Niterói: GM prende homem praticando racha perto de hospital de tratamento da Covid-19

Agentes da Coordenadoria de Trânsito da Guarda Municipal de Niterói prenderam, neste domingo (28), um homem que praticava “racha” próximo ao Hospital Oceânico, unidade dedicada exclusivamente ao tratamento da Covid-19 na cidade.

No início da manhã, durante patrulhamento de rotina, os agentes municipais identificaram dois carros em alta velocidade fazendo manobras perigosas na Avenida Doutor Raul de Oliveira Rodrigues (antiga Avenida Sete), em frente ao hospital.

Pelas câmeras do Centro Integrado de Segurança Pública, verificou-se que a corrida irregular começou na saída do Túnel Charitas – Cafubá e constatou-se que se tratava de um “racha”.

A equipe iniciou perseguição e conseguiram localizar um dos veículos na Avenida Almirante Tamandaré, na altura do número 1785, próximo à Praia de Piratininga. O motorista, que desobedeceu a ordem de parada, tentou fugir do local fazendo uma manobra com o carro, mas acabou perdendo o controle do veículo e bateu em uma árvore.

O indivíduo foi levado para a 81ª DP, onde foi autuado por crime de racha, e conduzido para a 76ª DP, onde foi preso em flagrante. Ele ainda foi autuado por dirigir com categoria de CNH divergente do veículo. O outro carro foi identificado pelas câmeras do Cisp e será devidamente intimado a comparecer na Delegacia para prestar esclarecimentos.

 

Fonte: osaogoncalo

Saquarema: Leitos de UTI para pacientes ‘não covid’ estão perto de atingir lotação máxima

O Hospital Municipal Nossa Senhora de Nazareth, o único de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio, está perto de atingir a lotação máxima dos leitos de UTI para pacientes “não Covid”.

Para os casos de corona vírus, a rede pública de saúde de Saquarema tem o total de 6 leitos de UTI destinados a pacientes em estado grave. A taxa de ocupação deles está em 50%, já que 3 estão ocupados e os outros 3 livres.

A unidade tem, ao todo, 5 leitos UTI e 20 leitos de enfermaria destinados a pacientes com outras doenças que não sejam Covid-19. De acordo com dados da Secretaria de Saúde, nesta quinta-feira (11), apenas um leito UTI estava disponível. Na terça (9), todos os leitos de UTI estavam ocupados. Já os de enfermaria estavam todos ocupados.

Segundo uma plataforma virtual disponibilizada no site da prefeitura, entre os dias 26 de fevereiro e 3 de março, não havia mais vagas nas UTIs, quando os 6 leitos ficaram ocupados. A Secretaria Estadual de Saúde informou em nota que, quando o Hospital atinge a lotação máxima, os pacientes podem ser internados em outras cidades do estado do Rio de Janeiro.

A Prefeitura reforçou que sempre que a rede municipal de saúde chega perto da lotação máxima, é iniciado o processo de solicitação de transferência através do sistema CER (Central Estadual de Regulação). A vaga pode sair para qualquer hospital da rede estadual, em qualquer horário. A vaga saindo, o paciente é encaminhado imediatamente.

Devido à pouca oferta de leitos, o percentual de ocupação do hospital tem grandes oscilações a cada internação de paciente, e varia entre 100%, 67% e 50% de ocupação, por exemplo.

Para evitar um colapso na unidade, em maio do ano passado a prefeitura transformou o Posto de Urgência de Saquarema em um ponto de apoio para internação de pacientes com Covid-19.

No total, são 22 leitos de enfermaria destinados a pacientes com Covid-19, sendo que 13 ficam no Hospital Nossa Senhora de Nazareth e 9 no PU de Saquarema. Deste total, onze leitos estavam ocupados, até a quarta-feira (10), segundo a Secretaria de Saúde.

As informações referentes ao número de leitos disponíveis, evolução dos casos de Covid-19, número de vacinados, decretos e demais temas pertinentes ao Corona vírus em Saquarema estão disponíveis no site da Prefeitura, que é atualizado diariamente pelas equipes da Secretaria Municipal de Saúde.

Fonte: g1.globo.com

Rio Bonito: Hospital cobra verba e Executivo diz que já pagou débitos

O Hospital Regional Darcy Vargas (HRDV),verba unidade de saúde capaz de receber pacientes com Covid-19 em Rio Bonito, enviou um ofício na última segunda-feira 8 de Março, para a prefeitura da cidade pedindo a suspensão do convênio que tem com o governo municipal. O documento cobra do município repasses referentes aos meses de janeiro e fevereiro deste ano, que ainda não teriam sido liquidados. Caso o pagamento não seja feito em 24 horas, a unidade aponta a possibilidade solicitar a transferência dos pacientes da cidade que estão internados.

