O caso que provocou um alerta do FBI terminou com a prisão de um homem de 36 anos, acusado de planejar, com a ajuda de inteligência artificial (IA), a morte do próprio filho. O episódio aconteceu em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo. Segundo as investigações, reveladas pela Polícia Civil do ES, o homem planejava contratar um pistoleiro para matar o filho, com o objetivo de não pagar a pensão alimentícia à ex-companheira.
A operação começou depois que as conversas do suspeito com um site de inteligência artificial chamaram a atenção da empresa, que comunicou o FBI. E em seguida, os dados do diálogo foram compartilhados com o CyberLab do Ministério da Justiça e a Polícia Civil foi acionada.
Ele foi preso no dia 19 deste mês, mas a prisão foi divulgada ontem, quinta-feira (25).
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O chefe da Divisão de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio (DRCCP) e titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Brenno Andrade, explicou sobre a troca de informações internacionais.
“A empresa responsável pela plataforma encaminhou ao FBI informações de que o indivíduo realizava pesquisas constantes relacionadas à intenção de matar o próprio filho. O FBI, por sua vez, compartilhou esses dados com o CyberLab do Ministério da Justiça, que repassou o caso à Polícia Civil. Há oito anos trabalhamos com investigações cibernéticas e essa integração entre instituições nacionais e internacionais tem sido fundamental para o sucesso de diversas operações, em função desse apoio mútuo”, disse.
Segundo o adjunto da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Ícaro Olímpio, o acusado também tinha planos de outros ataques.
“Nas mensagens enviadas à Inteligência Artificial, ele relatava a intenção de contratar um pistoleiro para matar o próprio filho e dizia possuir meios para a prática de outros crimes violentos. Além disso, mencionava a possibilidade de realizar ataques contra escolas, igrejas e autoridades, afirmando que pretendia fazer o maior número possível de vítimas”, relatou.
De acordo com a Polícia Civil, o investigado foi abordado quando saía para o trabalho e não demonstrou esperar a ação policial. Durante o interrogatório, negou a intenção de praticar os crimes, embora tenha admitido a realização das pesquisas e interações na plataforma de Inteligência Artificial.
Os materiais apreendidos durante a operação foram encaminhados para perícia e serão analisados no decorrer do inquérito policial. Após a conclusão das diligências, a autoridade policial definirá os eventuais indiciamentos cabíveis.
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