Polícia faz novas buscas, mas não encontra pistas de três crianças desaparecidas

Neste domingo, agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) fizeram novas buscas na Feira de Areia Branca, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, na tentativa de encontrar testemunhas que tenham visto três crianças desaparecidas há 14 dias. No entanto, nenhuma pista foi encontrada.

Lucas Matheus, de 8 anos, Alexandre da Silva, de 10, que são primos, e Fernando Henrique, de 11, saíram de casa por volta das 10h30 do dia 27 de dezembro de 2020 para jogar futebol em um campo no bairro do Castelar, onde moram, mas não retornaram. Eles foram vistos pela última vez na Feira de Areia Branca, no bairro de mesmo nome.

A DHBF investiga o caso, através do Setor de Descoberta de Paradeiros. A Fundação da Infância e Adolescência (FIA), que presta auxílio à famílias, disponibilizou dois telefones para receber informações sobre as crianças. Os números são (21) 98596- 5296 ou 2286-8337.

Quadrilha que clonava cartões bancários para sacar benefícios é desarticulada pela polícia

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), com apoio da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), prenderam uma quadrilha especializada em clonagem de cartões bancários. O grupo conseguia senhas pessoais para saques de benefícios, como auxílio emergencial e o Bolsa Família. Três homens foram presos em flagrante e materiais apreendidos. A ação aconteceu nesta quarta-feira (06/01).

De acordo com as investigações, os criminosos atuavam, há vários meses, em diversos municípios do Rio. Eles instalavam equipamentos nos caixas eletrônicos para leitura e clonagem de cartões, conhecidos como ‘chupa-cabras’, e microcâmeras para captura das senhas das vítimas. Com os dados, a quadrilha efetuava saques dos benefícios nos bancos, uma vez que os mesmos não possuem chip ou controle de biometria.

Além dos equipamentos para a prática de furtos qualificados mediante fraude contra instituições financeiras, os policiais apreenderam dezenas de cartões clonados de vítimas com senhas anotadas.

Um dos presos possuía mandado de prisão e já havia sido condenado por furto pela prática do mesmo golpe. As investigações seguem em andamento na DRF para identificar e prender os demais integrantes da organização criminosa.

 

Fonte: osaogoncalo

Restos mortais são encontrados enterrados no quintal, em Itaboraí

Os restos mortais que podem ser de uma mulher e seus dois filhos foram encontrados, na tarde desta quarta-feira (6), enterrados no quintal da casa de um ex-policial militar, em Visconde, Itaboraí. Apesar de não haver registro de ocorrência em relação ao desaparecimento da família, o crime aconteceu em 2017.

O corpos das vítimas, a mãe de 59 anos, e os dois filhos de 38 e 35, foram encontrados pelo filho do ex policial militar, que se suicidou no último dia 23 de dezembro.

“Após a morte do pai, o filho foi até a casa limpar e encontrou uma carta. Nessa carta, o policial contava que os corpos estavam enterrados lá. Dizia também que tomou a decisão de enterrar os corpos, após encontrar o trio já executado. Ele alegou também que se matou por não conseguir conviver com essa história”, contou um policial que investiga o caso.

Segundo o ex-policial contou na carta, ele chegou em casa e encontrou o trio já sem vida e com sacos na cabeça. Por não saber o que a polícia pensaria do assunto, ele preferiu enterrar os corpos em seu quintal.

A história digna de filme de terror deixa a polícia com diversos questionamentos, dentre eles o porque da família ter desaparecido e nenhum parente ter procurado a polícia para registrar os sumiços.

Embora esteja morto, o ex policial é o principal suspeito da morte dos três.

Encontro 

Com a carta em mãos, o filho do ex- policial procurou a 71° DP (Itaboraí), que acionaram bombeiros e agentes da Divisão de Homicídios de Niterói,  Itaboraí e São Gonçalo.

“Após os bombeiros localizarem os ossos enterrados e cobertos com cimento, a equipe da DH foi ao local realizar perícia”, contou o delegado que investiga o caso.

Ele acrescentou que parentes das vítimas estão sendo procurados para prestarem depoimento e que os corpos vão passar por exame de DNA.

Os restos mortais foram encaminhados para o Instituto Médico Legal de Tribobó (IML), em São Gonçalo.

 

Fonte: osaogoncalo

Perseguidor de mulheres é preso em Niterói, RJ

Um homem foi preso, na quarta-feira (30), no Engenho do Mato, Região Oceânica de Niterói, acusado de perseguir três mulheres de uma mesma família e incendiar, na véspera de Natal do ano passado, carros das vítimas. A ação foi coordenada por policiais civis da 81ª DP (Itaipu).

Segundo a distrital, ele já era suspeito de ter cometido o mesmo crime na virada do ano de 2018 para 2019 e pretendia fazer mais um ato em 2020. A investigação também apurou que o autor se tornou muito próximo das vítimas, que moram no bairro Itaipu. No decorrer dos anos, ele acabou desenvolvendo uma verdadeira obsessão pelas mulheres da família (a mãe e suas duas filhas).

