Tanguá agora tem metas culturais traçadas para os próximos 10 anos, com a elaboração do Plano Municipal de Cultura. Publicado no dia 1º de julho, no Diário Oficial, o texto traz objetivos e ações que foram determinadas em conjunto pela secretaria municipal de Cultura e Turismo com os artistas da cidade, após a realização de três Conferências Municipais. Dentre as diversas atividades previstas, o foco é um: impulsionar a cultura, e fortalecer a identidade e as características da cidade.
O processo de criação do Plano começou em 2016, após a realização da primeira Conferência Municipal de Cultura. A necessidade de estabelecer objetivos concretos, para atender às necessidades dos ‘artistas ‘fazedores’ culturais foi reforçada no segundo encontro, que aconteceu em 2023. Após pesquisas realizadas pela pasta municipal com os tanguaenses, algumas questões foram definidas, como:
- O artesanato é uma das principais atividades culturais da cidade;
- A comunidade se engaja com eventos que remetem à produção da laranja;
- A importância de preservar e reconhecer o patrimônio imaterial do município, incluindo tradições, festivais e culinária.
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Depois de elaborado, o Plano Municipal foi apresentado e validado pelos presentes na terceira Conferência de Cultura, em julho de 2025. O secretário, Reginaldo Garcia, comentou sobre esse processo, feito em parceria com a comunidade.
“O Plano Municipal de Cultura nasce do diálogo com a sociedade, da escuta dos fazedores de cultura, artistas, produtores e demais segmentos culturais. Ele representa uma construção coletiva, orientada por metas, ações e diretrizes que darão continuidade às políticas culturais de Tanguá pelos próximos anos, independentemente das mudanças de gestão”, disse.
O Plano possui diversas metas, que se estendem para os cenários educacional, econômico, cidadão e tecnológico. Dentre elas, se destacam:
- A descentralização dos eventos culturais e a oferta de atividades itinerantes, para as regiões de difícil acesso do município;
- A criação de espaços culturais nas regiões de Posse dos Coutinhos e Duques;
- A realização de, no mínimo, 12 eventos culturais – entre teatro, música, dança, artesanato, pintura e poesia – em espaços públicos da cidade por ano;
- A criação do Museu da Laranja, até o final do segundo ano de vigência do Plano, ou seja, até o final de 2027. A expectativa é que o espaço consiga atrair cerca de 5 mil visitantes por ano à cidade;
- A oferta de curso técnico regularizado, com a emissão de registro da Delegacia de Registro de Trabalho (DRT) – o documento oficial que legaliza e regulariza a profissão de artistas e técnicos – em parceria com a União, Estado e instituições habilitadas;
- A regulamentação da Lei Municipal “Prata da Casa”, que estabelece obrigatoriedade de contrato para 30% de artistas locais nos eventos da cidade, até o final do primeiro ano de vigência.

Além da realização das metas, também dever ser feitas avaliações periódicas dos resultados, publicações de relatórios de execução e conferências municipais de cultura a cada dois anos. Vale destacar que a execução do Plano será feita através de editais públicos de fomento à cultura, parcerias com a iniciativa privada e organizações da sociedade civil, utilização do Fundo Municipal de Cultura e a integração com políticas intersetoriais.
O secretário explicou o que significa, na prática, a elaboração do Plano Municipal de Cultura.
“Nosso objetivo é ampliar o acesso à cultura, incentivar a produção artística local, preservar nosso patrimônio histórico e cultural, fortalecer as manifestações populares, promover a formação cultural e garantir que os recursos destinados ao setor sejam aplicados de forma transparente, democrática e eficiente. Mais do que um documento, este plano é um pacto entre o poder público e a sociedade para que a cultura ocupe o lugar que merece no desenvolvimento de Tanguá. É uma ferramenta que assegura planejamento, participação social e continuidade das ações e políticas, ampliando as oportunidades para todos”, afirmou.
Por Clara Egger (Estagiária sob supervisão)
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