O Grupo Casas Bahia protocolou ontem, domingo (16), um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. Na prática, isso significa que a empresa está oficialmente em dificuldades financeiras e pede à Justiça um prazo para renegociar suas dívidas com bancos, fornecedores e outros credores, sem precisar fechar as portas imediatamente. É um mecanismo diferente da falência: a companhia continua funcionando enquanto tenta se reorganizar.
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O pedido envolve dez empresas do grupo, entre elas Casas Bahia, Ponto Frio e Extra.com, e busca renegociar R$ 17,322 bilhões em créditos sujeitos à recuperação.
A crise já vem custando empregos e lojas antes mesmo do pedido formal. Nas últimas semanas, o grupo fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1.900 funcionários, em um corte que atingiu quase 30% da rede física. Segundo reportagens que citam o documento enviado à Justiça, a companhia prevê cerca de 3 mil demissões e quase 300 fechamentos de lojas no total — ou seja, ainda podem ocorrer cerca de mais 1.100 demissões além das já realizadas.
Apesar da crise, a empresa afirma que pretende manter o funcionamento das lojas físicas, do e-commerce e dos demais canais de venda, sem impacto imediato para os consumidores.

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