O curso de extração de fibra de bananeira foi retomado em Rio Bonito, com o objetivo de promover reutilização do material e oferecer uma nova oportunidade de fonte de renda. Ao longo das aulas, cerca de 15 alunas ainda desenvolveram peças de artesanato, que farão parte de uma exposição no dia 28 de maio, na sede da secretaria de Agricultura, que fica localizada na antiga Pestalozzi, na Praça Cruzeiro.
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O curso foi iniciado há quase 20 anos e retomado através de uma parceria entre a secretaria municipal de Agricultura e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio). O secretário da pasta, Eduardo Marmo, destacou a oportunidade de renda extra que o curso proporciona.
“O caule da bananeira, que normalmente é jogado fora, pode ser transformado em um artesanato e trazer uma renda extra aos produtores. Esse é um trabalho criado há anos no município, que resolvemos resgatar para dar uma nova oportunidade de renda. Quem tiver interesse em participar, pode entrar em contato com a secretaria“, afirmou.
O professor do curso e extensionsia da Emater-Rio, Paulo César Soares, explicou como funciona a extração da fibra da bananeira.
“Para as artesãs, o mais importante é aprender a retirar as fibras porque sem elas, não é possível fazer o artesanto. Elas aproveitam a parte do pseudocaule, que normalmente seria jogado fora. O curso impacta na parte social e econômica dos alunos“, disse.
Uma das alunas do curso, Deolinda Nascimento, afirmou que a técnica foi fácil de aprender.
“Tem várias coisas que podemos fazer com a fibra da bananeira, inclusive peruca, é um leque de opções. (Aprender) foi muito fácil, muito gostosa e prazerosa“, destacou.
Por Clara Egger (Estagiária sob supervisão)
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