Com a ajuda de igrejas e postos de saúde, Maricá aumenta doações de sangue na cidade

Estratégia de descentralização levou campanhas a diferentes bairros e resultou na coleta de cerca de 500 bolsas entre junho de 2025 e janeiro de 2026.
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Foto - Cauã Santana
Foto: Cauã Santana

Uma mudança simples de estratégia ajudou Maricá a ampliar o número de doações de sangue no município. Ao levar as campanhas para igrejas, unidades de saúde e outros espaços de grande circulação, a Prefeitura conseguiu aproximar a coleta da rotina da população — e os números já mostram o impacto da iniciativa.

A ação é conduzida pelas secretarias de Saúde e de Assuntos Religiosos, em parceria com o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio). Em vez de concentrar as doações em um único ponto, o município passou a descentralizar as coletas, alcançando diferentes bairros e reduzindo a necessidade de deslocamento dos moradores.

Entre junho de 2025 e janeiro de 2026, cerca de 500 bolsas de sangue foram arrecadadas — número superior ao registrado em anos anteriores, segundo a administração municipal. A ampliação dos pontos de coleta é apontada como o principal fator para o crescimento.

“A descentralização das ações de doação de sangue tem sido fundamental para ampliar o acesso da população e fortalecer a cultura da solidariedade em Maricá. Ao levar as campanhas para locais de circulação e mobilização social, conseguimos facilitar a participação dos moradores, evitar deslocamentos e aumentar o número de doações”, afirmou o secretário de Saúde, Marcelo Velho.

Para o secretário de Assuntos Religiosos, Sérgio Luis de Souza, o envolvimento de diferentes setores foi decisivo. “Cada doação salva até quatro vidas, então ficamos muito felizes com o resultado dessas atividades, fruto da integração entre diversas secretarias e o Hemorio”, disse.

As campanhas mais recentes ocorreram nas Unidades de Saúde da Família (USF) de Ponta Negra e do Jardim Atlântico, na Igreja Atos 2, em Itapeba, na Igreja da Fé, no Condado, na Igreja Resgate de Vidas, em Itaipuaçu, no auditório do Banco Mumbuca e na sede da GRES União de Maricá.

Morador que participou da ação na Igreja da Fé, Ozoniel Monteiro destacou a importância da iniciativa. “É essencial que ocorram essas campanhas, que chegam a diversos pontos de coleta. Doar é um ato de amor”, afirmou.

A previsão é que novas campanhas descentralizadas sejam realizadas ao longo de 2026, contemplando outros bairros da cidade.

Para doar sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos, estar em bom estado de saúde, bem alimentado e pesar mais de 50 quilos. Menores de 18 anos precisam estar acompanhados do responsável legal. Mulheres não podem estar grávidas ou amamentando.

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