A administração do prefeito Leandro Peixe (Republicanos), eleito ano passado, aponta que em menos de três meses de governo conseguiu quitar toda a dívida deixada pela gestão anterior. Afirma ainda que a prefeitura compreende a dificuldade administrativa pela qual o HRDV passa e, para tanto, segue à procura de uma solução dentro do fluxo da legalidade.

Em nota, a prefeitura de Rio Bonito informou que desconhece a existência de débitos pendentes com o Hospital Darcy Vargas e que o ofício enviado pela unidade de saúde pede, na verdade, é uma “antecipação de um valor do contrato que passou a vigorar no dia 1º de Março de 2021” e que “tal pagamento por força de contrato deve ocorrer após prestação do serviço de internação, no final do mês”, afirma trecho da nota.

Segundo uma tabela de pagamento enviada pela prefeitura, desde janeiro deste ano já foram repassados para o hospital, seja por recursos da prefeitura ou por meio de emendas parlamentares, cerca de R$ 6,5 milhões para a unidade. Em janeiro deste ano, Peixe assinou a liberação dos pagamentos referentes aos serviços prestados em dezembro de 2020 pelo Darcy Vargas e que durante o exercício de 2020 foi destinado o valor de mais de R$ 44,2 milhões em recursos para a unidade.

Pelo Boletim Coronavírus divulgado ontem (9) pela secretaria municipal de Saúde da cidade, Rio Bonito tem 14.888 casos notificados de Covid-19, sendo 4.704 confirmados e 118 óbitos.

O Hospital Regional Darcy Vargas não é público, mas pertence a uma entidade filantrópica fundada em 1943, e é administrado por uma diretoria eleita em assembleia e fiscalizada por um conselho deliberativo e fiscal, ambos sem remuneração ou benefícios. Membros da direção do Hospital não atenderam e não retornaram as ligações da reportagem.

Em janeiro deste ano, o prefeito Leandro Peixe se reuniu com uma comitiva da Secretaria Estadual de Saúde, incluindo o secretário Carlos Chaves, do presidente do Conselho Municipal de Saúde, José Balbino, e o presidente do Hospital Regional Darcy Vargas, José Borges.

Na ocasião, Peixe lembrou que nos primeiros dias de seu governo pagou quase R$2 milhões em dívidas da gestão anterior, reafirmando que foi eleito para ser gestor e arrumar a casa “doa a quem doer”. Em seguida reclamou da falta de atenção da unidade para alguns casos.

“Recentemente um pai apareceu aqui na Prefeitura, com seu filho de 11 anos de idade, pedindo socorro porque o hospital negou atendimento ao menino que estava com caco de vidro no pé. Precisamos acabar com este jogo político, onde quem mais sofre é a população”, afirmou o prefeito.

Presente na reunião, o secretário Estadual de Saúde, Carlos Chaves, destacou a importância da parceria da Prefeitura com o Hospital Darcy Vargas, e que o desejo principal é solucionar os problemas da Saúde Pública regional. “Não é justo um cidadão se deslocar de Rio Bonito para ser atendido no Rio de Janeiro. Negar atendimento é omissão de socorro, é crime”, afirmou.

 

 

Fonte: atribunarj.com.br

Hospital Pedro Ernesto retoma cirurgias de transplante de córnea

O Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) está retomando as cirurgias de tecido ocular humano. Com a publicação da portaria nº 1.049 no final do ano passado, a unidade de saúde da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) – vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação – concedeu autorização para o hospital realizar este tipo de procedimento, reafirmando a capacitação da unidade na realização desta prática.

As doenças de córneas são a segunda causa de cegueira reversível no mundo, apontam estudos. Médicos explicam que a córnea age como um “vidro de relógio”, ou seja, a parte mais anterior e transparente. A retina (nervo) funciona como se fosse o “motor”. Costuma-se dizer que a catarata representa os “ponteiros”. Dentro desta explicação, é possível dizer que o vidro é trocado se ele estiver arranhado, sujo ou quebrado.

Desde o início do ano, o Setor de Oftalmologia do Hupe já realizou três cirurgias. O hospital era uma das únicas unidades hospitalares credenciadas a fazer este tipo de cirurgia e considerado historicamente um dos centros de referência. Porém, por questões inerentes à renovação de licença, as cirurgias tiveram que ser suspensas durante os últimos quatro anos, sendo agora retomadas.

