Tentativa de reduzir gastos faz governo bloquear R$ 23,7 bilhões do orçamento; Defesa é a área mais afetada

Políticos ligados a área da Segurança Pública, como Douglas Ruas, criticam medida e mencionam que as fronteiras podem ficar desprotegidas por falta de investimento.
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Foto: Divulgação/camara.leg.br

Na tentativa de reduzir gastos e manter as contas públicas dentro das metas fiscais, o governo federal anunciou o bloqueio de R$ 23,7 bilhões do Orçamento de 2026. Entre os órgãos atingidos pela medida, o Ministério da Defesa foi o mais afetado, com R$ 4,36 bilhões em recursos temporariamente bloqueados.

A contenção foi anunciada após uma reavaliação das receitas e despesas da União e, segundo o governo federal, tornou-se necessária diante do aumento dos gastos obrigatórios, como benefícios previdenciários e outras despesas previstas em lei.

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e pela Agência Brasil, o bloqueio faz parte da estratégia do governo para cumprir as regras do arcabouço fiscal e evitar que as despesas ultrapassem os limites estabelecidos para este ano.

Além da Defesa, outros ministérios também tiveram recursos bloqueados, entre eles Cidades, Saúde, Educação e Transportes. O governo afirma que a medida é preventiva e que os valores poderão ser liberados ao longo do ano, caso haja melhora no cenário fiscal.

O bloqueio de R$ 4,36 bilhões na Defesa representa a maior restrição aplicada entre todas as pastas federais e provocou reações de parlamentares e representantes ligados à área de segurança pública, como o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, que é pré-candidato a governador.

“É assim que o Lula diz que quer combater o crime organizado?”, questionou Douglas Ruas. “É importante lembrar que o Rio não fabrica armas nem cocaína. Isso entra pelas fronteiras, e a única forma de combater é aumentar investimentos. Mas Lula faz o contrário”, disparou.

Ele ainda completou abordando o combate a violência no estado do Rio de Janeiro. “É uma total inversão de valores. Como as pessoas de bem vão ter paz nas cidades se o governo abre as portas para a entrada de armas e drogas? Falta gestão, falta prioridade. E falta coragem para enfrentar a bandidagem de frente. É esse o plano de segurança? Deixar as fronteiras desprotegidas é o plano de segurança nacional? O Brasil e o Rio de Janeiro exigem respostas”, cobrou Douglas Ruas.

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