Prefeitura de Saquarema começa a oferecer atendimento psicológico para moradores

Além dos impactos sociais, econômicos e as vidas perdidas por conta do coronavírus, outro ponto que merece atenção especial é o impacto psicológico causado na população, devido aos efeitos colaterais da propagação do vírus. Entre eles estão o isolamento social que, por sua vez, causa distanciamento entre entes queridos; a convivência com notícias ruins; além de eventuais perdas de pessoas próximas, para a doença.

Atenta a esse fator, o Governo Municipal de Saquarema oferece um serviço de atendimento psicológico aos moradores. Denominado “Acolhimento Psicológico”, o trabalho é uma medida preventiva mediante a pandemia do Coronavírus, sob a Coordenação da Saúde Mental. Os atendimentos acontecem de maneira on-line e são viabilizados pelo aplicativo Whatsapp, pelo número (22) 99783-7855, das segundas-feiras às sextas-feiras, das 9h às 17h.

Segundo estudo divulgado na revista Plos One, e conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina Duke-NUS, em Cingapura, um em cada três adultos sofrem algum dano psicológico, por conta da pandemia do coronavírus. Cabe ressaltar que, ainda segundo a pesquisa, as pessoas que vivem em situação de baixa renda e mulheres são mais propensas a sentir efeitos psicológicos.

Desde o início da pandemia, a cidade, que fica na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, confirmou 4.029 casos da doença. Lamentavelmente, 211 habitantes de Saquarema acabaram falecendo, em decorrência da covid-19. O bairro com maior número de registros é Bacaxá, com 525. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, a maior incidência de casos é entre mulheres, com 55%.

 

Fonte: atribunarj.com.br

Moradores de maricá montam “prateleira solidária” para ajudar famílias

Solidariedade

Os moradores de Maricá,  montaram uma “prateleira solidária” no centro da cidade para ajudar famílias que estão passando por dificuldades financeiras durante a pandemia. A ideia é que quem possa fazer uma doação de alimento, deixe o produto na barraca, e aquele que necessite de comida, possa passar para buscar.

Entre os itens já disponibilizados na prateleira, tem feijão, fubá, café, óleo, leite e até legumes e verduras.

A dona de casa Márcia Cardoso conta que já precisou buscar alimentos no local e diz que a prateleira é uma iniciativa muito importante.

“Eu tive a oportunidade de doar e também de tirar o que eu precisava no momento, me ajudou bastante. No momento em que estamos passando de crise financeira, a qual o mundo inteiro está passando, muitas pessoas estão desempregadas e passam necessidades”, diz Márcia.

A prateleira, que foi montada no dia 26 de março, agora conta com um esquema de voluntários, que se revezam para cuidar do espaço.

Onde encontrar?

Para quem quer fazer uma doação ou retirar um alimento, a prateleira fica localizada na Praça do Skate, bem no centro de Maricá, perto da delegacia. Os voluntários ficam no local todos os dias, de 10h às 21h.

De acordo com um dos idealizadores do projeto, Luíz Junior, o ‘prateleira solitária’ atende 15 famílias todos os dias em Maricá e ajuda a mudar, pelo menos nessas casas, o cenário da fome.

“A prateleira foi idealizada por amigos, pequenos empreendedores, para suprir a necessidade daqueles que precisam manter suas alimentações diárias. Quem precisa, pega! E quem pode, doa! O objetivo é ajudar quem não consegue manter uma alimentação boa diária nessa pandemia, quando muitos trabalhadores perderam o emprego. A iniciativa está sendo bem aderida na internet. Graças a Deus, deu certo, e fica nosso pedido de doação. Hoje a gente consegue ajudar de 10 a 15 famílias por dia, então a rotatividade está grande”, explica Luíz.

O pedido de doações também é reforçado por Márcia. “Um projeto tão pequeno pode se tornar grande se todos se unirem e fizerem uma corrente grande. Quem puder, doe. Quem precisar, vá lá e pegue”, diz ela.

Para quem puder, o telefone para ajudar o projeto a crescer é (21) 99518-9430 (Luíz).

Uma pesquisa realizada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) mostrou que, nos últimos meses de 2020, cerca de 19 milhões de brasileiros passaram fome.

Moradores de Fortaleza são encontrados mortos em alto mar em Cabo Frio por aeronave da Força Aérea Brasileira

A Marinha do Brasil informou, na noite desta quinta-feira (4), que dois corpos foram encontrados na costa de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. Os corpos foram localizados por aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e recolhidos pelo Navio-Patrulha (NPa) “Macaé” da Marinha.

De acordo com a Marinha, os corpos foram encontrados a aproximadamente 50km a leste do Farol de Cabo Frio, em uma área próxima ao material recolhido nesta terça-feira (3), que apresenta características semelhantes ao que se encontrava a bordo da lancha “O Maestro”.

