Na manhã desta terça-feira (3), um dos quatro suspeitos de ter participado de um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, no Rio de Janeiro, se entregou à Polícia. Mesmo foragidos, três dos quatro suspeitos pediram habeas corpus para evitar as prisões. No entanto, a Justiça do Rio negou as solicitações. Dentre os quatro acusados, um deles seria filho de um subsecretário do Governo do Estado. Outro seria jogador do Serrano FC, clube de Petrópolis, que anunciou o afastamento do atleta.
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Atualização
Mais um dos acusados, que estavam foragidos, se entregou à Delegacia de Botafogo, poucas horas após o primeiro comparecer à sede da Polícia em Copacabana. Além disso, os quatro investigados viraram reús no caso, com o agravante de a vítima ser menor de idade, e também por cárcere privado.
Ainda nesta terça-feira (3), uma outra vítima procurou a Delegacia de Copacabana para denunciar dois dos cinco suspeitos de terem cometido o mesmo crime anos atrás. De acordo com a Polícia, o caso teria acontecido há cerca de três anos, quando a menina teria 14. Ela teria contado que, na época, ao menos dois dos suspeitos teriam participado da violência sexual, gravado imagens do crime e divulgado. Com um deles, ela havia tido um relacionamento.
O caso
De acordo com a Polícia Civil, em 31 de janeiro, houve uma “emboscada planejada” para que a vítima mantivesse relações sexuais com seu ex-namorado – que também é menor de idade – e seus quatro amigos. Mesmo após negar a ideia, a jovem teria sido forçada pelos cinco jovens. Após o pedido de prisão preventiva da Justiça, o Disque Denúncia divulgou um cartaz para localizar os quatro acusados maiores de idade. Por ter 17 anos, o ex-namorado vai responder com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Segundo a Polícia Civil, o ex-namorado teria convidado a vítima para seu apartamento. Quando ela chegou, ele teria insinuado que seus quatro amigos estavam no local e eles fariam “algo diferente”. A adolescente teria negado a ideia.
Em seguida, já no quarto do menor, os amigos teriam começado a entrar no cômodo aos poucos, observando o ex-casal. No entanto, em certo momento, os quatro suspeitos teriam forçado relações sexuais com a vítima, que teria sido impedida de deixar o local, quando teria ocorrido o estupro coletivo.
Quando deixou o apartamento, a adolescente ligou para seus familiares, que a acompanharam à delegacia. Um exame de corpo de delito confirmou que havia hemorragia, sangue e escoriações na parte íntima da menor. Ela também teria machucados nas costas e nos glúteos, compatíveis com seu relato de socos e tapas. Também foi constatado a presença de sêmen.
*Com informações da CNN Brasil e Jornal O Globo.
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