O mês de abril começou com temperaturas elevadas em todo o estado do Rio de Janeiro, chamando a atenção de moradores e turistas. A sensação térmica ultrapassou facilmente os 40 °C em vários pontos, mantendo o tema do calor entre os assuntos mais comentados nas cidades fluminenses. O fenômeno é atribuído à atuação de uma massa de ar seco e quente que impede a formação de nuvens e reduz a umidade relativa do ar.
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Nas cidades da região metropolitana — como Rio de Janeiro, Niterói, Maricá e Rio Bonito —, o calor extremo afetou diretamente o cotidiano. Trabalhadores relataram desconforto e aumento da procura por bebidas geladas e locais climatizados. Já nas áreas do interior, como Silva Jardim e Tanguá, a sensação foi semelhante, com registros de dias abafados e poucas pancadas de chuva para aliviar o clima.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), esse tipo de situação é comum na transição entre o verão e o outono, mas o atual período apresenta temperaturas ligeiramente acima da média histórica. A ausência de frentes frias favorece a permanência do ar quente sobre o estado, prolongando a sequência de dias ensolarados e abafados.
Termômetros batem recordes e praias ficam lotadas
A orla carioca amanheceu movimentada durante o feriado prolongado e o fim de semana. Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca tiveram grande concentração de banhistas em busca de alívio no mar. Segundo registros de estações meteorológicas oficiais, algumas áreas da capital marcaram temperaturas próximas a 38 °C, com sensação térmica ultrapassando os 45 °C em trechos mais urbanizados.
Em Niterói e Maricá, o cenário não foi diferente. As praias da Região Oceânica, como Itacoatiara e Itaipuaçu, receberam grande fluxo de moradores da região e de visitantes vindos de outras cidades. O aumento do calor também impulsionou a procura por hospedagem de fim de semana, especialmente em locais com estrutura próxima à praia e piscinas.
Enquanto isso, cidades do interior, como Rio Bonito, Tanguá e Silva Jardim, registraram altas temperaturas acompanhadas de baixa umidade, o que exigiu atenção especial à saúde. Autoridades locais reforçaram orientações para hidratação constante e evitar atividades físicas ao ar livre nos horários de pico, geralmente entre 10h e 16h.
O início de abril reforça o impacto das ondas de calor na rotina dos fluminenses, com reflexos diretos no lazer, na economia e na saúde pública. Especialistas recomendam acompanhamento das previsões diárias e cuidados redobrados com a exposição solar. A expectativa é de que uma frente fria chegue apenas nos próximos dias, trazendo certo alívio, ainda que temporário.
Até lá, a população segue convivendo com um outono de termômetros altos e praias cheias, cenário típico que confirma o apelido carinhoso de “cidade solar” e reforça os desafios urbanos gerados pelo clima cada vez mais quente.
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