Hemonúcleo de Rio Bonito organiza campanha para celebrar o Dia Mundial do Doador de Sangue

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Foto: Banco de Imagem

Para homenagear os doadores de sangue e reforçar a importância de manter os estoques dos hemocentros abastecidos durante todo o ano, foi celebrado ontem, 14 de junho, o Dia Mundial do Doador de Sangue. Por conta da data, o Hemonúcleo de Rio Bonito planeja uma campanha no dia 27 deste mês (sábado), em parceria com o projeto social ‘Compartilhando o amor de Jesus’. A ação será das 8h às 13h, na sede do Hemonúcleo, que fica ao lado do Ambulatório Loyola, no bairro da Mangueirinha.

No Rio de Janeiro, doadores regulares possuem diversos direitos e benefícios, garantidos por leis aprovadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Dentre elas, um dia de folga por ano aos servidores que realizarem ao menos duas doações anuais e isenção das taxas de inscrição em concursos públicos estaduais para os doadores regulares.

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Critérios necessários para a doação

Tanto em dias comuns, como nas datas de campanha, a doação tem alguns critérios:

  • Ter entre 18 e 69 anos (16 e 17 apenas com autorização dos pais);
  • Peso acima de 50 kg;
  • Não estar grávida ou amamentando;
  • Não ter consumido álcool ou drogas nas 12 horas anteriores;
  • Não estar em jejum – evitar alimentos gordurosos 3 horas antes da doação.

Durante a semana, o Hemonúcleo recebe doações de segunda a sexta-feira, entre 8h e 14h.

Campanha estadual

A próxima campanha da Alerj em parceria com o Hemorio está prevista para agosto e pretende ampliar o número de doadores em todo o estado. A ação já acontece há três anos consecutivos e no último, foram coletadas cerca de 50 bolsas de sangue, volume capaz de salvar mais de 190 vidas.

A Assembleia tem buscado criar mecanismos que estimulem a doação regular de sangue e reconheçam a importância dos doadores. Além de aprovar leis que garantem direitos e benefícios, queremos fortalecer a conscientização da população sobre a necessidade permanente de manter os estoques abastecidos,” enfatiza o deputado Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj.

Doador frequente, Gustavo Natario, de 32 anos, participou da última edição, realizada na galeria do Edifício Lúcio Costa, sede da Alerj. Para ele, a causa é pessoal. “O clichê de que doar sangue salva vidas é muito verdadeiro, e eu já vi isso de perto. Tenho amigos e familiares que precisaram dos bancos de sangue. Um primo meu teve câncer e dependeu dessas doações“, conta.

Direitos e benefícios

Além de contribuir para salvar vidas, os doadores de sangue contam com uma série de direitos garantidos por leis aprovadas e debatidas pela Alerj. Nos últimos anos, o Parlamento Fluminense construiu uma legislação voltada para estimular a doação voluntária e reconhecer a importância social desse gesto.

Entre os benefícios está o direito concedido aos servidores públicos estaduais que realizam doações regulares de sangue. A Lei 7.892/18 garante um dia de folga por ano aos servidores que realizarem ao menos duas doações anuais. Outra medida importante é a Lei 8.920/20 que prevê isenção das taxas de inscrição em concursos públicos estaduais para os doadores regulares, reduzindo barreiras e incentivando a manutenção desse ato de solidariedade.

Outro avanço foi a garantia de atendimento prioritário aos doadores regulares, assegurando maior agilidade em diversos serviços. A Lei 10.527/24 também prevê benefícios relacionados à mobilidade, com a possibilidade de gratuidade no transporte intermunicipal nos dias destinados à doação de sangue e de medula óssea.

Paralelamente, campanhas permanentes de conscientização ajudam a ampliar o alcance da causa. Empresas concessionárias de serviços públicos e operadoras de planos de saúde podem divulgar mensagens de incentivo à doação em suas contas e canais de comunicação, reforçando a importância da participação da sociedade na manutenção dos estoques.

Para usufruir desses direitos, é necessário que o cidadão possua o Certificado de Doador Regular emitido pelo hemocentro responsável pelo seu cadastro.

Estoques dependem de doações constantes

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Estado do Rio de Janeiro registra, historicamente, entre 150 mil e 160 mil bolsas de sangue coletadas por ano. A maior parte das doações ocorre na Região Metropolitana, responsável por cerca de 66% do total, seguida pelas regiões Norte Fluminense e Médio Paraíba.

Apesar dos números expressivos, especialistas alertam que a demanda é contínua e que os estoques precisam ser renovados diariamente para atender pacientes em cirurgias, tratamentos oncológicos, transplantes e emergências.

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