Tributo a Mauro Prevot em Rio Bonito celebra tradição das serenatas do Lua Branca

Durante décadas, Mauro Prevot dedicou-se a manter viva a tradição das serenatas e dos encontros musicais pela cidade.
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Foto: Divulgação

Tributo a Mauro Prevot. Uma noite marcada pela emoção, pela música e pelas lembranças de uma das mais belas tradições culturais de Rio Bonito. Assim foi o encontro realizado na última sexta-feira, 22 de maio, no Teatro da CDL de Rio Bonito, que reuniu seresteiros, músicos, familiares e admiradores para prestar uma homenagem ao saudoso juiz Mauro Prevot, fundador do tradicional grupo de seresta Lua Branca.

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Idealizado e produzido pelos promotores de cultura Fábio Pereira e Yisrael Pereira, o evento resgatou a memória de Mauro Prevot, que durante décadas dedicou-se a manter viva a tradição das serenatas e dos encontros musicais pela cidade. Sob sua liderança, o grupo Lua Branca promoveu inúmeros saraus e apresentações em diversos pontos de Rio Bonito, tornando-se especialmente conhecido pelas serenatas realizadas nas noites de sexta-feira de lua cheia, tradição que encantou gerações e marcou a vida cultural do município.

A apresentação da noite ficou a cargo de Fábio Fernando, que conduziu o público por uma verdadeira viagem pelas histórias, causos e memórias do grupo. Um dos momentos mais emocionantes do encontro foi a participação de Maríssimo Martins, de 85 anos, amigo pessoal de Mauro Prevot e um dos fundadores do Lua Branca. Sentado em uma poltrona especialmente preparada no palco, Maríssimo acompanhou atentamente as apresentações e emocionou a plateia ao interpretar canções ao lado dos músicos convidados.

O evento contou ainda com a presença de familiares do homenageado, entre eles a neta Giovana Prevot, uma das intérpretes da noite e o filho Vinícius Prevot, que acompanhou toda a programação na percussão. Também participaram os músicos Reinaldo Silva, ao violão, e Luiz Muniz, no violão de sete cordas, além de diversos artistas convidados que se revezaram no palco, como o cantor José Davi, Andrezinho Schok e o violonista Tião do Violão.

Ao longo da noite, o público ouviu histórias divertidas e emocionantes sobre a trajetória do Lua Branca e de seus integrantes, além de clássicos da música brasileira eternizados nas vozes de compositores e intérpretes como Vinicius de Moraes, Garoto, Sílvio Caldas, Lupicínio Rodrigues e Nelson Gonçalves.

“Foi uma noite de gala e emoção”, resumiu Fábio Fernando, destacando o clima de confraternização e saudade que tomou conta do teatro. “Mais do que uma homenagem a Mauro Prevot, o encontro representou a celebração de um importante capítulo da história cultural de Rio Bonito, reafirmando a força da seresta e das tradições musicais que ajudaram a construir a identidade da cidade”, disse ele.

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