Brasil pode voltar a exigir visto para cidadãos dos EUA, Japão, Austrália

O presidente Lula determinou que o Itamaraty passe a exigir novamente os vistos para cidadãos dos Estados Unidos, do Canadá, da Austrália e do Japão que resolvam visitar o país. A exigência do visto havia sido suspensa em 2019, durante o governo Bolsonaro.

A decisão do governo Lula se dá com base no princípio da reciprocidade.

Levantamento do governo atual apontou que não houve aumento do fluxo de turistas de modo considerável desde que caiu a exigência de visto para esses quatro países.

Agora, o Itamaraty vai informar as embaixadas dos respectivos países de maneira formal. Ainda não há, portanto, uma estimativa de quando a medida passa a vigorar, na prática, nas fronteiras do país.

Crédito; Portal g1

 Foto: Pixabay

Náufragos são encontrados agarrados em cooler no mar da Austrália

Um vídeo divulgado pelo governo da Austrália mostra três pessoas agarradas a um cooler no meio do mar, próximos à Ilha Eclipse, na costa sul do país.

A Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA, na sigla em inglês) disse que um localizador de emergência foi ativado às 10h16 no horário local (23h16 em Brasília) de quarta-feira (1º).

Uma aeronave foi direcionada ao local, a 7 km da costa, e encontrou três pessoas no mar usando coletes salva-vidas e um cooler como apoio.

Uma embarcação da polícia resgatou os três da água, sem ferimentos graves.

Segundo o jornal australiano “WA Today”, os três homens praticavam pescaria noturna quando a embarcação teve problemas no motor e a água começou a invadir o barco.

A autoridade marítima AMSA destacou a importância de usar colete salva-vidas e carregar um localizador de emergência quando estiver na água.

“Neste caso, ambos podem ter significado a diferença entre a vida e a morte”, disse em nota.

 

Crédito: g1.globo.com

Caranguejos canibais fazem caminhada anual até o mar na Austrália

Mais de 50 milhões de caranguejos-vermelhos, canibais, começaram sua famosa caminhada desenfreada rumo ao oceano. O hipnotizante fenômeno natural é registrado anualmente na Ilha Christmas, na Austrália Ocidental, quando os crustáceos saem da floresta em direção ao mar para se reproduzir.

O evento é considerado uma das maiores migrações de animais do planeta e exige certos preparativos, como a criação de pontes e rotas para garantir sua segurança. Casas, estradas, pontos turísticos: os crustáceos — da espécie Gecarcoidea natalis — passam por cima de tudo para completar a missão de perpetuar a própria espécie.

Turistas e administradores do parque natural sediado na ilha contemplam, admirados, as andanças dos animais.

A administração de parques naturais da Austrália publicou um vídeo que mostra a complexidade e o tamanho desse evento bizarro da natureza.

A dra. Tanya Detto, uma das coordenadoras do parque da ilha, afirmou ao tabloide Daily Mail que essa é a maior migração do tipo registrada no local desde 2005.

“Foi muito bom vê-los sendo afunilados para longe do tráfego e chegando lá [no oceano] com segurança”, afirmou ela, ressaltando que as rotas mudam um pouco a cada ano, o que é um desafio a mais para os pesquisadores, que tentam dar segurança aos crustáceos.

Tudo começa com a primeira chuva da estação chuvosa do fim do ano, entre outubro e novembro. As precipitações iniciam os preparativos dos machos, que começam a marchar e encontram as fêmeas no meio do caminho, o que inicia o processo de reprodução.

A desova — influenciada pela fase da lua, segundo os biólogos — geralmente ocorre no fim de novembro. Cada fêmea excreta cerca de 100 mil ovos no oceano durante as cerca de seis noites da migração.

Mais ou menos um mês depois, os filhotes que eclodiram farão a rota inversa para se abrigar na floresta. Obviamente, apenas os que sobreviverem, uma vez que boa parte dos ovos servirá de alimento a peixes, arraias e tubarões-baleia.

E aí entra o canibalismo: para festejarem o sucesso do período de desova, os machos também devoram os próprios filhotes.

Em outras palavras: diversas espécies estão interessadas na caminhada dos caranguejos.

 

Crédito: noticias.r7.com

Homem de 64 anos se entrega à polícia quase 30 anos após

Um homem foragido por quase 30 anos se entregou à polícia no último fim de semana em Nova Gales do Sul, na Austrália. Darko Dasic tinha 35 anos em 1992, quando usou um alicate e uma lâmina para escapar da prisão de Grafton. Desde então, fazia bicos nas praias para sobreviver.

O fugitivo foi preso inicialmente por cultivar maconha e condenado a pena de três anos e oito meses de prisão. Agora também vai responder pela fuga da cadeia, sem direito a pagar fiança.

Dasic alega que fugiu porque temia ser deportado para a Iugoslávia, onde nasceu. Na época, o país vivia uma guerra civil. Ele enfrentará o tribunal novamente em um audiência marcada para o fim do mês.

Conhecido pelos moradores da região como Dougie, Dasic teria ficado sem teto e sem renda por conta da pandemia de Covid-19 e estava vivendo nas dunas da praia de Avalon. Segundo a imprensa local, a situação teria motivado a decisão de se entregar.

Desde a prisão, residentes criaram uma campanha online de arrecadação de fundos para tentar ajudar o homem, que hoje tem 64 anos. O dinheiro será usado para o pagamento de advogados e demais despesas após a prisão. Até o momento, foram arrecadados US$ 19 mil.

Não há registro de que Dasic tenha cometido algum crime desde que deixou a cadeia. Como foragido, segundo o jornal Daily Mail, não tem documentos e passou três décadas sem ir ao médico.

 

Crédito: extra.globo.com