Maricá apresenta dados de programa de reeducação para autores de violência doméstica

Iniciativa prevista na Lei Maria da Penha reúne homens em encontros de reflexão e conscientização no Fórum de Araçatiba.
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Foto: Clarildo Menezes

A Prefeitura de Maricá apresentou, na última terça-feira (07), os primeiros dados do Grupo Reflexivo para Homens (GRH), durante encontro realizado no Fórum de Araçatiba. A iniciativa é desenvolvida pela Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres e faz parte das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher no município.

O Grupo Reflexivo para Homens é uma política pública prevista na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e recomendada como medida de reabilitação e responsabilização de autores de violência doméstica.

Criado em novembro de 2025, o programa já conta com três grupos formados. Os encontros incluem palestras interativas, dinâmicas de grupo e rodas de conversa, com o objetivo de promover a reflexão sobre atitudes, incentivar a escuta ativa e estimular novas formas de relacionamento.

Entre os dados apresentados, 46,2% dos participantes possuem histórico de violência verbal contra suas parceiras e 30,8% de violência física. Também foram registrados casos de violência psicológica (7,7%), moral (7,7%), sexual (3,8%) e patrimonial (3,8%).

A secretária de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres, Ingrid Caldas Bastos, destacou que a iniciativa busca conscientizar os participantes e incentivar atitudes não violentas.

“O objetivo é conscientizar sobre atitudes não violentas e desconstruir comportamentos que levaram à agressão. Sabemos que 98,5% dos participantes compreendem seus atos e não voltam a praticar violência. Esse trabalho é fundamental para interromper ciclos e proteger as mulheres”, afirmou.

O coordenador do grupo reflexivo, Alan Christi, ressaltou o papel da política pública no enfrentamento à violência doméstica.

“O Grupo Reflexivo é uma resposta avançada à necessidade de prevenção da violência doméstica. Ele complementa a Lei Maria da Penha ao promover a reeducação e a responsabilização dos autores”, explicou.

O juiz da Vara Criminal de Maricá, Felipe Gonçalves, comentou sobre a implementação do projeto no município.

“O grupo foi implementado no final do ano passado e representa uma política prevista na Lei Maria da Penha. É uma forma de educar os homens agressores para que não voltem a praticar violência. É muito importante ver esse projeto sendo colocado em prática no município”, afirmou.

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