Ainda de acordo com a Marinha, os corpos foram encontrados durante as buscas pelos tripulantes da lancha que saiu do Rio de Janeiro rumo à Fortaleza com cinco amigos. Desde o dia 30, eles estão desaparecidos.

Os corpos devem ser levados para Macaé nesta sexta-feira (5) para serem identificados.

 

Fonte: rlagosnoticias.com.br

Moradores de Arraial do Cabo receberão ulas de teatro, música, dança, circo e artesanato

Moradores dos distritos de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio, receberão diversas modalidades de cursos culturais, como aulas de dança, teatro, música, circo e artesanato. Segundo a Prefeitura, as inscrições para participar das atividades, terão início a partir do dia 1º de fevereiro.

De acordo com a Superintendência de Cultura de Arraial do Cabo, responsável por coordenar as atividades, as inscrições poderão ser feitas no Espaço Cultural Nelcy Ribeiro Cardoso, localizado na Praça de Monte Alto, ou no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), localizado na Rua Januário, nº 53, em Figueira

 

Fonte: odia.ig.com.br

Moradores da ocupação ‘Unidos Venceremos’ contam como era a vida no local

Em 2017, o casal Adriana e Elias vivia debaixo do viaduto de Campo Grande quando soube, através de um líder comunitário, da ocupação ‘Unidos Venceremos’ que ganhava forma dentro de um condomínio Minha Casa, Minha Vida em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio. Para lá foram e por ali moraram nos últimos três anos, junto com cinco filhos, em uma casa de madeiras. Na última quinta-feira, um incêndio destruiu os barracos das 252 famílias do local. Ninguém morreu, mas a maior parte saiu só com a roupa do corpo. A vida, agora, recomeça do zero.

O fogo começou pouco depois das 19h e rapidamente espalhou pelos barracos. A versão dos moradores é de que a explosão de um botijão pode ter iniciado o incêndio. A Polícia Civil solicitou perícia e convocou testemunhas, e a investigação está em andamento na 36ª DP (Santa Cruz). Mais de 150 pessoas foram abrigadas no complexo esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande.

A ocupação ‘Unidos Venceremos’ ficava exatamente no meio da unidade ‘Minha Casa, Minha Vida’ de Santa Cruz, um complexo de 1.343 apartamentos construído em 2012. Cinco anos depois, chegaram os moradores da ocupação. Levantaram barracos, quase sempre de tábuas e pallets, uma espécie de estrado de madeira comumente usado para transporte de cargas. A condição sanitária do local era desumana.

“Você vê rato mordendo criança, mexendo nas panelas, barata, lagarto. De noite, você ouve o barulho dos ratos andando pelos pallets. Veja quantos moradores de rua têm em Santa Cruz. É muito abandono”, comentou Elias da Matta, que foi com a esposa Adriana por falta de opção: ou era lá, ou era a rua.

“A gente morava em casa de família, às vezes passávamos um tempo debaixo do viaduto de Campo Grande. Tinha gente que morava só na rua. Falaram que tinha a ocupação do Unidos Venceremos, abriram um barraquinho e nós ficamos”, relembra Adriana Castro, mãe de cinco filhos.

No momento do incêndio, a vendedora ambulante voltava do trabalho e enxergou, ainda da rua, o incêndio tomar grandes proporções – “o fogo era muito, muito alto”, contou. Foi o pai dela quem abriu a porta do barraco para retirar as cinco crianças, entre elas uma filha de apenas um ano. “Se não fosse meu pai, não sei o que seria”, completa. Um morador, que preferiu não se identificar, disse que perdeu “tudo o que tinha para salvar os dos outros”. Ele tem problemas de locomoção, mas foi rápido ao arrombar as portas dos barracos para salvar as crianças.

Os moradores são como o nome sugere. Na ‘Unidos Venceremos’ tudo é comunitário: desde o banheiro até a bica para lavar as mãos. A água é cedida por parte dos moradores do condomínio vizinho – outra parte não concorda com a ocupação, mas também evita atritos. Lusitânia Maria, 52, é moradora do Minha Casa, Minha Vida e se tornou umas das líderes comunitárias da ocupação. “O condomínio cedia água para o pessoal. As pessoas nunca estão satisfeitas, uns tratavam mal, outros bem, mas todo mundo sempre viveu normal. Está todo mundo abalado”, afirma Lusitânia.

A Prefeitura negociam com os atingidos vagas em abrigos da cidade, principalmente o de Antares, em Santa Cruz. Os moradores, no entanto, pleiteiam aluguel social, e prometem protestar no futuro, caso não consigam. “A gente tem três anos de ocupação, foram três anos de promessas, passamos por três incêndios. A ocupação é Unidos Venceremos, então vamos ficar aqui até solucionar”, garantiu Adriana

 

Fonte: odia.ig.com.br