque em um dos pontos que ofertar o serviço.

Estabelecimentos comerciais, redes de caixas eletrônicos compartilhados e participantes do Pix, por meio de seus serviços de autoatendimento próprios, poderão ofertar o serviço. Para ter acesso aos recursos em espécie, o cliente fará um Pix para o agente de saque, em dinâmica similar à de um Pix normal, a partir da leitura de um QR Code ou a partir do aplicativo do prestador do serviço.

Pix Troco

No Pix Troco, a dinâmica é praticamente idêntica. A diferença é que o saque de recursos em espécie pode ser feito durante o pagamento de uma compra ao estabelecimento. Nesse caso, o Pix é feito pelo valor total, ou seja, da compra mais o saque. No extrato do cliente aparecerá o valor correspondente ao saque e à compra.

Limite

O limite máximo das transações do Pix Saque e do Pix Troco será de R$ 500,00 durante o dia, e de R$ 100,00 no período noturno (das 20h às 6h). De acordo com o BC, haverá, no entanto, liberdade para que os ofertantes dos novos produtos do Pix trabalhem com limites inferiores a esses valores caso considerem mais adequado aos seus fins.

Tarifas

De acordo com o BC, não haverá cobrança de tarifas para clientes pessoas naturais (pessoas físicas e microempreendedores individuais) por parte da instituição detentora da conta de depósitos ou da conta de pagamento pré-paga para a realização do Pix Saque ou do Pix Troco para até oito transações mensais.

Para o comércio que disponibilizar o serviço, as operações do Pix Saque e do Pix Troco representarão o recebimento de uma tarifa que pode variar de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação, a depender da negociação com a sua instituição de relacionamento.

“A oferta do serviço diminuirá os custos dos estabelecimentos com gestão de numerário, como aqueles relacionados à segurança e aos depósitos, além de possibilitar que os estabelecimentos ganhem mais visibilidade para seus produtos e serviços (‘efeito vitrine’)”, diz o BC.

 

Crédito: agenciabrasil.ebc.com.br