“Após o término da amizade, que começou há cerca de 20 anos, o suspeito se sentiu desprezado e iniciou uma série de perseguições, em que enviava mensagens depressivas e intimidatórias, que se desdobraram em ações incendiárias contra as vítimas”, afirmou a delegada Raissa Celles, titular da 81ª DP.

Ao longo das investigações, os policiais localizaram filmagens das ações, que mostravam que o autor usava uma balaclava, o que dificultava a identificação. Os agentes levantaram outros indícios e descobriram a identidade do suspeito.

A equipe da 81ª DP realizou diligências e localizou o acusado. No momento da prisão, o detido negou a autoria dos fatos. Todavia, os investigadores viram queimaduras no corpo dele e, após o interrogatório, confessou e confirmou que pensava em praticar outros atos de vingança.

Com a prisão, os policiais conseguiram evitar mais um crime. O homem foi autuado por incêndio, violência contra a mulher e ameaça. Contra ele foi cumprido um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

 

Fonte: atribunarj

STF mantém Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (24), manter o Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal.

“Defiro a tutela provisória de urgência, nos termos do art. 13, VIII, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, para determinar à União que mantenha o Estado do Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal, nos termos do que inicialmente já determinado pelo Tribunal de Contas da União, assegurados todos os direitos e obrigações a ele inerentes. Cite-se a União”, diz a decisão.

O acordo, assinado em 2017, previa um ajuste de R$ 63 bilhões, com medidas de aumento de receita e corte de despesas, como a suspensão do pagamento das dívidas do estado com a União, e com empréstimos fechados com bancos públicos e privados.

Na terça-feira (22), o governo do Rio entrou com um ação pedindo a prorrogação e citou que o objetivo era evitar “um colapso nas contas fluminenses”.

Por meio de uma nota técnica, o governo estadual alegou que a retomada do pagamento da dívida custará aos cofres públicos R$ 31 bilhões até o fim de 2021.

Em outubro, o governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, já havia dito que poderia recorrer à Justiça se o estado fosse prejudicado.

Entre os argumentos para a solicitação, a Procuradoria-Geral do Estado — que representa o governo do RJ — disse que a exclusão no regime pode ter impactos em várias áreas, entre elas, no pagamento da folha de salários dos funcionários e de serviços essenciais.

“A exclusão do Estado no Regime implicará a retomada de pagamentos a serviço da dívida e a execução de garantias e contragarantias em seu disfavor, impedindo-o, em pleno período de grave crise mundial gerada pelo enfrentamento da Covid-19, o inadimplemento de obrigações essenciais, entre as quais, folha de salários do funcionalismo, duodécimos dos poderes, precatórios e serviços essenciais”.

No documento, os procuradores citaram ainda alguns exemplos:

“Entre tais serviços, os das áreas de segurança pública, educação e saúde. Sem dinheiro sequer para custeio do combustível de viaturas e ambulâncias, no último caso, com sérias consequências na manutenção e implementação das medidas emergenciais que afetam a saúde da população fluminense e a estabilidade econômica do Estado, gerando caos”.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) entende que o atual RRF tem duração de três anos, renováveis por mais três.

Já a Procuradoria-Geral do Estado do Rio compreende que a duração do regime seria de seis anos.

Reuniões com o Congresso Nacional

Cláudio Castro tem participado de reuniões com o Congresso Nacional para pedir a votação de um novo Regime de Recuperação Fiscal.

Em novembro, ele esteve com Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, para discutir o tema.

A ideia de Castro é que o Legislativo vote um projeto de lei parlamentar que estipule um prazo de 10 anos para o regime — hoje limitado a seis anos.

Segundo ele, as reuniões foram muito positivas, e os presidentes das duas casas parlamentares teriam se comprometido a incluir o projeto de lei parlamentar nas pautas de votação após as eleições municipais.

Castro também destacou que o governo federal tem interesse na aprovação do texto, uma vez que a União é a principal credora dos estados – ou seja, não seria do interesse do Planalto que as unidades federativas entrassem em colapso e se tornassem incapazes de pagarem suas dívidas, o que comprometeria o crescimento do país.

O que é o Regime de Recuperação Fiscal

Assinado em 2017, o acordo previu medidas para o governo do Rio economizar bilhões e suspendeu o pagamento da dívida do estado com a União.

Na época, a expectativa era que plano promovesse um ajuste fiscal de R$ 63 bilhões até este ano de 2020. Só com a suspensão da dívida, a estimativa era gerar um impacto de R$ 29,6 bilhões.

Além desses, outros R$ 22,6 bilhões em aumentos de receitas; mais R$ 4,77 bilhões em cortes de gastos e, também, R$ 11,1 bilhões em empréstimos.

Com ajustes no cálculos, a expectativa de economia passou a ser de R$ 26,6 bilhões, mas as medidas adotadas pelo estado economizaram R$ 5,4 bilhões a menos.

Porém, medidas adicionais implementadas pelo RJ e apresentadas à Secretaria do Tesouro geraram uma economia adicional de R$ 5,9 bilhões.

Ou seja, para o governo fluminense, a meta foi superada em R$ 500 milhões.