Justiça torna ré e manda soltar mulher que levou tio morto a banco

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Foto: Reprodução

A Justiça do Rio aceitou a denúncia contra Érika Souza, a mulher que levou o tio morto a uma agência bancária para tentar sacar um empréstimo. Ela se tornou ré por vilipêndio de cadáver e tentativa de furto mediante fraude. No entanto, o Tribunal também aceitou o pedido da defesa de Érika para que ela responda em liberdade e determinou a expedição do alvará de soltura.

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A decisão é da juíza Luciana Mocco, da 2ª Vara Criminal da Regional de Bangu. A magistrada concordou com os argumentos apresentados pela defesa, de que a manutenção da prisão seria uma medida extrema, já que Érika é ré primária, tem residência fixa e é portadora de saúde mental debilitada. Para a juíza, Erika também não apresenta periculosidade que possa prejudicar as investigações ou a ordem pública.

Sobrinha que levou tio morto ao banco. A justiça tornou ré sobrinha que levou tio morto ao banco e também condeceu liberdade a ela.
Sobrinha que levou tio morto ao banco – Foto: Reprodução

Apear de concordar que o caso tem grande clamor público, a juíza pontua que isso por si só não é suficiente. Dessa forma, determina a soltura de Érika, mas estabelece algumas medidas cautelares, sendo elas:

  • Comparecimento mensal ao cartório do juízo, para informar e justificar suas atividades ou eventual alteração de endereço. Neste caso, o novo endereço deverá ser informado antes da mudança, sob pena de decretação de nova prisão;
  • Considerando a comprovação de laudo médico indicando a necessidade de internação para tratamento da saúde mental, caso esta venha ocorrer, o juízo também deverá ser comunicado;
  • Proibição de ausentar-se da Comarca por prazo superior a sete dias, salvo mediante expressa autorização do juízo.

Na denúncia, a promotora de Justiça Débora Martins Moreira destacou que Érika demonstrou “desprezo e desrespeito” pelo idoso, de forma consciente, ao levá-lo morto para sacar o dinheiro. O órgão também se manifestou contrário ao pedido da defesa de Érika de liberdade provisória, mas que foi concedido pela Justiça do Rio.

Na conclusão do relatório, o delegado que investiga o caso diz ter certeza de que Érika sabia que Paulo Roberto Braga já estava morto. Segundo Fabio Souza, houve uma “gritante omissão de socorro”, porque, mesmo sabendo que a vida do tio corria risco, ela decidiu ir ao shopping e depois ao banco.

Érika Souza estava presa no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

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Fonte: Pedro Bohnenberger— CBN Rio de Janeiro

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