Ex-secretário Transportes de São Gonçalo é preso em desdobramento da Lava Jato

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O coronel da Polícia Militar Fernando França Martins, foi preso na manhã desta sexta-feira, em mais uma fase da Lava Jato no Rio de Janeiro. O militar foi secretário Municipal de Transportes de São Gonçalo durante o governo do então prefeito Henry Charles Armon Calvert, entre 2002 e 2004.

Fernando é acusado, segundo os investigadores, de ser a “pessoa da mala” do ex-secretário da Casa Civil no governo de Sérgio Cabral (MDB), Régis Fichtner. Eles foram alvos de mandados de prisão preventiva, que não têm prazo.

Fernando França foi detido pelos agentes federais dentro de sua casa, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Régis Fichtner também foi preso no início da manhã de hoje. A Polícia Federal ainda cumpre oito mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Militar do Rio de Janeiro, o coronel Fernando França Martins consta como inativo desde 1999. “A Corregedoria Interna da Secretaria de Estado de Polícia Militar vai abrir um procedimento apuratório e também irá colaborar com todas as investigações até o esclarecimento dos fatos”, disse o órgão.  Os investigadores apontam que Martins era pessoa de confiança de Fichtner e responsável por recolher parte da propina recebida pelo ex-secretário. “A proximidade era tanta, que na agenda telefônica do ex-secretário, continha informações do CPF e RG do coronel”. A Lava Jato diz que, entre, 2014 e 2016, houve transferência de R$ 725 mil do ex-secretário ao coronel, tido como “uma espécie de segurança” de Fichtner.

Segundo as investigações, Fichtner movimentou mais dinheiro do que o descoberto pela Lava Jato na primeira prisão do advogado, que foi um montante de R$ 1,6 milhão.

As investigações revelam que durante o ano de 2011 e 2012, em sete datas diferentes, o coronel Fernando Martins entregou a Régis, R$ 1,7 milhão. Em 2014 e 2016, houve a transferência de R$ 725 mil de Fichtner ao coronel.

 

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