Justiça condena madrasta a 49 anos de prisão por matar enteada com chumbinho

A enteada, de 22 anos, faleceu pelo envenenamento em 2022; o irmão da vítima recebeu atendimento rápido e sobreviveu
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Foto: Reprodução/MPRJ

O caso que gerou reações em 2022, quando uma madrasta envenenou os enteados com chumbinho, ganhou um novo capítulo, na última quinta-feira (5). A Justiça condenou a acusada por 49 anos de prisão, a denúncia do Ministério Público foi reforçada pelos depoimentos dos filhos da ré. Em março de 2022, a enteada de 22 anos faleceu após ser envenenada. Dois meses depois, o irmão dela, então com 16 anos, sofreu uma tentativa de envenenamento. Diferente da irmã, ele recebeu atendimento médico imediato e, durante uma lavagem estomacal, o veneno foi constatado.

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O Conselho de Segurança acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEJURI/MPRJ), com qualificadoras por emprego de veneno e motivo fútil. A condenação final foi de 49 anos, seis meses e 20 dias de reclusão.  

Segundo o MPRJ, o motivo fútil seria o ciúme que a ré sentia da relação do companheiro com as vítimas.

Durante o julgamento, a defesa teria sustentado que as provas periciais seriam insuficientes. No entanto, o GAEJURI/MPRJ apresentou provas técnicas que demonstraram que as duas vítimas possuíam sintomas compatíveis com intoxicação exógena por carbamato — substância presente no veneno popularmente conhecido como “chumbinho”.

Além disso, em juízo, os filhos da ré relataram que, após receber alta hospitalar em razão de uma suposta tentativa de suicídio, a mãe lhes confessou informalmente ter envenenado os dois enteados.

Os envenenamentos

Em 15 de março de 2022, a vítima passou mal logo após ingerir um alimento na casa da madrasta. A jovem apresentou sintomas típicos de intoxicação, como tontura e visão turva, e permaneceu internada por 13 dias, vindo a falecer em 27 de março. Inicialmente tratada como morte por causas naturais, a hipótese de envenenamento passou a ser investigada cerca de dois meses depois.

Exatos dois meses depois, em 15 de maio de 2022, o enteado também apresentou sintomas graves após consumir uma refeição preparada pela madrasta. O adolescente relatou ter sentido gosto amargo no feijão e percebido a presença de “bolinhas azuis” na comida.

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