Justiça torna ré e manda soltar mulher que levou tio morto a banco

às
Screenshot_10
Foto: Reprodução

A Justiça do Rio aceitou a denúncia contra Érika Souza, a mulher que levou o tio morto a uma agência bancária para tentar sacar um empréstimo. Ela se tornou ré por vilipêndio de cadáver e tentativa de furto mediante fraude. No entanto, o Tribunal também aceitou o pedido da defesa de Érika para que ela responda em liberdade e determinou a expedição do alvará de soltura.

Além disso, leia também outras notícias policiais.

A decisão é da juíza Luciana Mocco, da 2ª Vara Criminal da Regional de Bangu. A magistrada concordou com os argumentos apresentados pela defesa, de que a manutenção da prisão seria uma medida extrema, já que Érika é ré primária, tem residência fixa e é portadora de saúde mental debilitada. Para a juíza, Erika também não apresenta periculosidade que possa prejudicar as investigações ou a ordem pública.

Sobrinha que levou tio morto ao banco. A justiça tornou ré sobrinha que levou tio morto ao banco e também condeceu liberdade a ela.
Sobrinha que levou tio morto ao banco – Foto: Reprodução

Apear de concordar que o caso tem grande clamor público, a juíza pontua que isso por si só não é suficiente. Dessa forma, determina a soltura de Érika, mas estabelece algumas medidas cautelares, sendo elas:

  • Comparecimento mensal ao cartório do juízo, para informar e justificar suas atividades ou eventual alteração de endereço. Neste caso, o novo endereço deverá ser informado antes da mudança, sob pena de decretação de nova prisão;
  • Considerando a comprovação de laudo médico indicando a necessidade de internação para tratamento da saúde mental, caso esta venha ocorrer, o juízo também deverá ser comunicado;
  • Proibição de ausentar-se da Comarca por prazo superior a sete dias, salvo mediante expressa autorização do juízo.

Na denúncia, a promotora de Justiça Débora Martins Moreira destacou que Érika demonstrou “desprezo e desrespeito” pelo idoso, de forma consciente, ao levá-lo morto para sacar o dinheiro. O órgão também se manifestou contrário ao pedido da defesa de Érika de liberdade provisória, mas que foi concedido pela Justiça do Rio.

Na conclusão do relatório, o delegado que investiga o caso diz ter certeza de que Érika sabia que Paulo Roberto Braga já estava morto. Segundo Fabio Souza, houve uma “gritante omissão de socorro”, porque, mesmo sabendo que a vida do tio corria risco, ela decidiu ir ao shopping e depois ao banco.

Érika Souza estava presa no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Assim que ler a matéria, deixe seu comentário e nos siga nas redes sociais.

Fonte: Pedro Bohnenberger— CBN Rio de Janeiro

Veja também

Insumo será utilizado na fabricação de cerca de 15 mil dispositivos ortopédicos para cerca de 10 mil pacientes atendidos pelo SUS em diferentes regiões do país
às
Moradores terão acesso a consultas, vacinação, curativos, medicamentos e outros serviços de saúde das 8h às 14h
às
Evento acontecerá na Estação dos Sabores, ao lado da antiga estação ferroviária.
às

Deixe aqui sua opinião

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado

Últimas Notícias