– O Hupe está totalmente capacitado para absorver a demanda. É uma cirurgia de ponta. Ao retomarmos essa prática, certamente ajudaremos muito na redução da fila de transplante de córnea no Estado do Rio de Janeiro – afirma Lucas Monferrari, médico oftamologista e professor colaborador da Pós-Graduação da Uerj.

O procedimento na córnea é o de maior sucesso entre os transplantes. É possível trocar a córnea inteira; mudar só a parte mais interna, que é o Transplante Endotelial; ou alterar a parte mais anterior (o estroma), chamado de Transplante Lamelar Anterior. Dependendo da porção da córnea em que a doença esteja situada, pode ser realizado um transplante seletivo, que mantém uma boa parte da córnea e diminui as chances de falência e rejeição por manter o tecido do próprio paciente.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dr. Serginho, destaca a importância da parceria da unidade com a secretaria, permitindo oferecer um serviço de excelência aos pacientes do SUS.

– Estou muito feliz em saber que o serviço foi novamente regularizado. O Pedro Ernesto tem plenas condições de atender os pacientes, pois conta com uma equipe médica extremamente qualificada e excelente infraestrutura para atender aqueles que necessitam – afirmou o secretário.

O serviço do Hupe conta hoje com dois espaços aptos para tais procedimentos: o centro cirúrgico geral do hospital e o próprio centro do serviço de oftalmologia. A oftalmologia do Hupe também tem um serviço com estrutura de ponta na parte de exames, o que favorece de forma considerável a rede estadual de saúde.

– O olho é uma ‘bola’ de dois centímetros, e existem milhares de doenças que podem acometer essa ‘bola’. Então, muitas vezes, necessitamos de exames complementares microscópicos, que são feitos por aparelhos geralmente caros. Aqui temos toda estrutura para uma assistência completa – salientou o médico Lucas Monferrari.

O que é a córnea?

A córnea é a primeira lente do olho e a que mais contribui para a focalização da luz na retina (um tecido que reveste o olho por dentro e é responsável pela absorção da luminosidade). O transplante consiste na substituição da córnea do paciente por uma córnea doada para restabelecer a transmissão ideal da luz pelos meios do olho.

Várias doenças oculares podem debilitar a córnea, causando a perda de sua transparência, ou irregularidade de sua forma ou superfície. Entre os exemplos pode-se citar: ceratocone em estágio avançado, trauma no olho, infecções, queimaduras por substâncias químicas, enfermidades congênitas ou outras causas em que a pessoa pode ter a visão bastante reduzida ou até perdê-la.

Doação do órgão

Por se tratar de um tecido sem a presença de vasos sanguíneos, não há necessidade de realizar testes de compatibilidade entre o doador e o receptor. Isso faz com que a fila seja única para todos os candidatos, diminuindo o tempo de espera.

Qualquer pessoa que venha a óbito e que manifestou aos familiares sua vontade de doar seus órgãos pode ser um doador, desde que preencha os critérios determinados pela Central Estadual de Transplantes (CET).

Vale ressaltar que a retirada das córneas pode ser feita até seis horas após a parada do coração (o prazo varia se o corpo estiver refrigerado).

 

 

Fonte: rj.gov.br

Motorista de aplicativo é esfaqueado e morre na porta de hospital após tentar pedir socorro

Um motorista de aplicativo foi morto a facadas, na madrugada desta terça-feira, em Bonsucesso, na Zona Norte. De acordo com informações preliminares, Alexandre Jorge Monteiro de Souza, de 40 anos, tentou buscar socorro no Hospital Federal de Bonsucesso, mas a emergência estava fechada.

Sem atendimento, ele acabou falecendo dentro do carro em frente ao hospital. A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros foram acionados e o automóvel passou por uma perícia. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).

Imagens das câmeras de segurança de um estabelecimento localizado em frente ao hospital de Bonsucesso serão fornecidas a Polícia Civil ainda hoje. Elas registraram o exato momento em que Alexandre estaciona o carro para pedir socorro após ser esfaqueado diversas vezes durante uma tentativa de assalto. De acordo com a família dele, funcionários da unidade hospitalar teria negado o atendimento, já que a emergência estava fechada.

A reportagem procurou o Hospital de Bonsucesso para comentar sobre as acusações dos familiares do motorista, mas até o momento não obteve resposta.

 

Fonte: odia.ig.com.br